domingo, 14 de dezembro de 2014

GENTE É OUTRA ALEGRIA >> Eduardo Loureiro Jr.

A alegria do Enzo é assobiar. E fazer caretas. E ouvir o ruído da descarga sanitária a vácuo. E ver um ônibus sanfonado. E contar-lhe as rodas. E passear com seu tio. E rever sua avó.

A alegria de Manu é tocar violão. E assobiar passarinhos. E escrever poemas. E recitar poemas para sua filha. E dizer que seus poemas viraram canção no violão do amigo. E ver uma menina dançar ao som de seu reggae. E ser um interno do pátio. E falar de seus alunos.

A alegria do Fabiano é falar com pessoas. E ouvir histórias. E traficar pó...esia. E ver crianças lendo. E crianças contando. E crianças cantando. E crianças dançando. E crianças rindo. E crianças, crianças, crianças. E tirar fotos. E falar de amores com seu amigo. E contar suas alegrias desde o tempo de menino.

A alegria do Fábio é abraçar seu amigo. E continuar no abraço. E prolongar o abraço ainda um pouquinho. E dizer que estava precisando disso. E ver o sorriso de sua filha. E admirar o som de um novo violão. E dizer uma ou outra ironia. E pedir a noite do Fabiano. E tocar o dia.

A alegria da Luiza é receber visitas. E abraçar seus amigos. E falar da arte. E falar da vida. E pedir uma música. E outra. E outra. E ouvir a chuva do Fabiano. E oferecer chocolates que Manu leva para sua filha. E lembrar seus alunos. E lembrar melodias. E mostrar sua dama da noite. E regar seu jardim.

A alegria deles é a alegria minha.

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5 comentários:

Zoraya disse...

Eduardo, qd vc dá pra escrever pra gente chorar vc não brinca em serviço...

Eduardo Loureiro Jr. disse...

Choramos juntos, então, Zoraya. :)

albir silva disse...

Parece o paraíso, Edu. Pelo menos conte algum episódio de vez em quando para nós outros aqui na terra.

Eduardo Loureiro Jr. disse...

Também sou da terra, Albir. Vou lá de vez em quando. :)

Márcio Henrique disse...

Ótima crônica! É possível perceber seu objetivo de mostrar ao leitor sua visão sobre os gostos de diversas pessoas diferentes. Consegue-se ver que mesmo tendo esses gostos muito parecidos mas diferentes ao mesmo tempo, essas pessoas são amigos, mostra que a amizade não é algo que depende dos gostos das pessoas, e sim do companheirismo.
Na crônica eu vi que esses personagens são amigos, e cada um possui uma coisa diferente que a faz feliz, e isso não impede que eles não sejam amigos.