Pular para o conteúdo principal

HORÁRIO DE VERÃO? -- Paula Pimenta

Sempre que começa o horário de verão, me vem uma dúvida: Por que horário de verão e não de primavera? Vamos considerar este atual. Ele vai de 14 de outubro a 16 de fevereiro. 126 dias, sendo que 68 deles serão passados na primavera e 58 no verão. Seria muito mais justo que a primavera fosse a dona do horário, afinal, quando ele acaba, ainda tem muito tempo de verão pela frente.

Talvez o mais correto seria usar a nomenclatura oficial que os Estados Unidos utilizam: “Daylight Saving Time”. Afinal, a função do horário de verão é salvar energia. Como o horário em que mais utilizamos luz é à noite, ao adiantarmos uma hora no relógio fazemos com que o dia dure uma hora a mais e isso representa uma hora a menos de energia elétrica. Por esse motivo também é que no Nordeste e Norte este horário não entra em vigor. Nas localidades próximas à linha do equador, a luminosidade é praticamente constante. As estações do ano apresentam poucas diferenças nesse aspecto, logo não há necessidade de adotar o horário de verão.

O que eu também não entendo direito é porque tanta gente odeia o tal horário. Confesso que nos dois primeiros dias é muito difícil. Dá o maior susto olhar o relógio, ver que já é uma hora na frente e você ainda não fez tudo o que devia ter feito. Acordar no escuro também é complicado. Mas depois de uma semana, depois da adaptação e quando a gente começa a esquecer que está uma hora na frente, eu acho ótimo.

Nada melhor do que chegar em casa do trabalho e ver que ainda está claro. Dá vontade de passear, fazer algum esporte, encontrar os amigos em um barzinho, tomar sorvete, ir dar uma caminhada... pensando bem, acho que tem muito sentido o nome... realmente isso tudo tem a maior cara de verão!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

MÃE – A MINHA, A SUA, TODAS
[Debora Bottcher]

Pessoalmente, não gosto de escrever sobre ‘datas especiais’ porque sempre me pergunto quem foi que inventou esses ‘dias de’ e baseado em que. É que apesar de eventuais evidências, eu me recuso a crer que essa ‘mágica’ idéia resiste ao tempo, à modernidade, às novas gerações, fincada apenas no foco de atiçar as vendas do quase-sempre-em-crise mercado comercial – digo ‘quase’ porque todas as vezes que vou ao shopping, em qualquer dia da semana, assombro-me com o movimento constante. Daí não tenho certeza de entender bem a base dos números e imagino sempre que é porque as estimativas são ousadas e otimistas demais, muito acima do poder aquisitivo da população média.
Seja como for, se me proponho a abordar o tema do momento – o ‘Dia das Mães’ - prefiro direcioná-lo à figura materna diretamente, para quem, certamente, tal dia é apenas uma vírgula no traçado de sua (árdua) trajetória. Não sou Mãe – que fique claro; portanto, para dedilhar (vagamente) sobre elas, vou me basear na minha, nas m…

À DISTÂNCIA (Paula Pimenta)

E se quiser recordar daquele nosso namoro
Quando eu ia viajar você caía no choro Eu chorando pela estrada Mas o que eu posso fazer Trabalhar é minha sina Eu gosto mesmo é d'ocê...
(Vital Farias)

Quem nunca namorou de longe, não vai conseguir entender metade do que eu vou escrever nessa crônica, porque só quem já passou por essa experiência sabe o quanto ela é difícil. Mesmo assim vou tentar explicar, para todas as vezes que vocês se depararem com alguém reclamando da ausência do namorado, não começarem com as manjadas frases que não fazem nada pela pessoa solitária: “Ah, mas pelo menos quando vocês se encontram tudo é festa, nem tem tempo pra brigar.” Ou: “O tempo está passando rapidinho, logo o próximo feriado chega.” Ou ainda: “É bom que no período que ele está longe você pode curtir com os amigos.”

Só quem namora à distância sabe o quanto essas frases são mentirosas. O tempo não está passando rapidinho, pode até passar pra quem está com o namorado do lado, podendo ir com ele ao cinema …

EU ESTOU BEM >> Sergio Geia

Digamos que foi um susto. No último dia 11, eu voltava de Jacareí sentido Taubaté, seguia o fluxo normalmente quando no km 156 da Via Dutra, bem em frente ao posto de guarda, em São José dos Campos, os carros à minha frente — como em Blecaute, de Marcelo Rubens Paiva —, simplesmente congelaram. De 80 km, naquele trecho, para zero, em fração de segundo. Não tive tempo de rezar (ah, como eu queria!), nem sequer olhar pelo retrovisor, descobrir se havia ou não uma carreta atrás de mim. Quando a ficha caiu, pisei fundo no freio, consegui não atingir o veículo à minha frente, mas, também, só por outra fração de segundo. De repente, uma sensação esquisita: eu senti a estocada, os objetos que estavam em cima do banco do carona voaram, logo meu veículo era arrastado até atingir o da frente.

Desci. Os motoristas dos outros quatro carros desceram, todos confusos, querendo entender. Os três primeiros carros, incluindo o meu, pequenos danos materiais, levíssimos diante do susto. O penúltimo e o …