Pular para o conteúdo principal

A INTERSEÇÃO ENTRE MÚSICA E PESSOAS (LEVES) >> Mariana Scherma

Imagem: Divulgação

Eu sou uma hard user de comédias românticas. Assisto a todas e depois (re)assisto - ainda mais se tiver Julia Roberts ou Sandra Bullock no elenco. Nessas de rever, fui assistir pela 1008º vez A Lot Like Love, ou De Repente É Amor, com Ashton Kutcher e Amanda Peet. O filme é bom na história e na trilha sonora. E toda vez que vejo, capto algum detalhe que não tinha notado antes. Dessa última vez, o filme me deu uma lição de vida em uma cena. E acho justíssimo dividir boas lições com todo mundo. 

O que você faz quando algo incomoda? Reclama com as pessoas, fica falando sem parar de algo que não tem muito mais o que fazer? Fica todo trabalhado/a no estresse? Lota o espaço ao seu redor de péssimas energias, inclusive? Eu reclamo. Reclamo bastante, mas também logo depois viro a página e me arrependo de ter enchido a paciência de alguém (porque normalmente a gente reclama para as pessoas mais de perto, mais queridas). Depois de reclamar, já libero o momento de fazer piada com os problemas.Se não der pra rir, não vale a pena.

A cena do filme que me marcou é quando os personagens de Ashton e Amanda estão em um carro indo pra um lugar qualquer, bem fugindo dos problemas mesmo. Oliver (Ashton) está reclamando da ex que largou ele. Oliver e Emily (Amanda) são “amigos” que se pegam, principalmente quando tomam fora dos seus respectivos pares. E, quando ele está no ápice da reclamação, é que a mágica acontece… Emily sobe o som da música e começa a cantar alto. É quando Oliver-Ashton se toca de que ele está estragando um momento incrível e começa a cantar junto. Simples, mas cheio de poesia. 

É esse o vídeo!



Quantas vezes nós não estragamos momentos reclamando de algo que daqui a dois dias ou uma semana vão perder a importância? Eu já perdi as contas. E quantas vezes não deixamos de viver um momento preocupados com o que passou ou o que virá? O momento presente é tão raro e frágil que a gente quase sempre passa por cima dele com nossas neuras. Até porque reclamar é um hábito vazio, não traz nada de bom, muito menos resolve as questões. Quanto mais reclamamos de algo, mais a gente dá moral para o que é negativo. Não, né? 

Por isso eu amo música e pessoas leves, que sabem rir e dar a volta por cima. Quando você ouve música, você vive o presente. Você meio que se conecta com o que está fazendo e para de reclamar. Só vive. Mesma coisa com pessoas leves/divertidas/palhaças. Tomar um café com esse tipo de pessoa pode salvar sua semana ou seu dia. E, na maior parte do tempo, a gente só precisa de uma injeção de ânimo pra seguir em frente, reclamando bem menos.

Comentários

sergio geia disse…
Ah, Mariana, há tantos filmes bacanas que ficam pra trás. Que delícia de cena; que delícia de crônica.
Mariana Scherma disse…
Ah, obrigada, Sérgio!
Cristiana Moura disse…
Mariana, que crônica gostosa! fui lendo e pensando nas reclamações minhas com o mundo. Sem precisar de muito, as que fiz hoje mesmo com uma colega que, há pouco, trabalhava comigo em casa. A medida que fui lendo seu texto foi como se reclamações fosse matéria sólida em movimento de saída do meu corpo. Uau! Reclamação corpo-a-fora dá espaço para gratidão! Que lindo te ler!
Mariana Scherma disse…
Cristina, muito grata pelas palavras. O exercício de medir as reclamações é diário, né?