Pular para o conteúdo principal

FALANDO DO QUE NÃO ENTENDO
>> Clara Braga

Raras são as vezes em que me atrevo a falar sobre política, realmente não é um assunto que me agrada e eu não entendo quase nada. Não é com orgulho que digo isso, pelo contrário, acho que todos deveriam entender o mínimo de política para saber o que está acontecendo em seu país, mas eu confesso: não entendo e, infelizmente, não me interesso.

Assisti um pouco dos debates para ver se me informava pelo menos ao ponto de escolher um bom candidato para votar e, sempre que tinha alguém conversando sobre o assunto, eu perguntava em quem iria votar e o porquê, que era pra ver se eu me informava mais, mas a maioria dos votos parece que não foram a favor de alguém, mas sempre contra o outro. Nessas eleições, foi difícil encontrar quem tivesse votado porque gostava do candidato e realmente acreditava nele, a grande maioria votou em um por não concordar nem um pouco com o outro.

E acredito que foi um pouco com esse pensamento que muitos chegaram às urnas e fizeram do Tiririca um dos deputados mais votados, afinal de contas ele é muito alegre, feliz e simpático. Para mim, isso parece um pouco piada, nem acreditei quando vi, mas infelizmente não posso deixar de dizer que a propaganda dele foi uma das poucas sinceras: "O que é que faz um deputado federal? Na realidade eu não sei, mas vote em mim que eu te conto!" Vamos ver, se ele conseguir provar que não é analfabeto e continuar como deputado, talvez a gente também descubra o que faz um deputado federal.

Bom, só sei que foi assim que chegamos ao segundo turno. Agora estou preocupada, minha candidata do primeiro turno não foi para o segundo e agora eu tenho que escolher o melhor de dois. Vou tentar me informar melhor para não me arrepender depois, mas vendo Brasília imunda do jeito que está, o primeiro candidato que tivesse como proposta limpar Brasília já ganharia uns pontinhos comigo.

Comentários

vanessa cony disse…
Clara,nunca gostei muito de política.Me parece que esse ano as coisas ficaram um pouco mais confusas.Não vi eleitores empolgados,militando por seus candidatos,fazendo corpo a corpo.Muito estranho.
Me lembro de um certo macaco Tião que por pouco não foi eleito.O povo se manifestou de forma irônica e sarcástica ao entregar seu voto para um macaco..
Hoje elegemos um palhaço,esse sim assumido.Sem dúvida se trata de um protesto.De qualquer forma,mais um menos um, acho que não vai fazer muita diferença,né?
Até dia 31!!!
Clara, quando a gente fala do que não entende, corre o (bom) risco de falar o óbvio que os entendidos nem veem mais. Bom ler essas palavras não contaminadas de experiência e de intelecto.
fernanda disse…
Percebi as pessoas mais vetando do que votando nesses eleições. E é o que, infelizmente, farei no 2º turno, já que minha opção de voto não está lá...
Anônimo disse…
Parece que concordamos na opção de voto do 1º turno e no 2º turno o motivos para escolha não serão diferentes. Infelizmente, nenhum dos candidatos conseguiu me convencer, mas como sei que sempre pode ficar pior, escolho dos males o menor.

Postagens mais visitadas deste blog

MÃE – A MINHA, A SUA, TODAS
[Debora Bottcher]

Pessoalmente, não gosto de escrever sobre ‘datas especiais’ porque sempre me pergunto quem foi que inventou esses ‘dias de’ e baseado em que. É que apesar de eventuais evidências, eu me recuso a crer que essa ‘mágica’ idéia resiste ao tempo, à modernidade, às novas gerações, fincada apenas no foco de atiçar as vendas do quase-sempre-em-crise mercado comercial – digo ‘quase’ porque todas as vezes que vou ao shopping, em qualquer dia da semana, assombro-me com o movimento constante. Daí não tenho certeza de entender bem a base dos números e imagino sempre que é porque as estimativas são ousadas e otimistas demais, muito acima do poder aquisitivo da população média.
Seja como for, se me proponho a abordar o tema do momento – o ‘Dia das Mães’ - prefiro direcioná-lo à figura materna diretamente, para quem, certamente, tal dia é apenas uma vírgula no traçado de sua (árdua) trajetória. Não sou Mãe – que fique claro; portanto, para dedilhar (vagamente) sobre elas, vou me basear na minha, nas m…

À DISTÂNCIA (Paula Pimenta)

E se quiser recordar daquele nosso namoro
Quando eu ia viajar você caía no choro Eu chorando pela estrada Mas o que eu posso fazer Trabalhar é minha sina Eu gosto mesmo é d'ocê...
(Vital Farias)

Quem nunca namorou de longe, não vai conseguir entender metade do que eu vou escrever nessa crônica, porque só quem já passou por essa experiência sabe o quanto ela é difícil. Mesmo assim vou tentar explicar, para todas as vezes que vocês se depararem com alguém reclamando da ausência do namorado, não começarem com as manjadas frases que não fazem nada pela pessoa solitária: “Ah, mas pelo menos quando vocês se encontram tudo é festa, nem tem tempo pra brigar.” Ou: “O tempo está passando rapidinho, logo o próximo feriado chega.” Ou ainda: “É bom que no período que ele está longe você pode curtir com os amigos.”

Só quem namora à distância sabe o quanto essas frases são mentirosas. O tempo não está passando rapidinho, pode até passar pra quem está com o namorado do lado, podendo ir com ele ao cinema …

EU ESTOU BEM >> Sergio Geia

Digamos que foi um susto. No último dia 11, eu voltava de Jacareí sentido Taubaté, seguia o fluxo normalmente quando no km 156 da Via Dutra, bem em frente ao posto de guarda, em São José dos Campos, os carros à minha frente — como em Blecaute, de Marcelo Rubens Paiva —, simplesmente congelaram. De 80 km, naquele trecho, para zero, em fração de segundo. Não tive tempo de rezar (ah, como eu queria!), nem sequer olhar pelo retrovisor, descobrir se havia ou não uma carreta atrás de mim. Quando a ficha caiu, pisei fundo no freio, consegui não atingir o veículo à minha frente, mas, também, só por outra fração de segundo. De repente, uma sensação esquisita: eu senti a estocada, os objetos que estavam em cima do banco do carona voaram, logo meu veículo era arrastado até atingir o da frente.

Desci. Os motoristas dos outros quatro carros desceram, todos confusos, querendo entender. Os três primeiros carros, incluindo o meu, pequenos danos materiais, levíssimos diante do susto. O penúltimo e o …