quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

AS GIRLS SE DIVERTIRAM! >> Carla Dias >>

Natal de 1987...

Depois de anos participando de amigo secreto e ganhando cozinha de brinquedo, boneca, joguinhos, batom, fitas para os cabelos, camiseta e etc, eu já estava velha o suficiente para um presente diferente: um disco.

Eu insistia em espalhar a palavra: meu amigo secreto querido, por favor, um Long Play é o que quero, e assim segui, durante o mês que antecedeu o Natal deste ano: fazendo campanha para o presente perfeito.

O disco era o True Colors, da Cyndi Lauper. Eu escutara na rádio uma das músicas, e não era o hit que dá nome ao disco, mas sim Calm Inside The Storm. Apaixonei-me pela música, apesar de não entender nadinha do que ela dizia, a voz dela me encantou. Enfim, tornei-me fã, antes de concordar que as Girls Just Want to Have Fun.

Ontem, eu fui à casa de shows Via Funchal, aqui em São Paulo, para assistir ao show da Cyndi Lauper. “Borboletas no estômago”, porque, cada vez mais, tenho por certo que as músicas que trazemos no playlist da nossa alma têm sim a função de cuidar das nossas memórias. Na noite de ontem, veio-me, claramente, a alegria que senti, no Natal de 1987, quando meu pedido foi atendido e eu ganhei o meu Long Play tão desejado.

A emoção de ver um dos seus ídolos subir ao palco é sempre das mais fortes. Quando Cyndi Lauper apareceu, não como a colorida moça esboçada na capa de seu segundo disco, She’s So Unusual (1983), mas nem por isso menos exótica, a casa foi abaixo! E aposto que não fui a única a se sentir uma pessoa de sorte por estar ali, compartilhando da música de tão inspirada compositora, intérprete de primeira, uma artista com o domínio do palco, como poucas.

Cyndi Lauper lançou, no ano passado, o Memphis Blues, disco de trabalho e do qual as canções fazem parte do repertório do show da turnê da artista. Aliás, ela realmente tem o Blues! As interpretações de Cyndi para os clássicos são de arrepiar. Entre elas, a que mais me marcou, durante o show, foi Crossroads, de Robert Johnson. Em fato, a versão Blues de Cyndi Lauper é extremamente interessante e agradou muito ao público. E a banda tem crédito nessa sonoridade, e entre eles, estava a percussionista brasileira Lan Lan Moreira.


Crossroads (Robert Johnson)

Alguns momentos foram inusitados, como quando Cyndi desceu do palco e cantou em meio ao público, que, enlouquecido, tirava fotos, cantava junto, não acreditando naquela proximidade. Isso aconteceu mais uma vez, durante o show.

Obviamente, não faltaram as clássicas canções, entre elas She Bop, All Through The Night, Change of Heart, Time After Time, Iko, Iko e a top Girls Just Want To Have Fun. E eu não sei sobre os boys, mas as girls se divertiram, e muito!

Para fechar a noite, uma versão intimista de True Colors, com a percussionista Lan Lan ao pandeiro.

Enfim, um show inesquecível. Só me resta agradecer a Aninha pelo convite, pelo de Natal, em fevereiro. E a Rubia e a Daniela, pela companhia.


Daniela, Aninha, Rubia e eu.

carladias.com



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7 comentários:

Aninha Apolinário disse...

Antes de tudo temos que agradecer a minha amiga Ju Almeida e a Sueli, amiga dela, que conseguiram os convites, rolou uma sinergia puramente musical ;)
O seu texto ficou maravilhosoooo, parabéns !!! E com certeza as girls se divertiram muito! A Lan Lan mandou muito bem também, dá-lhe percussão, bjs ;)

fernanda disse...

Pôxa, Carla, pode sentir inveja? Naquele natal eu tinha 4 anos e acho que ganhei alguma coisa da Xuxa. Mas que bom que tem coisas que perduram e eu tive a oportunidade de conhecer Cyndi Lauper mais tarde. True Colors, com Lan Lan na percussão? Só me resta torcer pra alguém ter a bondade de colocar no Youtube...rs
Bjos!

Marilza disse...

Ainda hoje uma amiga e eu comentamos o quanto uma música marca a vida da gente. Parece algo tatuado, que nao sai, e cada x que ouvimos algo q nos tocou, tudo volta, intensamente.
Imagino a sua emoção depois de tanto tempo, por tudo. Pela música, pelo ídolo, por reviver um momento só seu. Que legal....

albir disse...

É verdade, Carla, o resgate de certos momentos pela música é tão intenso que a sensação chega a ser física.

Eduardo Loureiro Jr. disse...

Essa também tocou demais no meu coração. :)

Juliana disse...

Ia falar a mesma coisa que a Ferdi: pode invejar???

Queria muito, muito ter ido, mas a pobreza do bolso não permitiu!rs

Quem sabe um dia? Realmente deve ter sido um momento único!

Ah, que eu não ia chorar!rs

Adorei!

Carla Dias disse...

Aninha... Agradecimentos bem depois do presente, mas sinceros, a Ju Almeida e a Sueli. E meu texto só ficou como ficou porque você me deu a oportunidade de passar por essa experiência! Obrigada!

Fernanda... Eu que fiquei com inveja de ter 4 anos naquele Natal... rs. E colocaram no youtube, olha só: http://youtu.be/xY31j-u-PTI. Não está cinemax, mas dá pra ter uma ideia.
Beijos!

Marilza... Música não é apenas trilha sonora no cinema, mas na vida da gente também, não? Minha emoção foi das boas, sim, e das que inquietam, afinal, o tempo passou, eu sou uma variação de quem era, mas a música, bom, essa é a mesma. E tem o mesmo poder de fogo.

Albir... Sim, ela chega a ser física. Por isso que é bom : )

Eduardo... Ah, esses corações tocados demais : )

Juliana... Pode invejar, mas vou torcer para que você possa assistir a um show dela, e em breve. Foi um momento único, daqueles que a gente guarda na alma, sabe?