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meu madrigal >>> branco



a neblina desce sobre o campo
e cobre a menina que segura a orquídea
a grama molhada suja seu vestido branco
tempos de violência
não existe clemência para os inocentes
enquanto o metal cromado é apenas perceptível
o estampido e o brilho de mil sóis clareiam momentaneamente a cena
atravessando a paisagem translucida
o corpo pequeno descansa no chão
não tenha medo criança
agora você jamais vai conhecer a dor
ou o passar dos anos
e poderá correr sem se cansar
pelos campos floridos em lilás

Comentários

Anônimo disse…
Sensacional. Seu poema possui uma tristeza tátil.
José Carlos. disse…
Belo poema meu amigo.
Carlos Eduardo disse…
Muito forte e impactante. Gosto do seu jeito de escrever, oculto em uma singeleza de palavras existe a dureza de uma realidade que nos confronta todos os dias. Parabéns Mago, mais uma vez você supera a minha expectativa. Obrigado por fazer isso.
Rafaela Calil disse…
Triste e impactante. Parabéns, Branco!
Anônimo disse…
Esse foi forte, mas muito bom como sempre. Parabéns.
Marcelo de Jeus disse…
Lindo demais. Poucas palavras, muita profundidade, Rimbaud não hesitaria em assinar esse poema.
Maria Nazaré disse…
Luz e paz. ..lindo...forte...impactante e retrata a realidade atual. ..grande bj de luz em seu coração
Irani da Silva Siqueira disse…
Parabéns, lindo poema, as palavras se encaixam perfeitamente!
Mauro disse…
inerte, inércia...uma vida que se foi!
Daniela Lara disse…
triste... Faz pensar!
Walter Moya disse…
Sensacional!!! Um belo poema que te dá um soco na boca do estômago. Show!!!!
Salete Ortiz disse…
Fiquei sem palavras muito profundo...
Anônimo disse…
Um momento de uma sensibilidade honesta! Admiro isso!
Luizão Nogueira disse…
Parabéns amigo,lindo poema...����������������
Rita Moreira disse…
forte...porém real para os dias de hoje infelizmente...
Albir disse…
Beleza que dói.