Pular para o conteúdo principal

A MINHA PRIMEIRA VEZ >> Clara Braga

Lá estava eu, chegando em casa em um daqueles feriados parados que mais parecem dia de domingo. Sem ter muitas preocupações, sem muito no que pensar, resolvi sentar na frente do computador pra checar meus e-mails. Quando abri lá estava, bem ali mesmo na caixa de entrada a oportunidade de ter a minha primeira vez. Eu não ia precisar nem fazer muita coisa, bastaria apenas que eu aceitasse o convite e pronto, a data já estaria automaticamente marcada. É isso mesmo, a proposta pode até ter chegado de surpresa e me pego desprevenida, mas minha primeira vez teria data marcada.

Antes mesmo de responder, eu já tinha em mim a idéia fixa de que eu queria que acontecesse, mas é normal ter dúvidas nesses momentos. Será que estou realmente pronta? Será que sou madura o suficiente para assumir essa responsabilidade? Se eu aceitasse, teria que ter em mente que, depois da primeira vez, teria que repetir a dose semanalmente sem deixar ficar sem graça, sempre tentando coisas novas... Ah, e é bom deixar bem claro, pode ser viciante! Bom, só havia um jeito de saber se eu daria ou não conta do recado, eu teria que topar e estar pronta no dia certo!

Já na hora de responder ao e-mail, foi instantâneo: bateu aquele frio na barriga que dá quando a gente quer que algo novo nos aconteça, mas sente a pressão de querer causar uma boa impressão logo de cara, afinal a primeira impressão é a que fica. E foi com esse friozinho gostoso na barriga que eu respondi ao e-mail dizendo que sim, eu topava com certeza fazer parte desse grupo de cronistas que escrevem pro Crônica do Dia! Seria um prazer, literalmente!

Espero não fazer feio perto dessas pessoas que eu já vinha acompanhando de perto como seguidora do blog, e espero também que ler minhas crônicas seja tão prazeroso para vocês quanto é para mim escrevê-las. E pra terminar a minha estreia eu queria dizer que eu bem que tentei fugir do clichê, mas às vezes para fazer com que todos entendam o que eu estou querendo dizer, só mesmo um bom e velho clichê: A primeira vez a gente nunca esquece!

Comentários

Carla Dias disse…
Clara... Seja bem-vinda ao clube dos cronistas que estão sempre achando que é a primeira vez... Que é a última... Que a outra vez não foi tão boa assim... Que a próxima será fantástica... Bjs!
Seja bem-vinda, Clara!
Sam Green disse…
Adorei o texto. Vc é boa! Criativa!

P.S.: Pensei besteira com esse texto, mas foi gostoso! HAuhauaha.
albir disse…
Bem-vinda, Clara. Parabéns pelo texto de estreia. E não se preocupe com a angústia da primeira vez - ela agora é sua companheira.
fernanda disse…
Oi Clara!
Que bom que você está aqui e, agora, eu tenho alguém para partilhar a ansiedade do começo...rs
Beijos!
Clara Braga disse…
Oi gente!!
obrigada pelas boas vindas! Estou bem contente de estar nesse espaço com vocês!
Bom saber tb q não é o começo só pra mim! haha
Bjs
Anônimo disse…
adorei essa cronica; vc tem muitas ideias continue assim que vc chega lá.
cris disse…
ADOREI ENTRA NESSE BLOG
abraçosssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss.

Postagens mais visitadas deste blog

MÃE – A MINHA, A SUA, TODAS
[Debora Bottcher]

Pessoalmente, não gosto de escrever sobre ‘datas especiais’ porque sempre me pergunto quem foi que inventou esses ‘dias de’ e baseado em que. É que apesar de eventuais evidências, eu me recuso a crer que essa ‘mágica’ idéia resiste ao tempo, à modernidade, às novas gerações, fincada apenas no foco de atiçar as vendas do quase-sempre-em-crise mercado comercial – digo ‘quase’ porque todas as vezes que vou ao shopping, em qualquer dia da semana, assombro-me com o movimento constante. Daí não tenho certeza de entender bem a base dos números e imagino sempre que é porque as estimativas são ousadas e otimistas demais, muito acima do poder aquisitivo da população média.
Seja como for, se me proponho a abordar o tema do momento – o ‘Dia das Mães’ - prefiro direcioná-lo à figura materna diretamente, para quem, certamente, tal dia é apenas uma vírgula no traçado de sua (árdua) trajetória. Não sou Mãe – que fique claro; portanto, para dedilhar (vagamente) sobre elas, vou me basear na minha, nas m…

À DISTÂNCIA (Paula Pimenta)

E se quiser recordar daquele nosso namoro
Quando eu ia viajar você caía no choro Eu chorando pela estrada Mas o que eu posso fazer Trabalhar é minha sina Eu gosto mesmo é d'ocê...
(Vital Farias)

Quem nunca namorou de longe, não vai conseguir entender metade do que eu vou escrever nessa crônica, porque só quem já passou por essa experiência sabe o quanto ela é difícil. Mesmo assim vou tentar explicar, para todas as vezes que vocês se depararem com alguém reclamando da ausência do namorado, não começarem com as manjadas frases que não fazem nada pela pessoa solitária: “Ah, mas pelo menos quando vocês se encontram tudo é festa, nem tem tempo pra brigar.” Ou: “O tempo está passando rapidinho, logo o próximo feriado chega.” Ou ainda: “É bom que no período que ele está longe você pode curtir com os amigos.”

Só quem namora à distância sabe o quanto essas frases são mentirosas. O tempo não está passando rapidinho, pode até passar pra quem está com o namorado do lado, podendo ir com ele ao cinema …

EU ESTOU BEM >> Sergio Geia

Digamos que foi um susto. No último dia 11, eu voltava de Jacareí sentido Taubaté, seguia o fluxo normalmente quando no km 156 da Via Dutra, bem em frente ao posto de guarda, em São José dos Campos, os carros à minha frente — como em Blecaute, de Marcelo Rubens Paiva —, simplesmente congelaram. De 80 km, naquele trecho, para zero, em fração de segundo. Não tive tempo de rezar (ah, como eu queria!), nem sequer olhar pelo retrovisor, descobrir se havia ou não uma carreta atrás de mim. Quando a ficha caiu, pisei fundo no freio, consegui não atingir o veículo à minha frente, mas, também, só por outra fração de segundo. De repente, uma sensação esquisita: eu senti a estocada, os objetos que estavam em cima do banco do carona voaram, logo meu veículo era arrastado até atingir o da frente.

Desci. Os motoristas dos outros quatro carros desceram, todos confusos, querendo entender. Os três primeiros carros, incluindo o meu, pequenos danos materiais, levíssimos diante do susto. O penúltimo e o …