Pular para o conteúdo principal

TEM GENÉRICO? >> Clara Braga

Lá fui eu ao ortopedista. Expliquei o que sentia, mostrei onde doía. Ele examinou, fez diversas perguntas, examinou um pouco mais, explicou o que estava acontecendo com toda calma e deu seu veredicto: entre várias coisas, você precisa fortalecer sua coluna, um pilates, talvez?

Até gostei, estava mesmo curiosa para entender melhor sobre esse tal desse pilates que todo mundo fala tanto! Sempre ouço falar tão bem que acho que vai ser a solução para os meus problemas! Comecei a pesquisar alguns lugares, pedi algumas indicações e comecei as ligações. 

O primeiro lugar era totalmente fora do orçamento, vamos ao segundo. É… fora do orçamento também… próximo. É, deu uma leve melhorada, mas ainda é complicado. Não demorou muito para eu entender que pilates deve mesmo ser a solução para os problemas de todas as pessoas do mundo. Tanto quem faz, que deve curar qualquer problema, quanto quem aplica, que deve estar ganhando muito dinheiro! Que coisa cara!!!

Será que não existe um genérico do pilates? Sei que quando o assunto é saúde fica complicado querer economizar, mas também não precisava abusar né? Não tinha como pelo menos aceitar plano de saúde, talvez?

Confesso que em tempos de segundo turno, enquanto me sinto um pouco na obrigação de tomar uma decisão mesmo sem me identificar muito com qualquer um dos candidatos, estou quase anunciando: quem prometer abaixar os preços dos estúdios de pilates tem meu voto!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

MÃE – A MINHA, A SUA, TODAS
[Debora Bottcher]

Pessoalmente, não gosto de escrever sobre ‘datas especiais’ porque sempre me pergunto quem foi que inventou esses ‘dias de’ e baseado em que. É que apesar de eventuais evidências, eu me recuso a crer que essa ‘mágica’ idéia resiste ao tempo, à modernidade, às novas gerações, fincada apenas no foco de atiçar as vendas do quase-sempre-em-crise mercado comercial – digo ‘quase’ porque todas as vezes que vou ao shopping, em qualquer dia da semana, assombro-me com o movimento constante. Daí não tenho certeza de entender bem a base dos números e imagino sempre que é porque as estimativas são ousadas e otimistas demais, muito acima do poder aquisitivo da população média.
Seja como for, se me proponho a abordar o tema do momento – o ‘Dia das Mães’ - prefiro direcioná-lo à figura materna diretamente, para quem, certamente, tal dia é apenas uma vírgula no traçado de sua (árdua) trajetória. Não sou Mãe – que fique claro; portanto, para dedilhar (vagamente) sobre elas, vou me basear na minha, nas m…

EU ESTOU BEM >> Sergio Geia

Digamos que foi um susto. No último dia 11, eu voltava de Jacareí sentido Taubaté, seguia o fluxo normalmente quando no km 156 da Via Dutra, bem em frente ao posto de guarda, em São José dos Campos, os carros à minha frente — como em Blecaute, de Marcelo Rubens Paiva —, simplesmente congelaram. De 80 km, naquele trecho, para zero, em fração de segundo. Não tive tempo de rezar (ah, como eu queria!), nem sequer olhar pelo retrovisor, descobrir se havia ou não uma carreta atrás de mim. Quando a ficha caiu, pisei fundo no freio, consegui não atingir o veículo à minha frente, mas, também, só por outra fração de segundo. De repente, uma sensação esquisita: eu senti a estocada, os objetos que estavam em cima do banco do carona voaram, logo meu veículo era arrastado até atingir o da frente.

Desci. Os motoristas dos outros quatro carros desceram, todos confusos, querendo entender. Os três primeiros carros, incluindo o meu, pequenos danos materiais, levíssimos diante do susto. O penúltimo e o …

À DISTÂNCIA (Paula Pimenta)

E se quiser recordar daquele nosso namoro
Quando eu ia viajar você caía no choro Eu chorando pela estrada Mas o que eu posso fazer Trabalhar é minha sina Eu gosto mesmo é d'ocê...
(Vital Farias)

Quem nunca namorou de longe, não vai conseguir entender metade do que eu vou escrever nessa crônica, porque só quem já passou por essa experiência sabe o quanto ela é difícil. Mesmo assim vou tentar explicar, para todas as vezes que vocês se depararem com alguém reclamando da ausência do namorado, não começarem com as manjadas frases que não fazem nada pela pessoa solitária: “Ah, mas pelo menos quando vocês se encontram tudo é festa, nem tem tempo pra brigar.” Ou: “O tempo está passando rapidinho, logo o próximo feriado chega.” Ou ainda: “É bom que no período que ele está longe você pode curtir com os amigos.”

Só quem namora à distância sabe o quanto essas frases são mentirosas. O tempo não está passando rapidinho, pode até passar pra quem está com o namorado do lado, podendo ir com ele ao cinema …