E POR FALAR EM SAUDADE... << SORAYA JORDÃO
Eu não me recordo de ter sido uma criança empolgada com o Natal, embora na minha casa tivesse a tradicional árvore decorada com bolas vermelhas e douradas, meia de lã na janela, guirlanda na porta, cartinhas para Papai Noel, mesa decorada com velas, chester, maionese, farofa, frutas cristalizadas, Roberto Carlos, bingo em família e muitas risadas. Diferente do carnaval, momento-brasão do nosso pequeno clã, o evento natalino não era tão aguardado por mim. Ainda assim, quebrar nozes na soleira da porta, martelar coquinhos durante a ceia, para reclamar da sua falta de gosto, e conhecer o sortudo ganhador da rifa de Natal feita por minha vó, representem uma boa parcela das memórias afetivas guardadas na gaveta do “para sempre”. Contudo, quando vejo um pinheiro decorado de bolas e lacinhos, um enfeite de Papai Noel, um presépio ou uma estrela de Davi, admiro, gosto de contemplar, mas esses elementos natalinos não têm o poder de me transportar para os bons e velhos tempos. Só os ...

.png)





