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SEGUIMOS CONFINADOS >> Clara Braga

Quando toda essa situação de isolamento começou, minha maior preocupação era: como vou explicar para uma criança de 2 anos, que desce pro parquinho ou pra jogar bola praticamente todo dia, que ele não pode mais sair por tempo indeterminado? Como explicar o que é uma coisa que a gente não vê?

A situação por si só já nos deixa apreensivos, imaginar a criança ficando doida em casa, querendo sair e não entendendo nada, me deixava ainda mais ansiosa.

Eis que começou o primeiro dia de confinamento. Primeiro pedido do dia: quero ir pro parquinho! Respirei fundo e comecei a explicação, falei de forma bem simples o que era um vírus e o levei até a janela para mostrar que, por um tempo, é assim que as ruas vão ficar. 

Essa situação se repetiu uns três dias. No primeiro teve bastante choro, no segundo só irritação e no terceiro descobrimos um episódio de Pocoyo - o atual desenho predileto dele - que fala sobre vírus. Ele assistiu, perguntou se era isso que estava acontecendo e pareceu aceitar que é isso, o mundo está dodói e a gente precisa ficar um tempo em casa.

Já inventamos milhares de brincadeiras, as vezes ele pergunta se ainda tem vírus lá fora, quando explicamos que sim, ele logo arruma outra coisa para fazer. Claro que ainda é cedo para gritar vitória, pelo visto temos um longo caminho pela frente. Se é difícil para os adultos, imagino como vai ser para as crianças. 

Mas percebi que eu subestimei a compreensão dele, crianças são capazes de entender absolutamente tudo, depende da forma que explicamos. Difícil mesmo é explicar para alguns adultos, talvez seja a hora de todo mundo assistir menos jornal e mais Pocoyo, é mais didático!

Comentários

Cristiana Moura disse…
Clara, Pocouo tem também tem feito partes das nossas vidas por aqui com o pequeno neto de quase 3 anos. E tem O GRANDE PODEROSO BHEEM - acho que é assim que escreve. Sim, eles compreendem Nosso pequeno, já passado pra mais de mês dentro de casa, mesmo entendendo tem se irritado um pouco mais, por vezes mais manhoso. De qualquer forma : "Menos jornal e mais Pocoyo" é perfeito!