terça-feira, 3 de dezembro de 2013

JÁ CHEGOU DEZEMBRO? >> Clara Braga

Eis que piscamos e chegou dezembro! Foi rápido só pra mim? Não me recordo de ter um ano que passou tão rápido como 2013. Aliás, cada ano que passa, passa mais rápido que o último que passou. Mas já perceberam que todo dezembro tem uma característica em comum? Em dezembro, de alguma forma, as pessoas parecem ficar com mais bondade no coração do que o normal, já repararam?

Agora é aquele momento em que a gente começa a pensar no ano que está acabando e começamos a pensar no que queremos para o ano que vem. Um emprego novo? Uns quilinhos a menos? Trocar de carro? Fazer novas amizades? Abrir o próprio negócio, talvez?

Bom, seja o que for, vou aproveitar que meu espírito de pessoa boa chegou juntinho com a chegada do mês e vou adiantar os meus votos, até porque, antes mesmo que você possa imaginar que eu estou me adiantando, já é Natal e Ano Novo.

No final desse ano e no ano que vem, eu desejo para todos um pouquinho de tristeza, para que a gente valorize ainda mais a felicidade. Desejo que você ganhe dinheiro e poupe uma parte, mas não guarde tudo, você também merece gastar um pouquinho a mais com algo que esteja querendo muito ou com um belo presente para alguém que você goste. Ter um mês um pouco mais apertado que os outros faz parte. 

Desejo um pouco mais de tempo livre, mas não para ficar ocioso, e sim para ler aquele livro que há tempos está na estante aguardando pela oportunidade de ser lido, ou para rever aquele filme que você adora. Reclamamos tanto de falta de tempo que, quando o tempo sobra, nem sabemos o que fazer com ele. 

Desejo algumas decepções, pois acredito que elas nos tornam pessoas mais fortes. 

Desejo vários quilinhos a menos, mas alguns a mais também, afinal, nesse novo ano você terá a oportunidade de se acabar de comer naquele restaurante que você nunca tem dinheiro para ir, pode apostar. 

Desejo que você tenha a oportunidade de viajar para um lugar que nunca foi. 

Desejo que consiga realizar um sonho, não todos de uma vez, mas pelo menos um. Ah, mas não esqueça que, às vezes, nos realizamos ao ajudar alguém a realizar o seu próprio sonho, então, lembre de sempre ajudar quando for possível.

Enfim, desejo muitas coisas boas, e outras tantas ruins, até porque não haveria coisas boas se não houvesse coisas ruins, não é verdade?


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Um comentário:

Eduardo Loureiro Jr. disse...

Assim seja, Clara. :)
Sua crônica me fez lembrar de um poema de Alberto Caeiro / Fernando Pessoa:

Se eu pudesse trincar a terra toda
E sentir-lhe um paladar,
E se a terra fosse uma coisa para trincar
Seria mais feliz um momento...
Mas eu nem sempre quero ser feliz.
É preciso ser de vez em quando infeliz
Para se poder ser natural...

Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se.
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E que haja rochedos e erva...

O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja...