Pular para o conteúdo principal

PARA QUEM NUNCA VAI PASSAR >> Clara Braga

É impossível lembrar de todas as pessoas que passaram por nós nessa vida. Estamos constantemente esbarrando em pessoas novas, em novas situações e é normal não lembrar de todo mundo. Lembramos bem vagamente de muitos, com detalhes de alguns e perfeitamente de quase ninguém. E o contrário também é válido, muitos lembram de nós vagamente, alguns com detalhes e poucos lembram de nós como realmente somos.

Isso não significa que as pessoas que não lembramos ou que não lembram de nós não foram importantes, significa apenas que as pessoas seguem caminhos diferentes e acabam se afastando, e como todos estão cansados de saber, não é qualquer tipo de relacionamento que aguenta uma certa distância, mesmo ela não sendo física.

O bom é lembrar que para compensar essas pessoas que passaram existem as pessoas que nunca vão passar. Essas são as que estarão do nosso lado sempre que precisarmos, nos apoiando tanto em momentos maravilhosos quanto em momentos de dificuldade. Realmente é mais difícil encontrar pessoas que sejam assim, elas estão em nossas vidas em número reduzido, mas são tão verdadeiras que a quantidade não importa, é mais ou menos como o ditado: “O que importa é qualidade e não quantidade.”

Estou falando isso tudo pois ontem foi aniversário de uma dessas pessoas que nunca vão passar, sei que vai estar na minha vida sempre e então, para retribuir, quero deixar aqui meus parabéns e muitas felicidades para uma das pessoas mais importantes na minha vida, meu irmão.

Comentários

vanessa cony disse…
Clara,é verdade!!Dia desses escrevi lá no meu blog sobre isso,¨Encontro de almas¨.
Beijo grande!
Carla Dias disse…
Sorte do seu irmão que você saiba como não deixar seu amor por ele passar, por não transformá-lo em lembrança. Sorte sua tê-lo para lhe inspirar tal feito.

Postagens mais visitadas deste blog

MÃE – A MINHA, A SUA, TODAS
[Debora Bottcher]

Pessoalmente, não gosto de escrever sobre ‘datas especiais’ porque sempre me pergunto quem foi que inventou esses ‘dias de’ e baseado em que. É que apesar de eventuais evidências, eu me recuso a crer que essa ‘mágica’ idéia resiste ao tempo, à modernidade, às novas gerações, fincada apenas no foco de atiçar as vendas do quase-sempre-em-crise mercado comercial – digo ‘quase’ porque todas as vezes que vou ao shopping, em qualquer dia da semana, assombro-me com o movimento constante. Daí não tenho certeza de entender bem a base dos números e imagino sempre que é porque as estimativas são ousadas e otimistas demais, muito acima do poder aquisitivo da população média.
Seja como for, se me proponho a abordar o tema do momento – o ‘Dia das Mães’ - prefiro direcioná-lo à figura materna diretamente, para quem, certamente, tal dia é apenas uma vírgula no traçado de sua (árdua) trajetória. Não sou Mãe – que fique claro; portanto, para dedilhar (vagamente) sobre elas, vou me basear na minha, nas m…

À DISTÂNCIA (Paula Pimenta)

E se quiser recordar daquele nosso namoro
Quando eu ia viajar você caía no choro Eu chorando pela estrada Mas o que eu posso fazer Trabalhar é minha sina Eu gosto mesmo é d'ocê...
(Vital Farias)

Quem nunca namorou de longe, não vai conseguir entender metade do que eu vou escrever nessa crônica, porque só quem já passou por essa experiência sabe o quanto ela é difícil. Mesmo assim vou tentar explicar, para todas as vezes que vocês se depararem com alguém reclamando da ausência do namorado, não começarem com as manjadas frases que não fazem nada pela pessoa solitária: “Ah, mas pelo menos quando vocês se encontram tudo é festa, nem tem tempo pra brigar.” Ou: “O tempo está passando rapidinho, logo o próximo feriado chega.” Ou ainda: “É bom que no período que ele está longe você pode curtir com os amigos.”

Só quem namora à distância sabe o quanto essas frases são mentirosas. O tempo não está passando rapidinho, pode até passar pra quem está com o namorado do lado, podendo ir com ele ao cinema …

EU ESTOU BEM >> Sergio Geia

Digamos que foi um susto. No último dia 11, eu voltava de Jacareí sentido Taubaté, seguia o fluxo normalmente quando no km 156 da Via Dutra, bem em frente ao posto de guarda, em São José dos Campos, os carros à minha frente — como em Blecaute, de Marcelo Rubens Paiva —, simplesmente congelaram. De 80 km, naquele trecho, para zero, em fração de segundo. Não tive tempo de rezar (ah, como eu queria!), nem sequer olhar pelo retrovisor, descobrir se havia ou não uma carreta atrás de mim. Quando a ficha caiu, pisei fundo no freio, consegui não atingir o veículo à minha frente, mas, também, só por outra fração de segundo. De repente, uma sensação esquisita: eu senti a estocada, os objetos que estavam em cima do banco do carona voaram, logo meu veículo era arrastado até atingir o da frente.

Desci. Os motoristas dos outros quatro carros desceram, todos confusos, querendo entender. Os três primeiros carros, incluindo o meu, pequenos danos materiais, levíssimos diante do susto. O penúltimo e o …