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Mostrando postagens de Abril, 2017

ENTRE ABRIRES E FECHARES >> Paulo Meireles Barguil

1) Abriu?

a) Sim, mas está acabando... Venha antes que alguém devore as últimas guloseimas!

b) Ainda não, porém está perto.

c) Desde às 15h, conforme havia lhe informado. Fecharei às 23h.

d) Não encontrei a chave. Você pode me ajudar?

2) Abril?

a) Sim, mas está no final: só faltam três dias.

b) Não. Será em junho!

c) Eu prefiro anil.

d) Primavera no Hemisfério Norte.

O que você ouve?

Como você responde?

Portas e janelas —  internas e externas — que se abrem e se fecham...

Paredes e tetos — reais e imaginários — que sobem e descem...

Entre movimentos e momentos, flutuamos, tal como a brisa e a espuma.

Para voar é preciso mergulhar...


[Igreja de São Pedro — Assis — Itália] [Foto de minha autoria. 19 de março de 2013]

LINDA, MAIS QUE DEMAIS >> Carla Dias >>

Sua lindeza é curvilínea e habita as esquinas e os becos e os prédios – abarcados ou não pela felicidade – e os erros e a pessimamente urbanizada natureza humana. Evita-se observar algumas de suas zonas – e a elas dirigir um tanto de respeito que seja –, que nem todas excitam o olhar, apenas incitam a reflexão sobre a indelicadeza com a qual se negam a dedicar tempo para temperar de cuidados as suas ruas.

Cuidar de quê?

Para quem?

Para todos, um filantropo responderia, devidamente endossado por líderes religiosos voluntários, empregados – do turno da noite – de lojas de conveniências, avós especializadas em educar netos, catadores de latas, elas que já foram o prazer de um desconhecido que decidiu esvaziá-las. Palhaços bradariam: para todos!, com a alegria corrompendo o cansaço de quem gargalhou o dia inteiro, sem que lhe fosse oferecida uma única inspiração que confortasse seu espírito. Porque a alegria - como vieram a descobrir os experientes na arte da sobrevivência – é uma manifes…

ANTES DE DORMIR >> Clara Braga

Sempre me questionei o que de fato poderia ter acontecido aos mercenários. Sempre achei a história deles muito mal contada, viviam naquela Rua Cloverfield tão protegidos que mais pareciam intocáveis. Ninguém nunca os via, a não ser aquela vez no casamento grego e na estréia de a bela e a fera. 
A rua parecia sempre deserta, só era possível saber que tinha gente lá pelas luzes das casas e os seguranças na entrada, mas a rua chegava a ser assustadora, cenário para filmes como a noite dos mortos vivos.
Talvez tenha sido todo esse mistério que tenha instigado os anarquistas a invadirem a rua em sua busca implacável, afinal, encontrar os tais mercenários parecia uma verdadeira caça ao tesouro. Tudo pareceu tão bem orquestrado que ninguém deve ter percebido o momento em que a casa caiu. Devem ter pensado que tudo não se passava de uma visita inesperada ou então Ted havia finalmente voltado de seu intercâmbio.
Alguns dizem que a invasão aconteceu pois eles estavam em busca de uma lenda perd…

AMÉRICA ALTERNATIVA >> André Ferrer

Sob o estrondo da Lava Jato e da Reforma Previdenciária, marulha o desejo governamental por redefinir as leis que regem a imigração. Em outras palavras: há uma vontade atropelada de facilitar o acesso de estrangeiros num contexto geopolítico merecedor de uma cuidadosa e profunda análise. Os defensores da ideia, rasteiros e populistas, alegam que tal reforma alavancará a nossa economia. Será? É disso mesmo que a nossa economia precisa?
Logo nos primeiros anos desta colônia, a questão do estrangeiro já foi resolvida. Com ou sem facilitadores legais, o futuro destas praias, como paraíso e refúgio, apenas replicará um passado cheio de cancelas gentilmente levantadas.
Muito em breve, os principais países da Europa estarão fechados. Assim, a América do Sul, de novo, brilhará como o melhor destino para toda e qualquer criatura.
Na França, alvo sistemático do terrorismo islâmico, é inevitável que se abaixem os ferros. Há tanto pânico nas ruas, que até a esquerda já admite restrições - se bem qu…

LA BARCA >> Sergio Geia

O mexicano Roberto Cantoral Garcia, como qualquer artista, imaginou muita coisa boa e deu vida a elas. Como todos nós, porém, é bom que se diga, não imaginou outro tanto de coisa também, algo absolutamente normal. Não imaginou, por exemplo, que um dia seria reconhecido como o autor de uma música eterna (e poucas são as músicas eternas). Não imaginou que muitos casais se tornariam parceiros de vida, graças às boas doses de romantismo encontradas em sua bela La Barca. Não imaginou que a música ganharia o mundo com mais de mil versões (inclusive uma de Caetano). Não imaginou que ainda hoje, em 2017, mais de cinquenta anos depois, fosse existir um quarentão que tivesse um som que toca CD em casa, e que de vez em quando gosta de beber um uísque ouvindo La Barca, sem, também, é bom que se diga, alimentar qualquer sonho romântico, mas pelo simples prazer de ouvir um bolerão. Aliás, eu tenho esse hábito não apenas com os boleros do Cantoral. É sempre um prazer ouvir música. Céu, Oasis, Chico,…

AMOR E MORTE EM FAMÍLIA - 2a e última parte >> Zoraya Cesar

Clique para ler Amor e morte em família - 1a parte
Resumo: Manipuladora das mais competentes, Felícia destruía tudo à sua volta. Instaurava a discórdia e a desconfiança de tal forma que ninguém percebia ser ela a fonte das intrigas. Pouco a pouco, e diligentemente, minha família estava sendo desestruturada por aquela calamidade chamada Felícia. E só eu via o que estava acontecendo. Resolvi tomar uma atitude, antes que fosse tarde. Uma atitude definitiva.
Caí de amores pelo meu cunhado, Toni Illuso, irmão de meu marido, assim que o vi. Resolvi casar com Taviano por dois motivos: para pertencer a uma família (eu era sozinha no mundo) e para ficar perto de Toni.
Pertencer a uma família era o que eu mais queria na vida. Faria qualquer coisa por eles. Faria qualquer coisa por Toni.
Sou por demais tímida e reservada. Com isso, apesar de me tratarem carinhosamente, os familiares não prestavam muita atenção em mim. Nunca me importei, sempre há vantagens em se passar despercebido.
Estava satisfeita…

UM ALGORITMO PARA CHAMAR DE SEU>>Analu Faria

Algoritmo é um conjunto de medidas/passos a serem tomados para a realização de alguma coisa. Tipo uma receita de bolo. Por conta deles, por exemplo, uma rede social aparentemente pode predizer que preço o fabricante de roupa pode te mostrar no site que você acessa para comprar a roupa ou o Netflix  pode decidir o tema e o roteiro da próxima série que renderá alguns milhões.
Lembrei-me do quanto se fala do "poder" dos algoritmos enquanto lia hoje sobre a Análise Econômica do Direito, uma disciplina pouco estudada no Brasil e com uma quantidade considerada de adeptos nos Estados Unidos, cuja razão de ser é aplicar as premissas de economia clássica ao estudo do comportamento humanos considerando as leis. Para a AED, mulheres e homens são seres individualistas, racionais, com desejos ilimitados e enfrentam a escassez de recursos do meio em que vivem. Aplicam isso ao direito considerando que as escolhas humanas são feitas na base do custo/benefício, o que poderia explicar, por e…

A CULPA NÃO É DA CANÇÃO >> Carla Dias >>

Talvez seja mesmo mais simples do que você imagina. Menos complexo do que aquela canção que marcou a sua juventude, e que não desperta mais tantas urgências em você. Lembre-se: não era a canção que o bagunçava por dentro, mas as urgências que você insistia em cultivar.

A canção apenas aguçava os seus sentidos.

De todas as vezes em que lhe disseram que a vida ficaria mais fácil, a sua resposta foi a mesma: que não aceitaria isso dela. Seus amigos agora podem endossar essa sua certeza, mas com um adendo: não aceitar certas levezas oferecidas pela vida, isolou-o do mundo e da pior forma. Você está por aí, tem endereço fixo, paga contas, tem diploma, às vezes é visto no supermercado. Ainda assim, é como se não existisse.

Aliás, amigos você tem só porque a vida é insistente e os colocou na sua biografia. Dependesse de você cultivá-los – com a dedicação com a qual você costumava cultivar aquelas vãs urgências – sua coleção de afetos seria insignificante, até mesmo para você. Seria uma cole…

A VIDA EM PIXELS >> Clara Braga

Não tenho boa memória, mas me lembro bem de um período na escola em que tínhamos aula de etiqueta. Não era aula de etiqueta propriamente dita, era alguma outra disciplina que não vou me lembrar qual, mas que a professora aproveitava para tratar do assunto. Talvez fosse até português, pois me lembro de ler um livro sobre atitudes que eram consideradas corretas e incorretas em diferentes contextos.
Lembro que entre as lições aprendíamos a respeitar o lugar do outro na fila, o que sempre gerava revolta naqueles colegas que adoravam guardar dianteira ou traseira na fila da cantina para comprar o lanche. Não pegar o material do colega sem autorização também era outro assunto polêmico, toda turma tem aquele aluno que começa o ano com o material escolar correto e termina tendo que pedir lápis emprestado e aquele que nunca se deu ao trabalho de comprar nada mas termina o ano com o estojo cheio. Coitada da diretora que tem que mediar os pais revoltados que buscam pelo material comprado. Mas n…

E AGORA, JOSEFA? >> Albir José Inácio da Silva

- E agora, Josefa? – perguntou Padre Antônio, sempre fã de Drummond.
Amor e ódio. É assim que se alternaram sempre os sentimentos de Josefa pelo seu país. Não lhe faltava patriotismo, mas sobrava paixão.
Às vésperas da redentora marchou com Deus e a família pela liberdade e comemorou a prisão e o expurgo dos terroristas. Sonhou com masmorras, paus-de-arara e suicídios que eliminassem o mal da pátria amada.
Comemorou o tricampeonato -  eu te amo meu Brasil! Festejou o milagre econômico, impaciente com quem dizia que a bênção não chegava para todos – era preciso esperar o bolo crescer para então dividir.  Vibrou com o massacre do Araguaia. Idolatrou Ustra, Amílcar Lobo e Fleury. Defendeu o pacote de abril que fechava o Congresso ainda cheio de comunas travestidos de democratas.
Desesperou-se com a abertura política e a volta dos banidos - então não sabem que essa gente não tem cura?
Foi assim a década de oitenta, pouca gente lúcida, como Josefa, alertava para o perigo vermelho. Foram t…

VÔO LIVRE >> Cristiana Moura

Liberdade, num olhar sartreano, é condição. Somos livres. Escolhemos e somos responsáveis por estas escolhas. Liberdade é uma dádiva e uma condenação. Há de ser livre toda a pessoa. Nesta manhã experimentei uma tal liberdade no corpo cujas palavras de dizê-la me escapolem com a brisa. Fora liberdade tátil, cinestésica, de um lugar corpo-a-dentro, lugar corpo-a-fora. Coisa de ser mundo que voa e sobrevoa o mundo que é.

Já experimentaram não ter os pés no chão? Pois é diferente. É a sensorialidade de parte alguma do corpo tocando o chão. Disseram-me: — Você foi livre como um pássaro! Talvez. É que o pássaro, coitado, ele tem que voar. Eu não. Poderia ter ido à praia, lido um livro, ficado no hotel, visitado um museu. Mas eu escolhi saltar da Pedra da Gávea de asa delta. Fui eu e o mundo planando sobre a vida vivida. É como se todos meus póros tivessem se dilatado e o mundo me invadisse de tal forma que o tempo parasse.

Sim, houve sim um frio na barriga. Durou dois segundos apenas. Deve…

GALÉS E BOTES >> Paulo Meireles Barguil

"'Eu posso estar completamente enganado
Posso estar correndo pro lado errado'
Mas 'A dúvida é o preço da pureza'
E é inútil ter certeza"
(Humberto Gessinger, Infinita Highway) Entre remar uma galé e um bote, escolho o segundo. Na primeira, embora viaje com outras pessoas, raras vezes me sinto acompanhado. O ritmo é frenético: estamos sempre atrasados! Na galé, não opino sobre o destino, o qual é determinado por outro, que sequer sabe que eu existo... No segundo, nunca estou sozinho, pois, a cada dia, meu corpo e minha alma aumentam a intimidade. A cadência é suave: até parece que o tempo não existe! No bote, embora continue ignorando para onde estou indo, o capitão considera o que sopro...

CUIDADO COM O OLHAR DAQUELA AO LUAR
>> Carla Dias >>

O talento nasceu com ela. A irmã mais velha, que a criou desde pequena, teve de aprender a lidar com a habilidade da irmã-filha de maneira imposta. Queria não... Rezou muito, apegou-se a umas novenas, bateu tambor, compartilhou corrente, leu livros proibidos, despachou à beça, fez oferenda e nada. A menina continuava a aprontar suas maluquices.

Durante muito tempo, a irmã-mãe acreditou que a irmã-filha tivesse com a cachola avariada. Preocupou-se sobre o que faria se a maluquice da menina tomasse conta dela, de um jeito que seria necessário viabilizar companhia 24 horas para evitar coisa pior.

Pior do que o quê?

Do que a reclamação constante dos vizinhos, que corriam da menina ao vê-la na rua, como o diabo corre da cruz. E o padre da paróquia do bairro, que decidiu brincar de exorcista e jogava água benta nela, toda vez que ela caminhava rumo à escola.

Teve um dia em que uns políticos, temerosos do que ela poderia revelar sobre eles, sequestram-na do jardim, enquanto ela brincava de …

EM BUSCA DA LEVEZA PERFEITA >> Clara Braga

Esses dias me assustei com a repercussão da notícia do tal desafio da baleia azul. Têm sido difícil acreditar que existam jovens aderindo a um desafio que consiste em se torturar por mais ou menos 50 dias e no final tirar a própria vida! Mas a verdade é que o mundo está tão doido, a cada dia vemos ao nosso redor situações tão inacreditáveis acontecendo que passa a ser bem real o fato de jovens estarem querendo tirar a própria vida.
Realmente passei uns dias tentando digerir essa tal nova moda do momento e não sei se como uma forma de revolta ou de desespero ou apenas uma tentativa de deixar nossos dias mais leves, resolvi lançar meu próprio desafio.
Meu desafio, em homenagem à um filme sobre o qual já falei em outro momento, irá se chamar Tarja Branca e funciona da seguinte forma: serão 15 desafios para você realizar na ordem e no tempo que bem entender. Não precisa registrar nada do que fizer nem comprovar nada, é mesmo um momento seu para ser compartilhado apenas com quem realmente…

WALTER WHITE OU MICHAEL SCOFIELD? >> Sergio Geia

Não sou muito dado a essas séries da Netflix. Mas minha filha é e vive me mandando assistir a alguma coisa. Como os gostos de uma adolescente certamente não se equiparam aos gostos de um quarentão, um dia resolvi dar uma espiada, mas não sem antes pedir a indicação a um amigo. A qualidade é indiscutível, os episódios são curtos, as histórias são bem boladas. Assisti a toda a primeira temporada de House Off Cards, mas depois cansei. Na verdade, era tanta engenharia de enganação política (não mais que a política brasileira) que resolvi abandonar. Talvez seja isso: overdose. Leio diariamente os jornais, sempre carregados de falcatruas de nossos representantes; não daria certo ter como diversão de final de dia a síntese do que há de mais vil na política. Enjoei. Mas não foi isso não; foi algo mais estético, eu diria. Acho que senti a falta da Zoe Barnes, a quem me afeiçoei logo à primeira olhada. Ela sumiu da história, e eu sumi também. Fiquei algum tempo sem voltar à Netflix, até que outro…

AMOR E MORTE EM FAMÍLIA - 1a parte >> Zoraya Cesar

Felícia era ladina. Sonsa. Pérfida. Insidiosa. Linda, delicada e loura, mais parecia uma fada, os olhos azuis lânguidos, a boca pequena e rósea. Usava, sem pruridos morais, os mais cavilosos ardis para conseguir o que queria e poucos resistiam à sua fala macia, sua lábia, seu sex appeal. Uma vez fazendo sexo com um homem, este jamais a largaria por vontade própria.
Seu charme era parecer bondosa e vulnerável, sempre tão indefesa, tão inadequada para viver nesse mundo cruel. Certos homens se rasgavam para oferecer-lhe amor e proteção. 
Toni Illuso era um desses. Conheceram-se na academia; ele, noivo da mulher que amava desde a adolescência, Janine - uma pessoa íntegra e maravilhosa, perfeita para qualquer homem com juízo na cabeça. Esqueçamos Janine, no entanto, porque ela foi expulsa da vida de Toni assim que Felícia entrou. 
A família ficou estarrecida. Como assim? Largou a noiva – que, até então, era a mulher de sua vida – para casar-se, sem cerimônia ou aviso prévio, com uma sirigaita…

MENINA >> Carla Dias >>

Minha sobrinha faz aniversário hoje. Eu sei que há tempos não escrevo sobre essa coisa de ser tia, mas é que as crianças crescem, e depois têm outras crianças. Assim, chegamos à sobrinha em questão: Duda.

Eu sou uma tia bacana, apesar de não comparecer às festas de aniversário dos sobrinhos, raramente atender à agenda padrão dos presentes. Eu disse que sou uma tia bacana, não perfeita. Apesar de distante, geograficamente, estou sempre presente.

Duda é agridoce. Para convencê-la de que eu tenho o direito de pegá-la no colo, porque, afinal, eu sou tia... Tia-avó dela, enfim, não é fácil. Uma menininha de quatro anos – completando hoje! -, cheia de personalidade. Um pouco mal-humorada para a idade, mas é justamente isso que a torna tão interessante. Por sorte, sou uma tia que entende desse negócio de agridoce. Que, na verdade, respeita muito esse negócio de agridoce.


O mais interessante foi encontrar ali, na pós-careta, desfeita, indiferença falseada, um desejo de ser conquistada. A cada…

SELO "HOMÃO DA PORRA" >> Clara Braga

Bonito? Demais! 
Loiro? Sim. 
Olhos azuis? Não, mas são lindos do mesmo jeito pois combinam com todo o resto. 
Rico? Não, mas isso nunca nos impediu de fazer nada, diria até que é bom sair na rua sem a preocupação de saber que podem estar de olho na gente já que todo mundo no mundo sabe que ele é rico. 
Famoso e global? De jeito nenhum, e confesso que sair na rua no anonimato sempre foi algo que me interessou bastante. 
Chef de cozinha? Não, mas sempre faz pra mim as comidas que eu mais gosto de comer, afinal, de que adianta ser gourmet com uma pessoa que se realiza comendo abacate com sal? 
Lava roupa e louça? Sim! 
É bom pai? Estamos muito perto de descobrir, mas eu coloco minha mão no fogo sem medo. 
Faz crochê? Não, mas não vejo de que forma isso poderia influenciar nossas vidas.
É, parece que meu “Rodrigo Hilbert” não alcançou o tal padrão Rodrigo Hilbert de “homão da porra” que está rolando na internet e deixando alguns homens preocupados, afinal, como dividir o mundo com algué…