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CRÔNICA DE QUE NÃO LEMBREI INTEIRO
>> Eduardo Loureiro Jr.


Quando a Terra era pequena, quase nada, quando ainda estava na barriga, alguém lhe deu um forte abraço e ela ficou — nos pólos — achatada.

...

Cresci juntando um tesouro: deveres de casa velozes, leitura dinâmica, frases curtas, longos longos silêncios... ... ... Meu tesouro de tempo.

...

Maturidade é fruta madura no pé, não está ali pra se exibir — bonita — mas pra se comer.

...

Quando a gente já tem muito, não pode mais se dar ao luxo de só receber.

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Neste mundo, onde tudo é pra ser visto, quanto mais me vejo eu, mais cego eu me sinto.

...

Tesouro agora é brilho de olhar.

Comentários

Eduardo, estou voltando à ativa: Primeira a comentar novamente. :)
Que sequência linda! Eu li de cima para baixo, de baixo para cima, direita para esquerda, vice-versa, de viés e só fui descobrindo mais grandiosas e perfeitas crônicas em cada um desses grandes textos. :)
Marisa, para uma boa leitora, meia crônica basta. ;)
Letti disse…
Hm.
Vou ali saborear maturidades e já volto. :)
beijo!
Carla Dias disse…
As reticências me agradam...
Vá lá, mas volte, madura bonita. :)

Mas claro, Carla! Você é pura reticência. :)
Cristiane disse…
"Tesouro agora é brilho de olhar". Sempre o foi para mim, acrescido do brilho da lua, das estrelas.

Lindo isto!
Cristiane, esse também é meu trecho preferido. Aliás, não conta pra ninguém, mas a crônica todinha foi só um pretexto pra colocar a frase. Não ficava bem colocar ela sozinha, né? :)