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GOLPES >> Paulo Meireles Barguil

Eles podem ser leais ou não. 


A diferença reside no respeito às regras, sejam elas explícitas ou não. 


Há quem diga que a serpente tentou aplicar um no Paraíso, quando prometeu a Eva algo que essa não tinha acesso. Essa primeira tentativa não foi bem sucedida, pelo menos para ela e Adão, que foram expulsos da morada perfeita.


Nos esportes de luta corporal, existem os de defesa e de ataque, sendo responsabilidade do juiz decidir a validade ou não dos mesmos, bem como aplicar a penalidade em caso de transgressão de algum dos oponentes.


Nos mundos acadêmico e jurídico, eles costumam ser cuidadosamente planejados, com a progressiva implementação das etapas, até o alcance do objetivo final.


Na política, tal qual os dois anteriores, existe um projeto vinculado a uma meta: assumir uma posição, que não é acessível respeitando a Ética. A força pode ser utilizada, embora essa escancare a ação, motivo pelo qual costuma ser evitada para manter a dissimulação. 


No sexo, eles são múltiplos: o da Cinderela, quando alguém coloca uma substância na bebida da outra pessoa para que essa, após ingeri-la, durma e seja furtada; o da promessa de casamento em troca do coito; ...


O que dizer dos financeiros, quando alguém promete retornos mirabolantes em pouco tempo para quantias investidas ou quando um produto é anunciado com um preço abaixo do mercado?


Poderia falar dos de marketing ou de tantos outros, mas não pretendo escrever um Tratado!


Com o advento e a expansão das tecnologias digitais, precisamos, continuamente, nos desviar de distintas estratagemas, as quais variam em grau de complexidade e de criatividade. 


Ainda bem que há, também, o golpe de sorte, quando uma pessoa é agraciada com algo agradável sem que nada ou pouco tenha feito para recebê-lo. 


Essa crônica é um exemplo dele.

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