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A CRÔNICA DO LANÇAMENTO >> Clara Braga

“A missão da crônica sobre o lançamento é sua, Clara”. Tenho quase certeza de que essas não foram as palavras exatas que o Eduardo falou ao se despedir de mim ao final do lançamento do livro ACABA NÃO, MUNDO aqui em Brasília, mas o sentido foi exatamente esse.

Na hora em que ouvi essa frase, devo confessar, ainda estava no clima de comemoração do momento e acabei nem dando muita atenção. Afinal, o que além de foi uma noite maravilhosa, com várias surpresas e da qual eu sempre vou me lembrar com muito carinho eu poderia dizer sobre o momento?

Saí dali e ainda fui continuar a comemoração com meus amigos. No dia seguinte, vendo as fotos que já estavam na internet, revivi aquele momento com gostinho de quero mais e desde então me pego pensando no que escrever a respeito daquela noite.

Posso escrever uma crônica sobre as pessoas que eu não esperava que fossem e acabaram aparecendo lá, de surpresa, e me deixaram com aquela cara besta que a gente faz quando vê alguém que a gente gosta muito, mas que não estava esperando encontrar naquele momento. Ou posso escrever sobre as pessoas que sempre estão acompanhando o Crônica do Dia, e mais uma vez marcaram sua presença.

Posso escrever também sobre a vergonha que passei quando o Eduardo disse que eu faria um discurso, só porque eu escrevi antes uma crônica falando do meu medo de falar em público. Todos os meus amigos começaram a chamar meu nome para que eu falasse, e eu travei tão feio que não conseguia nem dizer que não ia falar.

Ou então meu medo de escrever errado todas as dedicatórias, principalmente a da Dad Squarisi, que me deu um curso de pontuação na faculdade e na hora me bateu um branco que eu não sabia nem onde colocar as vírgulas. Ou sobre a pressão que as pessoas fazem quando a gente vai começar a escrever a dedicatória, todos querem uma dedicatória personalizada e, no final das contas, a gente já nem tem mais tanta imaginação. Ou até sobre a minha caneta que falhou na primeira dedicatória que eu fui escrever, que inclusive era a do Eduardo.

Ufa, é tanta coisa que eu poderia escrever que de fato eu cheguei à conclusão de que é muito difícil escrever uma crônica sobre o lançamento, mas não por falta do que eu poderia escrever e sim porque cada um desses tópicos que eu citei aqui dariam um novo livro e não só uma boa crônica. Por isso pessoal, vou ficar devendo a crônica sobre o lançamento.

Comentários

Clara,
Espero que esse tenha sido o primeiro de muitos outros lançamentos e muitas outras emoções!

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