Pular para o conteúdo principal

MEU CARNAVAL É HOJE >> Clara Braga

Carnaval acabou e eu acompanhei tudo daquele jeito bem especial que todo mundo sabe: pelas redes sociais no sofá da minha casa! Mas depois que a gente vira mãe, nossa percepção sobre muitas coisas muda, nosso foco é outro.

Nesse carnaval, observei um movimento muito grande de mães que questionavam porque quando seus maridos saem e encontram os amigos, as pessoas perguntam coisas aleatórias sobre a vida do cara e quando uma mãe sai sozinha ou com as amigas, precisa responder milhões de vezes onde está a criança!

O problema real não é a curiosidade de saber onde e como está o filho da pessoa, o problema é que essa pergunta normalmente é feita com entonação de julgamento: como assim você está com tempo livre e não se dedicou exclusivamente ao seu filho?

E como se não pudesse ficar pior, o mundo materno é mesmo cheio de culpa, então muitas mães acabam se sentindo mal, como se não tivessem o direito de ter momentos para fazerem o que quiserem!

Eu sou do time das culpada! Qualquer coisa que eu vá fazer já fico logo achando que meu filho vai ficar triste comigo porque não fiquei brincando com ele! Justamente por isso, a crônica de hoje é para a galera de Brasília que hoje a noite vai estar no show do Maroon 5: sim, eu vou ao show! Não, eu não esqueci que tenho filho, ele estará sendo muito bem cuidado pelo pai! E, por último, se me encontrar e quiser perguntar sobre ele, pode perguntar, mas nada de comentários maldosos! 

Uma mãe não precisa desistir da sua vida social e das coisas que gosta de fazer, uma mãe precisa de rede de apoio!

Comentários

Sandra Modesto disse…
Sororidade. Fundamental.
Zoraya Cesar disse…
Falou tudo e falou bem!
Nadia Coldebella disse…
Texto muito pertinente.
É como eu sempre digo, é difícil ser gente nesse mundo. Ainda mais gente-mãe.
Acho que nós, mães-mulheres, que exigimos um mundo igualitário, devíamos lutar também por um mundo entenda que amor de pai é igual amor de mãe. Mais pai, mais divisão de tarefas, menos culpa.
Não adianta termos as mesmas oportunidades com o triplo de sobrecarga. Senão vai continuar sendo difícil ser gente.