terça-feira, 10 de abril de 2012

O PERIGO PODE ESTAR AO LADO >> Clara Braga

Com certeza todo mundo já ouviu aquela máxima que diz que a única certeza da vida é a morte.

Eu não concordo, e ainda assumo que tenho muito preconceito com essas generalizações que todo mundo tem mania de fazer, mesmo sabendo que até para dizer que eu tenho preconceito com generalizações eu acabo generalizando. Parece inevitável!

Mas o meu maior preconceito mesmo, são essas pessoas que ficam tão atordoadas com essa ideia de vida e morte que acabam deixando de viver com medo da morte, mesmo sabendo que, até hoje em dia, ela é inevitável.

Concordo que nós podemos ser cuidadosos e evitar algumas situações perigosas que possam terminar em tragédia, como por exemplo, sempre atravessar a rua na faixa depois dos carros terem parado, não ficar dando sopa na rua em lugares escuros e que todo mundo sabe que são perigosos, tentar ter uma alimentação saudável e deixar para exagerar só no final de semana, fazer exercício regularmente, não tomar bebidas que já estavam abertas quando chegaram até nós e outras coisas que já cansamos de ouvir dos nossos pais, mas que ainda vamos repetir para os nossos filhos até eles não aguentarem.

Mas acho que não precisa exagerar, por exemplo, eu não vou deixar de viajar porque existe uma chance, por menor que seja, do avião cair, não vou deixar de tomar coca cola de vez em quando porque ela é cancerígena, até porque está difícil achar algo que não dê câncer hoje em dia, não vou deixar de sair de carro porque tem tido muito acidente e etc.

Mas, para a alegria dos paranoicos (sem ofensas, na minha família tem muitos), que agora devem estar pensando que eu sou louca e quero morrer, outro dia me peguei sendo um pouco paranoica também. Estava comendo no Subway, que aqui em Brasília fica no posto de gasolina (não sei se é assim em todos os lugares, mas aqui parece que virou moda ter lanchonete no posto), quando de repente comecei a sentir um cheiro de gasolina muito forte. Tudo bem, eu estava no posto, normal ter cheiro de gasolina, mas eu já tinha comido lá antes e o cheiro não era assim tão forte! Quando um dos carros que estava parado no posto saiu, eu vi que ele deixou para trás uma grande poça de gasolina no chão. Grande mesmo!

O que o frentista fez? Nada! Ficou lá e continuou trabalhando como se nada estivesse acontecendo. Eu comecei a imaginar que aquilo não podia ser muito bom, afinal de contas, se a gente não deve nem atender o celular quando está abastecendo porque corre risco de explosão, imagina uma lanchonete onde as pessoas comem, falam no celular, depois de comerem acendem um cigarrinho e logo ao lado tem uma poça de gasolina no chão!

Eu comecei a ficar tão nervosa que já conseguia ver perfeitamente o posto explodindo igual às cenas de explosão que a gente vê em filme! Foi então que eu decidi que preferia continuar vendo essas cenas nos filme ao invés de fazer parte dela, peguei meu sanduiche e fui embora comer em casa.

Claro que não aconteceu nada lá, o posto estava lá no dia seguinte, nenhum plantão da globo anunciou nada, o Subway continua funcionando e as pessoas continuam comendo, falando no celular e fumando lá. Só eu que fiquei mais medrosa (espero que não tenha ficado paranoica) e comecei a achar esse papo de lanchonete misturada com posto de gasolina a pior ideia do mundo, nunca tinha passado pela minha cabeça o risco que pode ser! Posto de gasolina daqui para frente é só mesmo para abastecer o carro rapidinho e me mandar. Comer... é melhor deixar para comer em qualquer outro lugar!

Partilhar

2 comentários:

Anderson Brandão disse...

Gostei muito.

Visitem meu blog com textos e poemas

http://anatomiadolivro.blogspot.com.br/

Um abraço.

Anônimo disse...

kkkkk....
muito legal sua paranoica