terça-feira, 19 de abril de 2016

PELA ATENÇÃO, OBRIGADA >> Clara Braga

Antes de começar essa crônica, eu queria agradecer as minhas professoras da alfabetização, sem elas eu não seria capaz de escrever essas crônicas. Quero agradecer em especial a Tia Luiza, que foi quem descobriu que eu era dislexa e me encaminhou para a fonoaudióloga, facilitando meu aprendizado.

E claro que não posso deixar as fonoaudiólogas de fora, por vezes me ajudavam até a fazer dever de casa. Foi uma fase complicada, mas fui bem assistida e por isso agradeço a essas pessoas.

Porém, se tive fonoaudiólogas e Tias Luizas foi porque meus pais sempre acompanharam meu desenvolvimento de perto. Sempre fizeram de tudo para que eu tivesse as melhores oportunidades e tiveram a maior paciência com as minhas dificuldades que me deixavam um tanto irritada.

Aliás, não posso deixar meu irmão de fora disso tudo, afinal, além dos meus pais era ele quem me aguentava perturbando a vida dele diariamente. E era ele que aguentava meus choros durante a noite também. Mas essa do choro eu nem me sinto tão culpada assim, afinal que criança não acordaria chorando ao olhar para a parede do quarto e dar de cara com um pôster da banda Kiss? Aos 7, 8 anos de idade aquilo era tão assustador quanto o Fofão na carreta furacão.

Bom, queria aproveitar para dizer que sou grata a todos os professores que fizeram parte da minha formação, e se vocês reclamavam para a minha mãe que eu era tagarela, estou pagando a minha língua. Hoje, também professora, sei o que é tentar dar aula para alunos tagarelas, e vou dizer, vocês foram todos muito pacientes, eu já tirei aluno de sala por motivos muito menores. Mas se passo por essas situações a culpa é toda minha, não foi por falta de aviso. Minha madrinha, para quem eu aproveito para mandar um beijo, me falou diversas vezes: você tem certeza que quer ser professora? Essa profissão não é fácil! E não é mesmo… por isso, aquele beijo grande e aquele abraço apertado para todos os meus colegas de profissão, que dividem sábados letivos comigo e pensam em maneiras delicadas de dizer para os pais que os filhos deles são os próprios capetinhas.

Mas, já que tocamos no assunto da conversa, se eu era tagarela, não posso deixar de mandar um beijo para as minhas colegas de sala, afinal ninguém conversa sozinho não é mesmo? Não conseguiria esse título se não fossem vocês, obrigada! Pena que a gente tenha perdido contato, mas vocês estão todas em minhas memórias e no meu Facebook.

Para terminar, não pretendia me alongar tanto, mas não posso deixar de mandar aquele beijo carinhoso para toda a minha família, para todos os meus amigos, pra todos os meus alunos, para todos os vendedores de churros que fazem meus dias mais felizes, para todos os diretores de cinema que criam filmes maravilhosos e contribuem com meu fim de semana, para a Dona Maria, que cuidou tão bem de mim quando pequena, para a dupla Sandy e Junior que fez a trilha sonora da minha infância e me ensinou que o que é imortal não morre no final, para o compositor da música Lua de Cristal, a primeira música de autoajuda que eu escutei, para as Spice Girls, que já ensinavam sobre feminismo antes mesmo de alguém falar em feminismo, aos Hanson, que veio fazer show no Brasil e me fizeram ficar de recuperação pela primeira vez na minha vida porque eu perdi a prova de biologia para ir ao show e, claro, um beijo especial para você, Xuxa, que depois desse domingo deve estar um pouco triste de não ter patenteado a ideia de mandar beijo para todos os membros da família.

Tendo dito isso, peço desculpas a você leitor, mas a crônica vai ficar para semana que vem já que os agradecimentos já ocuparam todo o espaço que me cabe, pela sua atenção, obrigada.

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2 comentários:

Analu Faria disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkk. Adorei!

Eduardo Loureiro Jr. disse...

Clara, você escreve cada vez melhor a cada crônica! Delícia de leitura. :)