sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

HEMINGWAY >> Leonardo Marona



É uma pena que eu não possa, com indisfarçável vaidade, dizer que a história que se desenrola a seguir é um autêntico exemplo da escola fantástica, celebrizada por nomes de peso como Edgar Allan Poe, Guy de Maupassant ou Roberto Bolaños, o famoso Chespirito. De fato, seria muito mais natural e menos cansativo se eu pudesse afirmar tal coisa, ou pelo menos, atuando, conseguisse suavizar as conseqüências trágicas dos acontecimentos seguintes. Mas preciso ser honesto, em primeiro lugar com você, leitor, que ainda não me deixou a escrever como um português, a mim mesmo. É em respeito a esta cortesia que iniciarei, sem mudar nenhum detalhe, mas na tentativa de não me esticar em floreios franceses, este algo extraordinário relato que me deixou assim, escrevendo a esmo sem nem mesmo conseguir sair do lugar.


Antes de tudo, é muito importante dizer que tenho apenas nove dedos nas mãos. É este um importante dado referente à minha personalidade pretensamente humilde, mas que no fundo esconde uma ambição desmesurada, a que me agarro como o parente falido se agarra à herança inesperada. Portanto, com enove dedos, é natural que eu seja um pouco dissimulado. Está aí um presidente da república que não me deixa mentir. Portanto, aqui estamos: nove dedos.


Outro dado fundamental: sou tabagista, mais especificamente maconheiro. Vocês vão entender a importância disso ao longo desta breve narrativa – espero que durem até lá.


Minhas ambições são desmesuradas, meu trabalho é bem modesto. Eis uma forma de alimentar a grandeza, e só tem grandeza quem precisa de pouco, além do que, ao mesmo tempo, é preciso aplacar a vaidade, maior inimiga dos que, como eu, falam muito e, agora me dizem, vêem coisas. Mas estão todos enganados!


Sucede que trabalho numa livraria, isso mesmo, vendo livros às madames e aos homens de muitos músculos, que levam cachorros pequenos para passear. É um trabalho na maioria das vezes agradável, mas muito freqüentemente causa tédio. E o tédio, como se sabe, é a grande bússola do nosso tempo.


Portanto estava eu entediado, anotando palavras sem ordem no papel, quando achei que era hora de largar o trabalho para fumar um baseado, o que explicitava claramente uma inclinação ao vício e à depressão. Saio eu da livraria, vou até o beco onde outros coitados enredam cada um seu próprio desespero. Algumas vezes fiz amizade nesse lugar. Não digo amizade: companhia. Umas pessoas tatuadas que falavam demais e eram muito magras. Sempre dizia a elas que achava incrível que pessoas tatuadas e tão magras pudessem conversar animadamente com um gordinho feito eu, semi-careca.


Ir ao beco havia se tornado um hábito, algo como coçar o topo da cabeça enquanto se lê, ou assassinar platéias nas matinês do cinema. Uma forma de perseguir o tédio e, ao mesmo tempo, enganar a si mesmo. Eu sabia disso desde o princípio, e não parecia menos interessante do que constituir uma família ou receber uma condecoração. Mas eu não imaginava o que aconteceria, quando tudo parecia estar na mais perfeita harmonia, embora às vezes burocrática, devo admitir.


Reparem nisso: agora me chamam de louco, mas eu já tive as minhas preferências intelectuais. Aquilo que atira para todos os lados e não diz exatamente a que veio. É lógico, eu lia Hemingway, muito, o tempo todo. Na verdade, sempre me achei parecido com o Papa. Tinha a certeza de que, com a barba branca, que não tardaria, poderia ser confundido com ele na rua, ou quem sabe até participar de um festival de sósias. Vocês provavelmente querem saber por que falo de Hemingway. Vou dizer num minuto.


Estou aqui nesta clínica toda branca, mas sei muito bem que tudo não passou de mágica, talvez satânica. Acontece que, num belo dia, estava eu sozinho no mesmo beco, que eu na época chamava de O Beco da Sanidade, terminando meu servicinho sujo e batendo as calças para voltar ao trabalho. Larguei a bagana e, quando virei a esquina, ali estava uma aparição, era um bebê, uma cabeça larga e as sobrancelhas muito nítidas numa expressão bonachona, era Hemingway ainda bebê e ele passou no seu carrinho de bebê e só faltou um charuto na sua boca para eu pedir um autógrafo, “por favor, Hemingway, sei que você ainda não escreve, quanto mais entende, mas, faça o favor, assine aqui”, e ele estava sendo carregado por um casal contente, magro, sadio, que em nada parecia o pai suicida de Ernest ou sua mãe vadia. Aquele não podia ser, portanto, apenas um filho. Era uma mensagem sutil, um sinal oculto sem precedentes.


Cheguei lívido ao trabalho. Discutimos em grupo qualquer coisa sobre um seqüestro de um pseudo-intelectual, mas eu realmente não prestava atenção. Estava tomado por aquela imagem tão rápida, tão sem explicação, subitamente tão feita para mim. Tive sonhos úmidos mas, quando acordei, calcei os sapatos da mesma forma, assobiei as mesmas músicas durante o banho, mantive as minhas mesmas pequenas expectativas, e estava contente assim, outra vez.


No dia seguinte não pensava mais no assunto. Estava tudo definido assim: se eu não pensar mais no assunto, ele vai se dissipar naturalmente. Mas, no entanto, aconteceu o contrário. Resisti bravamente à correção, espatifei-me de alma lavada numa lama antiga. Mas amava aquela aparição, era algo que, eu sabia, exclusivamente avaliava o meu comportamento, o meu destino.


Nada aconteceu nos próximos três dias, e eu tentei de tudo para que acontecessem coisas. Passava a manhã mastigando pequenos biscoitos de trigo, imaginava, com seriedade, uma estratégia universal para conquistar os Estados Unidos da América. Estratégia inútil, eles já foram conquistados. Sinto que sou bem mais velho que o tempo, isso me assusta. Sinto que olham para mim, chamo de canto um colega. Ele mesmo ri, tem poucos dentes, é um mau sinal.


No dia seguinte, tudo parecia perfeitamente normal. Eu havia me levantado, como de costume havia lixado os calos dos meus pés. Deve haver algo errado com a minha pisada na terra. As solas dos sapatos estão sempre desgastadas, e eu sempre tive a impressão de que isso tinha a ver com um certo apavoramento em se estar no mundo. Eu tinha essa estranha mania de me colocar em situações sofríveis para treinar o que eu chamava de minha “raça de vida”. Então deixava sempre a geladeira totalmente vazia, e talvez também por isso eu trabalhasse numa livraria, para treinar minha humildade, sorrir para gente muitas vezes pior do que eu, para me sentir bem com isso, bem por agüentar sorrindo. Portanto, eu pisava as calçadas como quem pisa em ovos, como quem desvia das minas explosivas de Angola. De todo modo, no dia seguinte, eu estava no trabalho outra vez, batendo meu cartão feito um proletário, dez ou quinze minutos atrasado, fumando meu cigarrinho toda vez que enchia o saco, e não pensava muito bem em nada, até que...


Até que vi outra vez, voltando do antro, e achei enfim que a coisa toda era algo pessoal, reservada a uma doença específica, uma neurose da cabeça, como se diz. Vejam bem: eu não me iludia. Saí do antro de maconha outra vez e, dessa vez, justo quando não pensava mais no assunto, quando assobiava e pensava em ter quem sabe um encontro romântico, então lá estava ele, Hemingway, adolescente, como o garoto com talento que escreve para o jornal da cidade pequena. E, assim como o bebê, ele olhava para mim nos olhos, fixamente. As sobrancelhas quase juntas, a cara quadrada, os cabelos cor de petróleo, o riso debochado dos que farão além do normal.


Não cheguei a correr, mas precisei desviar imediatamente a atenção daqueles olhos, e dei um pique, no que um segurança local chegou a me segurar pelo braço, achando provavelmente que eu havia sido mordido por algum bicho.


- O senhor está passando bem?


Saí correndo, ofeguei, entrei no banheiro, esperava por sabe-se lá o quê, tranquei-me lá. Perguntaram se havia acontecido algo, e foi só aí que as coisas começaram a degringolar de forma fatal. Os lábios brancos, a pele de veludo molhado, não havia como, simplesmente, dizer que não havia nada.


- Não aconteceu nada, uma pressão baixa.


Daí em diante eu era como um cadáver abandonado num matagal, apodrecendo, esperando bicho. Pouco falava com as pessoas, os cabelos começaram a despencar da cabeça, mesmo os banhos foram diminuindo, até que, no fim das contas, eu tomava banho uma vez a cada três dias, em pleno verão. Apenas uma coisa não mudava em nada. Cada dia, voltando do antro, havia uma nova aparição de Ernest Hemingway, alguém com chapéu de pesca, um sujeito com uma boina e um charuto na boca, uma barba branca numa cara larga, coletes de safári, até mesmo um sujeito com uma vara de pesca, saindo sabe-se lá de que buraco, até isso eu vi.


Mas então veio o dia em que eu não vi nada, e aquilo já era o ópio, a cocaína. Quando não vi nada eu era como um viciado em estado de tremelique a quem se nega uma dose. Eu pedi ajuda na rua.


- Por favor, preciso de ajuda, por favor...


- Sim, meu senhor, o que foi?


- Eu não vi... Hoje eu não vi Ernest Hemingway.


- Ernest Hemingway, meu senhor? Você quer dizer o escritor americano?


- Sim! Você sabe... Todos os dias...


- Se eu não me engano, ele se matou há muito tempo, com um tiro na boca.


- Sim, é claro! Aí está! Mesmo assim, todos os dias... Todo santo dia! E hoje não, hoje não vi nada!


- Meu senhor, o senhor está branco, meu senhor, alguém ajude!


Não me perguntem como terminou essa patética cena. Graças a deus eu não lembro de nada. Quando acordei, havia três pessoas à minha volta, e o ambiente cheirava mal. Estávamos na cozinha da livraria. Minha gerente, pela primeira vez, passava a mão delicadamente sobre a minha testa.


- Foi só um desmaio. Você está bem?


No mesmo instante, me senti magnífico. Talvez aquilo fosse tudo o que eu gostaria de ter ouvido a vida inteira: “Foi só um desmaio, você está bem?”. Sim, eu estava ótimo. Mesmo assim, fui liberado mais cedo para casa.


Me disseram que eu poderia ficar uma semana sem ir ao trabalho. Alegaram algo como “estafa mental”, “anemia”, ou algo parecido. Foi uma semana terrível. Eu lia sem atenção alguma, escrevia poemas de amor barroco e sofria de amor por mulheres que via de longe. Eu era como um Proust heterossexual e sem talento.


Estava felicíssimo no dia em que voltei ao trabalho. Receberam-me, de fato, como se eu tivesse perdido uma perna na guerra. Lembro-me que ganhei até mesmo um pão doce, terrível, cheio de frutas cristalizadas, e aquilo me levou a, discretamente, vomitar no banheiro. De todo modo eu não tinha nenhuma alucinação, e aquilo estava bom.


Assim passaram-se dias, como nas novelas ruins. Eu fumava o meu cigarrinho, era extremamente simpático com os idosos, irônico com as senhoras frígidas, mas atraentes, e atendia mal as mulheres muito bonitas, como uma forma de proteção. Não pensava em touradas, vinhos em odres, pesca esportiva em terreno espanhol. Pensava em ter uma vida mais saudável, parar com tudo que me atrasa, ser simpático, prestativo aos amigos. Outra vez tinha cor, dava bom dia às madames com raposas nas costas, cheguei mesmo a passar por situação constrangedora:


- Acho que sua neta está precisando ler isso, em vez das bobagens que todas as meninas lêem, livros sobre vampiros, essas coisas.


E entreguei a ela o quê? Um livro de Ernest Hemingway: Paris é uma festa. Fiquei tão feliz com isso que disse ao colega desavisado:


- A mulher queria levar “Julie e Julia”, e acabou levando Hemingway!


Aquilo mostrava plenamente que a situação não só não estava no fim, como inclusive culminava num mesmo ponto doentio, diriam, eu digo canônico. “É importante vender Hemingway no lugar dessas bobagens”, eu dizia a mim mesmo, sorrindo no espelho, triunfante, mas sabia muito bem que um triunfo pequeno, muito comemorado, antecipa momentos ruins.


Assim estava eu mais uma vez no antro. Fumei como aquele que sabe que está no corredor da morte, e mesmo assim faz a última refeição. Saí atento, mas forjando calma. Andei, levei mais tempo em meu trajeto. Olhei as vitrines das lojas, flertei com as outras empregadas, sem culpa. Eu amarrava os sapatos, vejam bem. Eu estava desatento quando me empurraram, fecharam a rua. Pessoas corriam sorridentes, parecia um grande acontecimento.


- O que houve ali?


- Um assalto a banco, um assalto armado.


Pronto. Eu precisava sair dali. Mas a polícia havia chegado, se pavoneava como de costume, sem resolver jamais a situação. As coisas começavam a me dar medo outra vez, de uma outra forma, e isso era ótimo. Medo de levar um tiro, de correr e tropeçar, ser esmagado pela massa, desmaiar outra vez, não havia nada melhor. Eu não podia olhar aquilo. O sangue me dava desmaios, e um tiro, qualquer nervosismo inesperado me faria vomitar entre estranhos.


Mas pelo menos não havia Hemingway, nem sinal dele, e isso me fez crer que talvez tudo não passasse de uma predisposição momentânea à identificação. Mas o erro foi achar que estaria, apesar de tudo, do cerco, da polícia, das gargalhadas sorridentes de pessoas ensandecidas, que estaria tudo para bem mim... Digo, depois da questão. Eu achava que mesmo com tudo isso era melhor do que ter visões e passar mal por uma idolatria juvenil. Nessa hora eu realmente acreditava que tudo não passava de uma armadilha da moral. Mas foi bem aí, no contrapé da confiança que, me desvencilhando da multidão, eu vi.


Um sujeito passou correndo, vários sujeitos passaram correndo, um milhão. Eu não queria ver nada, mas estava preso e, a essa altura, já pensava em paranóias. Fui tão empurrado de um lado para o outro que, num belo momento, virei a cabeça, como se eu fosse o apóstolo Pedro no momento da terceira negação.


Eu vi rapidamente a cena, aquilo parecia algo que, naquela situação, só eu poderia fazer. Tentei disfarçar os olhares sobre a minha pele branca, sobre a minha tendência branca, sobre, em suma, a brancura do meu ser. Não podia com sangue. Mas a gritaria era inviável.


- Que isso?! Um cara rouba o banco... Então mete o cano na boca. Que loucura! Que horror!


Aquilo, digam o que quiserem, dizia respeito a mim. Mas não entendi direito.


- Um assalto? Cano na boca?


Era perfeito demais, fora do tom, catastrófico. Eu estava de repente ali, olhando de soslaio. Havia realmente um sujeito sentado num banco. Diziam que era um assalto, não parecia. Ele estava exatamente de frente para um grande público, parecia com medo, suava. Estava sentado numa cadeira de balanço entre o ato falho e a incompreensão. Aquilo me fazia sentir mal. Olhei finalmente para a cena do crime, não agüentei mais.


A coisa toda seria uma piada não fosse... toda ela... tão feita para mim!


Não era uma situação propriamente dramática. Havia ali apenas um sujeito que desistia da sua obrigação, preferia morrer a se entregar. A primeira coisa que vi foram os chinelos do homem, e que era um homem magro, com o tornozelo fino, os olhos de gazela. Eu vi primeiro os sapatos, porque ele era um homem ridículo. Identifiquei-me com ele, eu não era nenhum alienado. Não saberia ler em espanhol numa roda de bêbados, não saberia bailar com um touro. E eu estava na frente de um sujeito que achou que soubesse, mas não podia, e confundiu sem querer saber com poder, o que é bem típico de quem tem pais covardes.


O que importa – um à parte às filosofias – é que se dê ou não um tiro na boca. O resto já não é nada, dado um certo momento torna-se algo desimportante.


No fim das contas não teve jeito, o sujeito estourou os miolos, o cano na boca, lagos profundos do Michigam, a solidão da impotência, ele estourou os miolhos com um tiro na cara, e isso foi muito rápido, tanto quanto a abordagem mais enfática da polícia, os gritos de deleite e a aglomeração repentina, todos em cima do sujeito sem cabeça. Mas o meu problema exatamente era que houve um estouro de cabeça, e uma espingarda na mão.


Comecei a suar de maneira assustadora, desfaleci. Tentaram me ajudar, dei bordoadas por todos os lados, saí correndo como um gato recém-nascido debaixo de chuva forte. Não pensei em mais nada e, confesso que, desde então, os pensamentos tem sido cristalinos, de modo que desconfio deles. Mas uma coisa é certa: fiz o que me restava fazer.


Corri até a livraria, segui até a gerente, me agarrei no seu colarinho e gritei com fúria:


- Eu achei que nunca mais veria, mas eu vi! E dessa vez eu vi a espingarda!


- Do que você está falando? Não quer um pouco d’água?


Ela tentou me controlar com a mesma iniciativa de antes, a mão na testa, as palavras de compreensão. Eu estava indócil, me lembro que derrubei o bebedor com as mãos, e muita água foi derramada, e muita gente entrou na cozinha, onde fiquei como um louco, tentando me fazer entender, virando os olhos, marcando o meu destino. Mas eles não entendem que não existem tantas coincidências. Eles não entendem o que dizia aquela espingarda, aqueles miolos contorcidos. Eu murmurava coisas e era difícil, realmente, entender o caso sem nenhum desdobramento, sem nenhuma satisfação plausível.


Agora estou aqui, tratado como inválido, e sei que não demorará muito para que ela, A SITUAÇÃO REAL, volte a me atormentar. Mas na hora apenas tentavam me convencer de que eu estava nervoso demais, de que, numa cidade como a nossa, não era para tanto caso e que, em suma, suicídios eram comuns. Mas aí eu derrubei mais coisas e, quando me dei conta, havia pessoas de branco em volta. Nunca me esqueço de quando me levaram. Não fazia mais tanto calor na cidade, as pessoas estavam muito calmas, as coisas estavam paradas. Os enfermeiros que me carregavam eram dóceis e até mesmo sorriam para mim. Eu estava louco, eles queriam dizer, eu estava louco e minha testa levaria, muito provavelmente, uma forte descarga de choque. Pensei nisso quando vi um fio de alta tensão desencapado, a rua cinza, o povo com a fisionomia de um fim de guerra. O fio fazia faísca na calçada e, pendurado no fio, um tênis velho de criança, amarrado pelo cadarço, quando enfim me levaram, e agora estou aqui, e me sinto bem.



http://www.omarona.blogspot.com/


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Um comentário:

Eduardo Loureiro Jr. disse...

Uau, essa foi mesmo como um tiro, uma rajada. :) Mandou bem, Léo!