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Mostrando postagens de Novembro, 2013

AS LEIS DO AMIGO-SECRETO >> Mariana Scherma

Adoro brincar de amigo-secreto, na minha opinião essa deve ser uma das melhores coisas da época de fim de ano. Quase digo "obrigada, comércio". Todo ano é a mesma coisa: sempre tento adivinhar quem tirou quem (e principalmente quem me tirou), mas o mais sensacional é ver que as certezas vão por água abaixo já na primeira revelação da noite. Surpresa é a chave de um amigo-secreto divertido. O problema da brincadeira, assim como o problema do mundo, são algumas pessoas. Aquele tipo que entra no grupo sem a mínima vontade de brincar (por que entra, né?). Pensando nisso, listei algumas sugestões pra você, que entrou na brincadeira, seguir. Ou não, ué. Você é quem sabe...
Não participe do amigo-secreto pensando no presente. Quer muito um livro, uma blusa ou qualquer outra coisa? Compre você mesmo. Esperar muito do presente é o tipo de expectativa complicada de criar porque, ora bolas, tem muita gente que guarda perfume fedido que ganhou no amigo-secreto do ano passado esperando es…

UMA BOA LEMBRANÇA NÃO BASTA >> Carla Dias >>

Uma única lembrança pode embalar dias, e dependendo do poder que ela exerce sobre o individuo que possui, tem efeito de eco, e o vai transformando – situações e sentimentos – aos poucos. Como a lembrança que ele remói neste instante, enquanto equilibra-se em ônibus lotado de hora do rush. Aquela que lhe invade, às vezes para amansar delírios, em outras, para inspirar endoidecimentos.

Só que preciso lhes contar, confessadora de tormento alheio que sou, que ele carrega a lembrança e o esquecimento a tiracolo. Ele acessa lembranças, e as mantém vivas, porque aprecia a própria habilidade de ativar o esquecimento, de desfazer-se delas quando bem entende.

Hoje, por exemplo, ele se esqueceu de que era quarta-feira, dia dele de levar as guloseimas para o café da manhã dos funcionários da agência de empregos onde trabalha. Esqueceu-se por escolha, e completamente, até colocar os pés no escritório, adiantar-se até a copa e os cinco o encararem. E a mágica sempre acontece no momento certo, feit…

MAIS REFLEXÕES SOBRE A NOVELA DAS 20H QUE PASSA ÀS 21H >> Clara Braga

Aparentemente eu não era a única incomodada com o fato da novela Amor à vida tentar ser politicamente correta demais. Depois que escrevi a crônica da semana passada, falando sobre os diversos temas polêmicos que a novela tenta abordar, resolvi assistir ao capítulo de ontem, para ver se encontrava mais algum tema proposto pela novela.
Tirando o fato de a cada três cenas as personagens aparecerem lendo um livro que é sempre muito bom de um autor muito interessante que todos deveriam ler, eu levei um susto. A impressão é que eles receberam muitas críticas das pessoas que estavam acostumadas com os barracos da Carminha ou com a Cláudia Raia matando todo mundo com aquela seringa e resolveram dar mais ação pro público e menos "lição de moral".
O casal homossexual que estava adotando uma criança não é mais um casal. Misteriosamente, um deles encontrou a "mulher certa" e, aparentemente, o que todo gay precisa é de uma mulher muito boa de cama para fazer ele se "curar…

SERVIÇO DE RECADOS >> Whisner Fraga

Minha irmã tinha o hábito de sintonizar a Rádio Cancella FM enquanto fazia as tarefas domésticas que nossa mãe terceirizava. Naquele dia, ela estava cismada comigo e acho que queria aprontar alguma. Desse modo, em certo momento, ela gritou meu nome e todos corremos para ver o que acontecia. Parecia tudo muito simples: ela ouvira um recado para mim, que alguma menina da cidade tomara o cuidado de enviar.

Toda a família, em torno daquela afirmação, quis dar sua opinião. É evidente que ela não escutara direito. Como é que podia alguém deixar um recado para mim? Quem é que faria tamanha loucura? E assim por diante. A mais enfática foi mesmo a mãe: Deixa de besteira, para de iludir o menino. Meus pais sempre tomaram o cuidado de minar nossa auto-estima, sob a justificativa de nos tornar fortes para o mundo.

Costumo brincar, e até com certa frequência, que quem me educou foi a escola. Há uma meia verdade nessa lógica. Como eu passava boa parte do dia na casa do meu amigo João Dib, ou na bibl…

A GRANDE DAMA [Ana González]

Quando acordei, depois de duas ou três horas de sono, a realidade parecia um pesadelo. Mas era verdade: ela fora embora deste mundo. Eu não poderia ficar mais tempo na cama, mesmo sabendo que a espera pela chegada de seu corpo seria longa. Minha mãe não desfrutaria da verde paisagem da serra que percorreria até sua última morada.

Olhei a roupa do armário com cuidado. O que vestir? Teria que ser algo escuro, de preferência. Não que eu respeitasse a questão do luto como há tempos se fazia: roupas discretas e reclusão. Isso mudou ao longo das décadas. Na verdade, o luto é principalmente dentro, na intimidade do ser. Assim seria.

Escolhi um conjunto preto de calça comprida e blazer. Fazia frio. Aquela bota de salto pequeno para o conforto dos pés. Não cabia outro adereço. Eu não ia a uma festa. Tratava-se de um ritual triste.

Olhei o espelho: está bom. Embora os olhos não desmintam a presença da morte, ela gostaria de me ver assim, tentando simplesmente ser elegante. Ela sempre me pergu…

PRAGAS >> Zoraya Cesar

Jamais gostei de vizinhos. Barulhentos, chatos, inconvenientes, fofoqueiros; a lista seguiria infindável, se eu não tivesse mais o que fazer. Vizinhos, no entanto, parecem nunca ter mais o que fazer que não tomar conta da vida dos outros. Se pudesse, eliminava todos os meus, um por um. 
Todos, a não ser a velhinha que se mudou para o segundo andar há algumas semanas. Ao contrário dos outros condôminos, ela era suave, gentil, falava baixo e não se metia na vida alheia. Era tão franzina, que dava a impressão de que um vento mais forte, uma palavra menos delicada, um gesto mais brusco poderiam quebrá-la em pedaços irrecobráveis. Fiquei apaixonada, seria a primeira vez que não execrava um vizinho, essa raça de víboras. 
Encontrava-a às vezes, à noite, quando coincidia de eu chegar do trabalho e ela voltar do passeio com o cachorro, um blood hound idoso, cego de um olho e doente. Ela sempre tinha um comentário gentil e interessante e eu me deixava ficar (logo eu, que mal cumprimentava o r…

PARA RESPIRAR >> Carla Dias >>

Tem esse exercício, no qual tento me especializar, mas sem sucesso, e que ainda assim faço, constantemente, teimando mesmo, que é o de encontrar em situações equivocadas, em frases ditas com a intenção de ferir, e na própria violência cometida homeopaticamente, algo que remeta ao bem. Mas não justificando, que justificar se tornou verbinho mal aplicado pra dedéu. Sabe quando um fotógrafo clica uma imagem que registra a tragédia, e ao vê-la nós dizemos, a comoção à flor da pele, “que linda”?

Não se trata de citações de autoajuda, manter pensamento positivo à exaustão, tampouco tem a ver com implantação na alma da certeza torta de que somos melhores que o outro, quando o que podemos realmente esperar é nos tornarmos melhores do que nós mesmos, a cada dia um tantinho.

Esse exercício é dos duros, mas tem me ajudado a não ser injusta com as pessoas, nem comigo mesma. Porque cometemos injustiças, é fato, defeitinho que vem com o pacote da humanidade. Mas o que vem depois, a forma como lidam…

AVALANCHE DE TÓPICOS TRANSVERSAIS >> Clara Braga

Ultimamente tenho lembrado muito das minhas aulas de filosofia da escola. Sempre achei muito interessante estudar filosofia no ensino médio, mas lembro de não gostar da forma como a aula era ministrada. O professor teve uma boa ideia, trabalhar tópicos transversais, mas queria esgotar a discussão sobre o tópico em uma aula de 50 minutos. E ainda assim não usava os 50 minutos todos para discussão. Para discutir tínhamos que fazer uma roda, então eram 10 minutos no início da aula para arrumar a sala, concentrar e começar a falar sobre liberdade, ou aborto, ou gravidez na adolescência, ou drogas, enfim, sempre assuntos polêmicos para adolescentes. Depois, tínhamos os 10 últimos minutos para arrumar a sala toda novamente antes de começar a outra aula. Ou seja, discussão mesmo eram 30 minutos. Quem esgota uma discussão sobre aborto em 30 minutos?
Pra ganhar a atenção dos alunos, o professor aproveitava para comentar alguns casos que apareciam nas novelas. Era só falar daquela menina de Ma…

COMIDA, AMOR E PAVOR >> Mariana Scherma

Sempre amei comida. Primeiro, porque é gostoso, mata a fome e deixa a gente feliz. Segundo, porque quando é bem-feita, desperta sensações e lembranças que estavam em uma gaveta da memória fechada há tempos. Eu volto a ser criança com cheiro de brigadeiro, só acordo de verdade com o aroma de café e me sinto protegida de qualquer coisa ruim quando o cheiro do feijão da minha mãe invade meu espaço. Isso é poder pra caramba.
Mas agora ando meio broxada (a palavra é feia, mas nenhuma reflete melhor meu estado de espírito) com esse excesso de blogs e matérias em revistas de beleza ensinando jeitos e jeitos de acelerar o metabolismo, o que não comer jamais, dicas pra fazer um detox, quantos trinta litros de água você precisa por dia... Por mais que ame comida, na hora de comer, vou com moderação e alterno as gordices com minhas frutinhas, meus biscoitinhos integrais e meu prato GG de salada (se bobear, até mais amados que um brigadeiro), porque, afinal, adoro comida, mas gosto muito de mim ta…

CONSTRUINDO A FELICIDADE >> Carla Dias >>

Disseram-me que falar sobre a felicidade anda fora de moda, melhor não se meter com esse tema batido! Só que, mesmo em dias em que não sinto a menor inspiração, felicidade me parece um tema no seu frescor. Afinal, não corremos atrás dela o tempo todo?

Não há pergunta mais complicada de se responder do que você é feliz? Primeiro, porque você deve considerar o fato de que felicidade não é uma constante, que ela acontece em doses homeopáticas, abusa dos hiatos, mas também pode se alastrar pela nossa existência. A felicidade sentida em um momento crucial das nossas vidas nos acompanhará sempre. Ainda assim, acredito que a pergunta deveria ser você está feliz?

Estar feliz não é tarefa fácil, mesmo para aquela pessoa, que você acredita, nunca está triste. Ter uma personalidade inspirada na felicidade não significa ser feliz. Definitivamente, nós estamos felizes quando a felicidade acontece. O que podemos fazer é oferecer a ela mais oportunidades para se apresentar.

Chego à conclusão de que …

APENAS UMA OPINIÃO >> Clara Braga

Confesso estar um pouco receosa sobre essa crônica, pode ser uma daquelas crônicas que você escreve e depois as pessoas vão entender de qualquer jeito e você leva a fama de malvada. Mas de qualquer forma, gostaria de compartilhar algumas angustias minhas.
Ontem eu vi um homem fazer a propaganda de um filme que me deixou um pouco pensativa. O filme se chama Blodd Money - Aborto Legalizado, e, segundo algumas sinopses que eu li, mostra fortes situações relacionadas ao aborto nos EUA após 40 anos de legalização. Só o tema em si já é polêmico, quer esquentar uma discussão é só falar de religião, política ou aborto. Mas o que me deixou pensativa foi a forma como o cara fez a propaganda. Ele dizia, de uma forma até um pouco alterada, não só que todos deveriam assistir ao filme, como também deveriam divulgar o filme e convidar pessoas para assistirem, pois só assim nós estaríamos revelando a realidade sobre o aborto e poderíamos, então, lutar pela vida dessas crianças que estão para nascer …

CADA COISA COM SUA GRAÇA >> Sílvia Tibo

Andava à espera da nova coletânea de crônicas de Martha Medeiros, de quem sou fã, mais do que de carteirinha.

Correndo os olhos pelas estantes da livraria, antes mesmo de abrir o livro, me encantei com a originalidade e sutileza do título que lhe foi dado: "A Graça da Coisa".

Na capa, onde predominam tons de preto, cinza e branco, um detalhe colorido chama a atenção, na intenção de mostrar ao futuro leitor, logo de cara, que há sempre alguma graça nessa coisa maluca que chamamos de vida, por mais nebulosos que pareçam os caminhos pelos quais ela nos leva.

A obra de Martha me lembrou o “jogo do contente” sempre presente nas histórias de Pollyanna, clássico da literatura infanto-juvenil publicado originalmente em 1913 e que li tantas vezes quando criança. 

Aliás, crianças, em geral, são ótimas na tarefa de achar a tal graça da coisa. Ao contrário de nós, adultos, que arrumamos sempre um jeitinho de complicar a vida, reclamando do que somos e do que não somos, do que temos e do…

RAROS PRAZERES [Sandra Paes]

Nessa manhã sou sacudida por raios e trovões. Havia um arrastar de pedras e torrentes de águas pesadas arrastavam tudo. Uma dor de cabeça rara se iniciou bem no centro do cranio. O redemoinho do furacão era lá. Um epicentro único a refazer todas as memórias e todos os recantos de uma cabeça, já nem sei mais de que cor.

Sim, gosto das tempestades. A força da natureza ali manifestada dessa forma sempre me acorda e me faz lembrar minha própria natureza, presa, contida em um corpo que parece limitar meu espirito que gosta de voar e navegar em tantas paisagens jamais vistas.
Ah, o descortinar do invisível, do intangível, o ousar tocar... Isso... A busca fremente do desconhecido, é da ordem da fé ou do que se chama de divino.
A vida ali oculta me chama, hoje - sempre... Acho que flerto com a morte porque ela, guardiã de portais de transições, vem brincar comigo. Vira meus sonhos de perna pro ar, me mostra fatos ainda por vir, e sussurra docemente em meu ouvido cada vez que leva alguém consigo …

O JOGO >> Zoraya Cesar

A cidade estava cheia. Turistas de diversos lugares vieram apreciar a beleza outonal que a fizera famosa e também acompanhar as últimas etapas do torneio de xadrez que a movimentava desde algumas semanas. O dia estava cinzento e um tanto nublado, embaçando a claridade da tarde que caía lentamente, trazendo consigo uma aragem fria e úmida, prenúncio certo de que a temperatura iria abaixar dali para noite.
Ainda bem que viera agasalhado, pensou ele. Devia estar chegando aos 30, aquela idade em que os homens ainda são jovens o bastante para serem audazes, e já maduros o suficiente para serem cautelosos. Era quase bonito, os cabelos pretos, o porte atlético, o ar juvenil. Apenas os olhos eram um pouco estranhos, opacos, e estavam em constante movimento. No mais, não tinha qualquer característica singular, passava despercebido; e não chamar a atenção sobre si mesmo era muito importante em seu ofício.
Caminhando em direção a uma mulher de longos cabelos louros desmazelados, encostada na am…

A PERCEPÇÃO E SUAS PORTAS >> Carla Dias >>

"Vivemos, agimos e reagimos uns com os outros; mas sempre, e sob quaisquer circunstâncias, existimos a sós."
Aldous Huxley

Na segunda passada, assisti ao Roda Viva, na TV Cultura, com o psiquiatra Valentim Gentil Filho, e achei a entrevista muito bacana. Devo confessar que fiquei meio apaixonadinha por ele. Não, não desse jeito que você tá pensando...

Para mim, é muito bom quando alguém que entende de algo, que é especializado em assuntos complexos (cérebro está no topo da lista), fala com os leigos de maneira simples, que fica impossível não entender o que ele diz. O doutor disse e eu entendi. Isso é apaixonante, não?

Na mesma noite, resolvi clicar em um link de um vídeo do TED, esse site americano muito bacana, que conta com palestras curtinhas e inspiradoras. O vídeo era de 2010, e a palestrante uma pesquiadora chamada Brené Brown. O título da palestra era The power of vulnerability (O poder da vulnerabilidade), e como eu acredito que a vulnerabilidade seja mesmo poderosa, r…

OVERDOSE DE JORNAL >> Clara Braga

Cá estou eu estudando para um concurso de professora da Secretaria de Educação. Um dos tópicos que cai na prova é atualidades. Então, como recomendado pela professora do cursinho, aumentei minha dose diária de telejornais. Diante dessa experiência, vou dizer uma coisa: achei um tanto desnecessário aumentar a dose, a verdade é que depois de assistir DFTV Primeira Edição, Bom dia Brasil, DFTV Segunda Edição, Jornal Hoje - que é o mais legal de todos -, Globo News, Jornal da BAND e Jornal da Record, até eu apresentaria o Jornal Nacional. E digo mais, apresentaria sem precisar ler aquele teleprompter. Até as entrevistas das reportagens são as mesmas, não muda nada! 
Mas além da repetição, outra coisa me chamou a atenção. Estou começando a achar que jornalistas e policiais subestimam a inteligência de traficantes, assaltantes, ladrões, seqüestradores e etc. Outro dia, foi noticiado em todos esses jornais que eu citei uma nova operação super eficaz utilizada pelos policiais de Brasília par…

A MENINA DOS MAPAS >> Whisner Fraga

Quando criança, eu gostava de símbolos. Se colocarmos na balança, acho que ainda gosto. A diferença é que, naquela época, eu levava essa coisa a sério. Hoje, nem tanto. Então, estava eu na sala do Colégio Polivalente e a aula estava chata o bastante para que eu não conseguisse me concentrar no que a professora dizia. Comecei a rabiscar desenhos com as iniciais do meu nome, até que cheguei a algo bem interessante. Aí, a minha colega do lado, cujo nome não me recordo agora, mas que estudava mapas astrais e derivados, brincou: e aí, criando uma marca para o seu gado?

De fato, o que eu havia bolado se parecia com um ferrete, o que, honestamente me deixou chateado. Eu já havia visto um boi sendo marcado e o negócio todo não foi nada engraçado, a começar pelo cheiro de carne assada e a terminar pelo mugido sentido e pelo levantar de pernas que me pareceu, para ficar no mínimo, dolorido. Ademais, eu sabia que, mesmo que viesse a ser rico algum dia (fato que eu achava pouco provável), não lid…

É FÁCIL SER FELIZ NO FACEBOOK [Maria Rita Lemos]

Tomando um café entre amigas, falávamos sobre o universo virtual, quando uma delas disparou essa pérola: “é tão fácil ser feliz no facebook... difícil é na vida real!”
A observação me fez parar para pensar, e, daí para escrever é, quase sempre, ato contínuo, então ali nasceu minha matéria para este domingo. Será que podemos chamar de amigos e amigas todas as pessoas?, Aparentemente, todas são felizes, realizadas, plenas de saúde e têm uma luz interior que em lugar algum pode ser encontrada. Têm solução para tudo, palavras de conforto e estímulo para qualquer tipo de problema... será isso realidade, ou um “Shangri lá” que nos dá uma falsa sensação de vivermos num país onde reina o prozac virtual?


No país chamado facebook podemos ser quem quisermos: brancos, negros, homens ou mulheres; podemos ser revolucionários ou acomodados, defender causas possíveis ou impossíveis, enfim, tudo é possível ao cidadão feicibuquiano.  Não há uma pessoa, sequer, que seja  ou esteja infeliz nesse territóri…