terça-feira, 26 de julho de 2011

UM GOSTINHO A MAIS >> Clara Braga

Falar sobre morte é muito ruim, mas em algum ponto todo mundo passa por isso. E me desculpem aqueles que dizem saber lidar bem com a situação, eu não acredito que a morte seja algo com que se possa saber lidar.

Digo isso por acreditar que a morte seja um dos grandes mistérios da vida, por mais irônico que isso possa ser. A gente tenta definir de algum jeito, usa adjetivos, frases de efeito, mas não adianta, a morte é esse assunto inesgotável sobre o qual sempre vão ter perguntas sem respostas.

A morte é triste, fato! Causa dor, deixa um vazio, nos faz chorar, algumas vezes nos deixa com aquela sensação de não ter chão. É um dos poucos casos em que podemos usar a palavra "nunca" e ela realmente significar "nunca". Enfim, como muitos dizem, a morte é aquela única coisa para a qual não se tem solução, se é que ela é realmente um problema a ser solucionado.

Em alguns casos, a morte deixa um gostinho a mais. Não sabe do que eu estou falando? Pois vai entender agora. Ouvir um CD da Amy Winehouse não é mais a mesma coisa. Há pouco tempo, ouvir um CD dela significava ter pena dessa artista que estava tão perdida. Agora, ouvir ao CD dela é simplesmente apreciar o trabalho de uma artista brilhante que teve a infelicidade de morrer tão jovem, mas que nos deixou, quase que como presente, dois CDs maravilhosos, e não se assustem se daqui a pouco lançarem um inédito dela. Preciso citar Michael Jackson?

Bom, outra palavra que encontramos constantemente colocada logo após a palavra morte é "inesperada". Não importa se uma pessoa querida se vai repentinamente ou se fica doente por um bom tempo, toda morte parece inesperada para quem fica. Quer dizer, toda não porque toda regra tem sua exceção, e é por isso que eu peço pelo amor de Deus que não digam mais que a morte de Amy Winehouse foi inesperada, essa foi a morte mais anunciada de todos os tempos. Aliás, com todo respeito que eu possa ter nesse momento, e sem querer ofender ninguém, afinal eu mesma sou grande admiradora do seu trabalho, a única coisa em relação à Amy que, infelizmente, era inesperada nesses últimos tempos era ela conseguir terminar um bom show.

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2 comentários:

Abner Martins, disse...

A morte é o vazio.
Amorte é o começo
Para aqueles que acreditam
Que tudo é um recomeço

A morte é doída
Ela é inesperada
Dentro do peito cresceu
Um vazio, uma estrada

Essa estrada não tem fim
Somente é o caminhar
Vagando no pensamento
Lembrando de toda
Vida que não foi frustrada

A vida continua
Para aqueles que ficaram
Um dia também vão
Como no começo das minha palavras

É um círculo constante
Um infinito de vagdão
A alma sente a alma
No céu, de lá, nos virão


abnerlmesmo.blogspot.com

abraços e sentimentos funebres.

Online disse...

Linda artista, tinha no sangue a música, eu chorei muito com a partida dela, mais eu sinto que ela está bem, e nos deixou sucessos únicos e marcou a História, que voz linda que mulher incrível. Amy Para Sempre! (L)