quarta-feira, 22 de setembro de 2010

HISTÓRIAS E TEMPORADAS >> Carla Dias >>

Uma amiga me disse que eu só gosto de séries de televisão que acabam na primeira temporada. Em parte, ela está certa, mas apenas em parte.

A verdade é que, assim como o cinema, não tenho pudores ao escolher as séries para acompanhar. Ao assistir o primeiro episódio, eu já sei se vou continuar ou não a me embrenhar no tal enredo. Mas o problema realmente não sou eu ou todas as outras pessoas que também ficam loucas da vida quando uma série que adoram não passa dos doze episódios.

Na verdade, trata-se do que disse Joey Elliott, vocalista da banda Def Leppard, na sua passagem pelo programa Live from Abbey Road. Antes, uma banda tinha uma margem de três discos para se posicionar e no quarto estouraria. Hoje, elas não chegam sequer ao terceiro disco se não dão lucro. O mesmo acontece com as séries de televisão: elas não têm tempo de serem desenvolvidas.


Obviamente, nem todas as canceladas são fantásticas e prejudicadas pela urgência de ibope. Algumas são ruins mesmo! Mas eu adoraria saber o que viria a seguir nas vidas de Jacob Hood, o cientista da série Eleventh Hour, interpretado por Rufus Sewell que é um ator de primeira linha, ou se haveria mesmo outro apagão em FlashForward. Adoraria ver o Dr. Jack Gallagher (Chris Vance) analisando outros tantos pacientes na clínica psiquiátrica, enquanto lida com seus próprios demônios, em Mental. Queria muito saber aonde acabariam os publicitários de Trust Me, série que contava com o talentoso Tom Cavanagh, que participou das séries ED e Love Monkey, e Eric McCormack, que fez muito sucesso vivendo o gay de Will & Grace. E a série que mais lamento não ter passado de 16 episódios é Moonlight. Para mim, entre as séries com vampiros nos papéis principais, Mick St. John (Alex O’Loughlin) e sua insistência em manter seu lado humano, era o que mais prometia.

Joey Elliot está certíssimo... Quatro é um número interessante para quem aposta no que tem nas mãos. Mas na urgência que rege a modernidade, tudo tem de ser para ontem, o que é uma pena, pois acabamos perdendo a oportunidade de conhecermos não apenas boas séries de televisão, grandes discos, livros fantásticos, mas também de compreendermos que nem tudo, tampouco todos, precisam ter aquela forma que os encaixam nos primeiros lugares das grandes listas dos mais-mais. Sem contar que gosto é o tipo de coisa que varia descaradamente de um para outro. Meu gosto não costuma ser frequentador de top list.

O que a minha amiga não percebeu é que também adoro algumas séries que tiveram apenas duas temporadas. Mas o bom é a força que a internet nos dá quanto a isso. Antes, dependíamos da reprise nas emissoras de televisão, mas hoje temos a internet. Então, tudo vira arquivo e pode ser acessado. Podemos olhar para trás e decidirmos o que realmente era bom.

AS MINHAS SÉRIES PREFERIDAS
Canceladas ou não


24 Horas
7th Heaven
Ally McBeal
Angel
Bones
Boston legal
Boston Public
Brothers & Sisters
Californication
Castle
Chuck
Cold Case
Commander in Chief
Criminal Minds
Crossing Jordan
CSI: Crime Scene Investigation
CSI: Miami
CSI: NY
Cupid
Dark Angel
Dead like me
Deep Blue
Dexter
Drop Dead Diva
ED
Eleventh Hour
Eli Stone
ER
Everwood
Flashforward
Friends
Fringe
Ghost Whisperer
Glee
Gravity
Grey's Anatomy
Grounded for Life
Heroes
House M.D.
How I Met Your Mother
In Plain Sight
Isis
Joan of Arcadia
John Doe
La Femme Nikita
Law & Order: Criminal Intent
Less Than Perfect
Lie to me
Life Unexpected
Lost
Love Monkey
Medium
Men in Trees
Mental
Miami Medical
Moonlight
My Boys
NCIS
Nip/Tuck
Numb3rs
Parenthood
Party of Five
Private Practice
Providence
Pushing Daisies
Rubicon
Samantha Who?
Saturday Night Live
Sex and the city
Shark
Sienfiled
Six feet Under
Strong Medicine
Studio 60 on the Sunset Strip
Supernatural
Tell me you love me
Terminator: The Sarah Connor Chronicles
The Big Bang Theory
The Cleaner
The Dead Zone
The Forgotten
The Good Wife
The Incredible Hulk
The Mentalist
The Middle
The New Adventures of Old Christine
The O.C
The Philanthropist
The Pretender
Third Watch
Touched by an Angel
Tru Calling
Trust Me
Two and a Half Men
Ugly Betty
White Collar
Will & Gracie
Witchblade
Without a Trace
Wonder Woman
Wonderfalls
X-Files

E um pouco de Def Leppard...









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3 comentários:

albir disse...

Carla Dias,
confesso que sempre carreguei um certo preconceito contra as séries americanas. Sua consultoria em assuntos de arte, entretanto, tem me permitido um olhar mais isento para Bones e companhia.

Eduardo Loureiro Jr. disse...

Carla, menina, onde você arranja tempo para tantas séries?
Eu mal consigo acompanhar uma ou duas. :)
Na verdade, de vez em quando pego uma e fico assistindo um episódio atrás do outro. Pra mim, é mais cômodo ver as séries "atrasado" em vez de acompanhá-las.

Carla Dias disse...

Albir... Os americanos ainda são ótimos quando se trata de séries de televisão. Espero que um dia nós façamos séries com o mesmo esmero com o qual tratamos as telenovelas. Na verdade, A Cura é uma prova de que podemos fazer bem feito. Mas aconselho a você deixar o preconceito bem de lado, viu? Bones é fantástica, e como ela, há muitas séries americanas de alto nível, e em todos os segmentos: drama, comédia, ficção...
Espero que você já conheça as séries House M.D. e Dexter... São geniais!

Eduardo... Eu sofro de insônia, minha vida social é mais intelectual, sabe? Então, apesar de permanecer 11 horas por dia no trabalho, ainda chego em casa e assisto alguns episódios das séries preferidas. Enfim, conheço gente pior (melhor) do que eu nessa arte de assistir tantas séries.