domingo, 6 de janeiro de 2008

TRÊS REIS >> Eduardo Loureiro Jr.

Eram três. Assim como os mosqueteiros, os porquinhos, os patetas, os Metralha, os Karamazov, os segredos de Fátima, as Marias, as graças, as caravelas e os poderes. Aventura de união na diversidade.

Eram reis. Cada qual com sua cor, em sua distância, com sua língua, em seus domínios, com suas roupas, em seus limites, com seu povo, em seus tesouros. Reis sem rei.

Eram magos. No passado, as escrituras que lhes diziam que chegaria o tempo do nascimento do Rei. No presente, a estrela que lhes indicava que o Rei já havia nascido. No futuro, o sonho que lhes alertava para não alardear o Seu nascimento. Sutis artimanhas do tempo.

Eram presentes. Mirra para o Profeta e para o corpo. Incenso para o Sacerdote e para o recinto. Ouro para o Rei e para o exílio. Reconhecimento e provisão.

Eram três, pois assim eram José Pai, Jesus Filho e Maria Espírito Santo. Eram reis, pois Ele teria poder sobre todas as coisas. Eram magos, pois Ele faria milagres. Eram presentes, pois Ele ainda era uma criança.

Os três reis magos e seus doze dias de caminhada da estrela ao presépio. Especula-se o que veio antes. Desdenha-se o que veio depois. Restaram a história e os presentes.

E quem é presente é mago. É rei. E é três.

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3 comentários:

Debora Bottcher disse...

Lindo, Eduardo... Conseguiste explicar a História inteira da 'criança prometida' em breves e delicadas palavras... Encantada...
Um beijo.

Inês disse...

Já lhe disse alguma vez que você é D+?

Beijo

Monca disse...

Tudo muito lindo! A crônica, o desenho, a história recontada!
Bj,
Tia Monca