terça-feira, 7 de dezembro de 2010

VIDA NOVA SEMPRE >> Clara Braga

Enfim entramos em Dezembro, o mês que para mim parece ser o menor do ano. Agora já era, daqui até o dia da contagem regressiva é um pulo que ninguém nem sente. São tantas coisas para fazer, a correria é tão grande que ninguém percebe o tempo passar. Provas de final de ano, trabalhos acumulados, muitas coisas para ler, muitos relatórios, artigos, crônicas e redações para entregar. Os shoppings estão lotados, impossível fazer compras, você pode até tentar ir logo que o shopping abrir em algum dia no meio da semana, mas por esses tempos nem isso adianta muito. Estão todos comprando presentes para os familiares, amigos, amigos ocultos, maridos, namorados etc. E, claro, se dando presentes também, afinal, somos todos filhos de Deus.

Na hora de fazer as compras não podemos deixar as superstições de lado. Todo mundo comprando roupa branca que é para ter paz e comprando também roupas novas, afinal, ano novo, vida nova. Tem também as comidas certas para a hora da virada, a cor certa para o ano de 2011, as simpatias para ganhar dinheiro, mudar de casa ou arrumar um namorado, e, claro, pedir uma ajudinha ao Papai do Céu, ou até ao Papai Noel, para que todos os desejos que todo mundo faz naquelas listas quilométricas possam ser realizados nesse novo ano que se inicia.

Toda essa correria vem acompanhada por esse gostinho bom de que algo novo está para chegar. Quem não gosta de novidades? Todo bom brasileiro parece se empolgar com a chegada do novo ano, e digo brasileiros porque ano passado passei o ano novo fora e posso afirmar que, depois da contagem regressiva, é difícil ver pessoas animadas a irem atrás do trio elétrico. E toda essa esperança e desejo de mudança de vida também não é forte por lá. Uma das minhas colegas mais próximas era holandesa e ela achou a maior besteira estarmos todas atrás de roupas novas e chiques para passar um dia que, para ela, era como outro qualquer. Quando estávamos conversando sobre quais eram os planos para o novo ano, o que desejávamos mudar e fazer melhor, ela simplesmente disse: “Se eu preciso mudar algo na minha vida, ou desejo algo, eu vou atrás na mesma hora, não preciso esperar o ano novo”.

Tudo bem, não posso negar que ela tem um ponto interessante e que chega até a ter razão no que disse, realmente não deveríamos esperar o ano novo para ter desejos e correr atrás de mudanças. Mas, por outro lado, se o ano novo serve como motivação, então que mal tem? Agora, a verdade é que todo dia é um novo dia, então também não custa nada mudarmos a frase “ano novo, vida nova” para “dia novo, vida nova”.

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Um comentário:

Eduardo Loureiro Jr. disse...

Boa sacada, Clara. Feliz dia novo! :)