terça-feira, 25 de agosto de 2015

ALGUÉM INDICA? >> Clara Braga

Lembro de entrar na faculdade e começar a conviver com aquelas pessoas que você admira pelo conhecimento que elas dominam. Eram professores que, a cada palavra que você dava, tinham um livro para lhe indicar ou algo interessante que você deveria ver já que gosta disso e daquilo. Guardo até hoje listas de livros e filmes que tenho que ver. Sem contar as ementas das disciplinas, que vinham recheadas de indicações bibliográficas. Nossa, aquilo era uma delícia, ir à livraria atrás de um livro com cheirinho de novo, pronto para ficar todo marcado com anotações, não tem preço.

É claro que alguns livros são caros, principalmente os de artes, não dava para cumprir as listas de bibliografia de todas as matérias todos os semestres. Mas não tem problema, fui aos poucos montando minha humilde, porém amada, biblioteca. Biblioteca que me auxilia muito na preparação das minhas aulas. Cada novo tópico a ser tratado é uma nova pesquisa nos meus livros. Pego uma informação desse, complemento com uma informação daquele outro e por aí eu vou, lendo e me informando sempre para não ficar para trás.

Às vezes, demoro muito mais do que gostaria preparando uma aula, mas é impossível ler uma informação interessante em um livro e não seguir lendo. Quando vejo, a aula de arte rupestre já está quase chegando ao modernismo, aí não dá!

Aulas preparadas, é hora de dar aquela relaxada. Nada como um bom livro de cabeceira para embalar o sono que vai chegando. Qual livro vou ler hoje? Educação artística? Sintaxe da linguagem visual? Semana de 22? Didática da arte?

É… parece que a preocupação com a simples porém amada biblioteca foi tão grande que acabei esquecendo que nem só de estudos e trabalhos vive o homem, o ócio deve sempre ser muito bem vindo nos momentos certos. E é por isso que a crônica de hoje é quase um apelo: eu podia estar matando, eu podia estar roubando, mas eu estou aqui humildemente pedindo que me indiquem livros para momentos de ócio, por favor! É urgente, não consigo mais ir dormir lendo sobre a Semana de Arte Moderna e ter que levantar para fazer anotações no meio da noite. Preciso de livros que me permitam desligar, parar de pensar em trabalho e pensar que entretenimento também é cultura. 


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3 comentários:

Eduardo Loureiro Jr. disse...

É, Clara... vida de professor é assim. :)
Já que você pediu, seguem duas indicações. São dois livros altamente imagéticos, então você também poderá aproveitar nas aulas, se quiser. ;)
A HISTÓRIA SEM FIM, de Michael Ende. Fizeram uma adaptação muito sem graça para o cinema, mas o livro é simplesmente genial: já li três vezes e, só de lhe indicar, já estou com vontade de ler de novo.
AS DOZE CORES DO VERMELHO, de Helena Parente Cunha. Uma obra-prima! A história de uma artista plástica contada em três tempos simultaneamente: o passado, o presente e o futuro. Fiquei tão encantado com esse livro que fiz uma versão hipertextual dele: http://www.patio.com.br/vermelhos/index.html

Clara Braga disse...

Muito obrigada pelas dicas Eduardo, já estou procurando os dois na livraria!! =)

Analu Faria disse...

Clara, pensei em um divertidíssimo que li há algum tempo - "Como me tornei estúpido", do Martin Paige. Achei engraçado, irônico e sensível. Geralmente é o tipo de coisa que eu procuro ler quando os livros "técnicos" estão atormentando a minha cabeça.