sábado, 15 de outubro de 2011

ESTAMOS EM GUERRA - E NÃO SABEMOS [Heloisa Reis]

Já vivemos o período da bipolarização entre duas superpotências e desde essa época já acontece a descoberta de que dominar a economia de um país revela-se mais eficiente que ocupá-lo militarmente. Depoimentos e confissões como as de John Perkins — que se diz um arrependido ex-assassino econômico — abrem nossas mentes para atitudes que vêm das teorias de Maquiavel, portanto nem são tão novas...

O que mantém a vida no mundo? As riquezas minerais e vegetais que o homem aprendeu a manipular e transformar auferindo lucros e acumulando valores com poder de troca. Criaram-se as nações ricas, as grandes fortunas, a embriaguez pelo poder e os desmandos que o poder econômico concentrado permite, enquanto milhares de pessoas morrem de fome diariamente em países pobres do terceiro e quarto mundos.

Mas o homem mediano, preocupado com seu dia a dia, sua condução difícil, suas contas a serem pagas todo mês, seu cartão de crédito estourado, não percebe... não sabe ... e não quer saber. As notícias são por demais avassaladoras para que se queira estar por dentro de tudo o que acontece. Mas a violência cresce de todos os lados, a educação míngua em todos os níveis e o modelo de nosso “desenvolvimento” continua nos mesmo moldes do século passado. Só que os problemas também continuam e agravados pelo crescimento da população.

E a floresta na Amazônia continua a diminuir, queimadas acontecem do nada, a água dos rios continua a ser poluída, nascentes são aterradas para que estradas possam ser construídas, construções gigantescas são aprovadas em locais pouco adequados, busca-se a geração de energia para ser distribuída em locais absolutamente distantes, menosprezando-se a perda no caminho.

Tudo isso a serviço de quem? Boa pergunta! Com que recursos? Com empréstimos, claro, que nem precisam ser pagos, porque os juros sobre os juros são muito mais interessantes! Dívidas não existem para serem pagas e é mesmo impossível pagá-las. Dívidas são feitas para se criar condições de submissão e auferimento de mais lucros. É a perversidade do sistema.

Mas para tudo há uma hora — ou pelo menos assim acredito. Havemos de chegar à hora em que nossa juventude estará preparada para perceber que há algo por trás da imposição das baladas e das drogas... Sim, porque só os jovens podem agora mudar o rumo dos acontecimentos, ao despertar e perceber que assassinatos econômicos acontecem pelo mundo e nos afetam muito mais do que percebemos ou do que queremos admitir.

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Um comentário:

Eduardo Loureiro Jr. disse...

Heloísa, bom lê-la já tendo lhe conhecido pessoalmente. :) Você já leu o livro "Sacred Economics"? Ele conversa com essa sua crônica.