sexta-feira, 17 de outubro de 2014

TRADUZINDO OS MUNDOS >> Paulo Meireles Barguil


O convite do Universo ao Homem é que esse o decifre, interprete, bem como a si mesmo.

A singeleza da convocação é inversamente proporcional à complexidade da sua realização...

Imprevisível que nos fascina. Garantia de brincadeira eterna.

Quem vai? Quem fica?

Quem está de bandeirinha? Quem é café com leite?

Será que a curiosidade é filha do medo?

E haja adrenalina, dopamina, noradrenalina, serotonina, endorfina, acetilcolina...

Abrir as entranhas do mundo e de si.

Macro e micro profundamente vinculados.

Identificar padrões. Descobrir uma lógica. Constituir leis.

O mundo, afinal, muda ou não muda?

Sofremos porque não admitimos que a transitoriedade é inerente à vida.

Aceite a vida. Aceite a morte. Aceite a alegria. Aceite a tristeza.

Tão simples. Tão difícil.

Brigamos — muitas vezes literalmente! — com o mundo. Gritamos o quanto ele é injusto.

Agonizamos porque ficamos congelados no episódio dolorido, o qual se eterniza em variadas situações.

Ninguém pode nos libertar dessa calcificação pelo simples motivo que somente cada de um nós é que pode identificar tal cenário e decidir dele sair.

Zumbis emocionais vagamos a esmo: de madrugada, de manhã, de tarde e de noite.

Usamos morfinas variadas para tentarmos esconder, de nós e dos outros, uma diferente septicemia.

Chegará o instante em que entenderemos as intricadas conexões entre emoção, corpo, cognição, alma...

Até lá, continuaremos sujeitos a traduções literais, em virtude do diminuto conhecimento ou cuidado, que tanto empobrecem a realidade.

O belo filme "The Physician" aborda a Medicina no século XI, numa saga memorável em prol do saber.

No Brasil, como exemplo da falta de atenção, o mesmo foi traduzido como "O Físico"...

 


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3 comentários:

Anônimo disse...

Perfeito professor!!

Anônimo disse...

Desculpe o meu Português, novamente. Como é que eu vou terminar o meu teste. Se entre as árvores falantes, homens pássaros, e tempestades intermináveis​​, faz sentido. Eu aceito que eu não sei. O que ainda é incrível, é que, em um período de tempo, eles se encaixam... apenas um pouco mais cedo. Por isso, não faria sentido para mim pensar que você era / estão por trás dele. E menos ainda que eu deveria acreditar que você planejou / planejá-lo para mim, eu seria pretensioso imaginar que. No entanto, eu faço. E o mais surpreendente, eu mesmo percebo um presente sentido em tudo isso.

Anônimo disse...

Peço desculpas. Por favor desconsidere último comentário, foi deslocada nessa entrada. Eu não consigo ser capaz de colocá-la ou excluí-lo.