terça-feira, 24 de abril de 2012

42, POR FAVOR >> Clara Braga

Recentemente eu li em algum lugar, não consigo me lembrar exatamente onde, mas isso também não importa, uma declaração do Wagner Moura sobre casamento. Na declaração, que deve fazer parte de alguma entrevista que ele deu, ele dizia que considerava o casamento a instituição mais moderna que existe, pois hoje em dia só casa quem quer e por amor, nada mais obriga uma pessoa a estar com a outra, só o amor.

Eu, na maioria das vezes, acho essas coisas sobre casamento um pouco bregas, muito bonitas, mas bregas. Mas como li essa declaração um dia antes de ser madrinha do casamento de uma grande amiga minha, acabei achando lindo, nada brega!

Ah, vocês vão ter que concordar comigo, não é lindo? Ela ia casar, ia dizer: “Sim, eu quero passar o resto dos meus dias com você” para o noivo dela e, segundo o Wagner Moura, ela ia fazer isso por nada mais nada menos que amor! Nossa, vamos fazer um filme sobre isso!

Oops, esqueci, filme sobre isso é o que mais tem, inclusive é possível que tenha algum com o próprio Wagner Moura atuando, mas acho que entendi o porque das pessoas fazerem tantos filmes sobre o assunto, é que em algum momento elas devem ter ficado inebriadas por esse sentimento de amor no ar!

Deve ser esse sentimento também que faz com que pessoas escrevam músicas de amor, que fora de um contexto amoroso não são nada mais nada menos do que músicas melosas. Mas são essas músicas melosas que são colocadas nos casamentos e que fazem todas as pessoas que acham elas melosas, como eu, chorarem. É por isso que eu sempre digo, o contexto é que faz a diferença!

E foi nesse contexto que o casamento aconteceu. E se você estava esperando eu falar que toda essa conversa de amor era besteira, que a noiva deixou o noivo no altar, ou que um errou o nome do outra na troca de alianças, ou que alguém se levantou contra o casamente, desculpe te desapontar, mas a verdade é que o casamento foi lindo! A noiva nunca esteve tão bonita, as músicas melosas nunca fizeram tanto sentido, o dia não podia estar com melhor clima, o local era maravilhoso, o por do sol iluminando a cerimônia, simplesmente lindo!

Mas como nem tudo são flore, em todo esse contexto lindo e maravilhoso tem uma coisa que não é legal e que eu gostaria de aproveitar esse finalzinho de crônica para pedir às lojas de vestido que entendam que os noivos tem total liberdade de escolher suas madrinhas sem ter que perguntar a elas qual tamanho elas vestem, então, por favor, façam vestidos de todos os tamanhos possíveis e imagináveis!

Nunca tive tanta dificuldade para achar um vestido que entrasse em mim, e olha que eu estava procurando por 42/44, que não costuma ser tão difícil de achar, imagina alguma madrinha mais gordinha do que eu! E ainda tive que ouvir de uma vendedora que eu ia ter dificuldade de achar um vestido mesmo, pois meu quadril era mais largo do que meu busto! Oi?? Quer dizer então que só pode usar vestido quem tem todas as medidas iguais?

Bom, isso tudo me pareceu um grande absurdo, mas para não estragar o clima romântico da crônica, eu só gostaria de dizer uma coisa para as lojas de vestidos para casamento: Entendam que eu tenho meu direito de ser madrinha e de não ser magérrima, pois vou continuar a comer chocolate e a tomar uma cervejinha no final de semana, e se vocês não fazem isso, não sabem o que estão perdendo!

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