Pular para o conteúdo principal

SELO "HOMÃO DA PORRA" >> Clara Braga

Bonito? Demais! 

Loiro? Sim. 

Olhos azuis? Não, mas são lindos do mesmo jeito pois combinam com todo o resto. 

Rico? Não, mas isso nunca nos impediu de fazer nada, diria até que é bom sair na rua sem a preocupação de saber que podem estar de olho na gente já que todo mundo no mundo sabe que ele é rico. 

Famoso e global? De jeito nenhum, e confesso que sair na rua no anonimato sempre foi algo que me interessou bastante. 

Chef de cozinha? Não, mas sempre faz pra mim as comidas que eu mais gosto de comer, afinal, de que adianta ser gourmet com uma pessoa que se realiza comendo abacate com sal? 

Lava roupa e louça? Sim! 

É bom pai? Estamos muito perto de descobrir, mas eu coloco minha mão no fogo sem medo. 

Faz crochê? Não, mas não vejo de que forma isso poderia influenciar nossas vidas.

É, parece que meu “Rodrigo Hilbert” não alcançou o tal padrão Rodrigo Hilbert de “homão da porra” que está rolando na internet e deixando alguns homens preocupados, afinal, como dividir o mundo com alguém que eleva tanto o padrão? Mas sinceramente, que bom! 

Vou explicar meu ponto de vista com três argumentos. Primeiro: o Rodrigo Hilbert não canta, toca e compõe como o meu, ou seja, perdeu pontos comigo. Segundo: eu duvido que ele conte as piores piadas do mundo que de tão ruins acabam ficando engraçadas. Menos pontos ainda. E terceiro, só para terminar, o primeiro dia que ele chegasse em casa dizendo: querida, cheguei para cozinhar essa rã que eu cacei ali no brejo antes de buscar as crianças na escola, eu pegava meus filhos, dava meia volta e ia comer no Mc’donalds.

Antes que digam que isso tudo que eu estou falando é discurso de mulher recalcada, entendam: não estou dizendo que o Rodrigo Hilbert não é um “homão da porra” nem nada do tipo. Ele é sim muito habilidoso e muito bonito, um verdadeiro homem multifuncional como estão falando por aí. Mas pra mim “homão da porra” é aquele que deixa e contribui para que você seja e se sinta cada vez mais uma “mulher do caralho”, mesmo que você não tenha metade das habilidades da Fernanda Lima.

Comentários

Ana Braga disse…
Ufa!!!! Eu te amo!!!!

Postagens mais visitadas deste blog

MÃE – A MINHA, A SUA, TODAS
[Debora Bottcher]

Pessoalmente, não gosto de escrever sobre ‘datas especiais’ porque sempre me pergunto quem foi que inventou esses ‘dias de’ e baseado em que. É que apesar de eventuais evidências, eu me recuso a crer que essa ‘mágica’ idéia resiste ao tempo, à modernidade, às novas gerações, fincada apenas no foco de atiçar as vendas do quase-sempre-em-crise mercado comercial – digo ‘quase’ porque todas as vezes que vou ao shopping, em qualquer dia da semana, assombro-me com o movimento constante. Daí não tenho certeza de entender bem a base dos números e imagino sempre que é porque as estimativas são ousadas e otimistas demais, muito acima do poder aquisitivo da população média.
Seja como for, se me proponho a abordar o tema do momento – o ‘Dia das Mães’ - prefiro direcioná-lo à figura materna diretamente, para quem, certamente, tal dia é apenas uma vírgula no traçado de sua (árdua) trajetória. Não sou Mãe – que fique claro; portanto, para dedilhar (vagamente) sobre elas, vou me basear na minha, nas m…

EU ESTOU BEM >> Sergio Geia

Digamos que foi um susto. No último dia 11, eu voltava de Jacareí sentido Taubaté, seguia o fluxo normalmente quando no km 156 da Via Dutra, bem em frente ao posto de guarda, em São José dos Campos, os carros à minha frente — como em Blecaute, de Marcelo Rubens Paiva —, simplesmente congelaram. De 80 km, naquele trecho, para zero, em fração de segundo. Não tive tempo de rezar (ah, como eu queria!), nem sequer olhar pelo retrovisor, descobrir se havia ou não uma carreta atrás de mim. Quando a ficha caiu, pisei fundo no freio, consegui não atingir o veículo à minha frente, mas, também, só por outra fração de segundo. De repente, uma sensação esquisita: eu senti a estocada, os objetos que estavam em cima do banco do carona voaram, logo meu veículo era arrastado até atingir o da frente.

Desci. Os motoristas dos outros quatro carros desceram, todos confusos, querendo entender. Os três primeiros carros, incluindo o meu, pequenos danos materiais, levíssimos diante do susto. O penúltimo e o …

À DISTÂNCIA (Paula Pimenta)

E se quiser recordar daquele nosso namoro
Quando eu ia viajar você caía no choro Eu chorando pela estrada Mas o que eu posso fazer Trabalhar é minha sina Eu gosto mesmo é d'ocê...
(Vital Farias)

Quem nunca namorou de longe, não vai conseguir entender metade do que eu vou escrever nessa crônica, porque só quem já passou por essa experiência sabe o quanto ela é difícil. Mesmo assim vou tentar explicar, para todas as vezes que vocês se depararem com alguém reclamando da ausência do namorado, não começarem com as manjadas frases que não fazem nada pela pessoa solitária: “Ah, mas pelo menos quando vocês se encontram tudo é festa, nem tem tempo pra brigar.” Ou: “O tempo está passando rapidinho, logo o próximo feriado chega.” Ou ainda: “É bom que no período que ele está longe você pode curtir com os amigos.”

Só quem namora à distância sabe o quanto essas frases são mentirosas. O tempo não está passando rapidinho, pode até passar pra quem está com o namorado do lado, podendo ir com ele ao cinema …