sábado, 1 de janeiro de 2011

DE NOVO, O NOVO... [Debora Bottcher]

A meia-noite anunciou um novo ano. Com fusos-horários diferentes, o mundo comemorou a chegada de 2011 um monte de vezes — como sempre é. O azul marinho do céu, nos quatro cantos, ganhou luzes de todas as cores — e os olhos, de todas as cores, receberam o azul da esperança.

É assim toda vez que o calendário vira: nada muda efetivamente — o amanhecer nos mostra que está tudo no mesmo lugar —, mas dentro de nós há uma voz que fala de otimismo, de renovação, embargada de expectativas. E é no embalo dela que miramos o futuro, ansiando que ele se faça melhor.

Pessoalmente, fecho 2010 com riqueza de bênçãos — ainda que muitos contratempos tenham me assaltado. Não pode ser diferente — e nem é bom que o seja: de outra forma, a gente corre o risco de perder de vista o que realmente importa, ficando à mercê de valores sem qualquer significado.

Para mim, os últimos dois anos têem sido de recomeço e reconstrução e em 2011 esse 'processo' ainda continuará até que, finalmente, meus trilhos se encaixem de novo no exato ponto em que descarrilaram por uma dessas ironias que nem se a gente quiser vai conseguir explicar.

E se há algo a lamentar, é que alguns sonhos se extinguiram — o que pode ser uma pena. Algumas passagens de nossas vidas se servem para nos amadurecer, também têm a faculdade de nos endurecer onde, quem sabe, o melhor seria permanecer flexível. Mas é assim que as coisas são - e, portanto, novos sonhos se fazem...

Como venho me prometendo há bastante tempo, não faço promessas — basta concluir metas antigas (que nem sei se ainda têm real validade) —, e meu pedido principal é sempre o mesmo: que o ano que se abre nos poupe do que eu chamo de 'tragédias sem sentido' — o que, por si só, é algo muito grandioso.

Vou desejar a todos que a nova temporada seja de conquistas — profissionais, amorosas, pessoais. Que o empenho que se despender em direção aos anseios, se transforme em realizações. Que os desejos se façam verdade e que, quando isso se der, seja possível, a cada um, compreender um pouco mais de si mesmo, de suas vontades, e da diferença entre o que se quer por capricho ou ego e o que efetivamente acrescenta algo em nossas vidas.

Vou ousar desejar paz entre os povos — embora saiba que a guerra e o ódio, escancarados e sem dimensões, têm se feito lei em muitas terras. De toda forma, não custa imaginar que, um dia, o manto da união há de baixar sobre todos e um grito de cessar sangue se fará ouvir por todo o universo.

Por fim, ainda que pareça egoísta, vou desejar que haja paz em mim, amor ao meu redor, e vida, muita vida para mim e para os meus.

E para os seus, igualmente.

Feliz Ano Novo!

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3 comentários:

Marisa Nascimento disse...

"meus trilhos se encaixem de novo no exato ponto em que descarrilaram por uma dessas ironias que nem se a gente quiser vai conseguir explicar."

Debora, isso é tão perfeito que cabe em todos os meus anos que já se foram e que devem vir ainda.

Um ótimo 2011 para você! Bjs

albir disse...

Feliz ano novo, Debora, com muitas realizações.

Carla Dias disse...

Um ano novo com um montão de novos, renovados, emendados, porém vistosos sonhos. Que a realidade os conheça. Beijos.