quarta-feira, 13 de julho de 2016

DIA DO ROCK >> Carla Dias >>

Hoje celebramos um merecedor de celebrações, o bom e velho Rock. Conheço algumas pessoas que se dizem avessas a ele, mas que já citaram, em alguma situação em que insinuaram gostar mais do que desgostar de algo, It’s only rock’n roll but I like it.

A primeira banda da qual participei era bem rock and roll. Aos meus companheiros de jornada, devo o mergulho para o conhecimento do gênero, que eles me apresentaram uma série de gente boa da música. Lembro-me de passar horas no quarto, escutando os discos que eles me emprestaram, tentando compreender o motivo de tanta fascinação. Veja bem, escutar Hocus Pocus, da banda holandesa de rock progressivo Focus, pela primeira vez, foi um atiçador de sentidos.

Havia, ainda, o repertório que fui conhecendo ao ter de tocá-lo. Made in Brazil, Casa das Máquinas, Rolling Stones, Little Richard e por aí vai. Aquela banda foi uma escola para mim, não apenas como instrumentista, mas como ser humano aberto às descobertas musicais.

Uma das histórias que mais me marcaram, em tempos de banda e rock and roll, foi de um evento no qual tocamos. Um amigo dos meninos arrumou esse show que contaria com apresentações de várias bandas. Nós decidimos participar, mas não tínhamos ideia do que encontraríamos. Veja bem, éramos uma banda de rock and roll, bem na boa, e entramos nesse lugar repleto de punks. Quando olhamos ao redor, pensamos que não daria certo.

A grande questão, naquela época, é que havia uma séria rixa entre punks e roqueiros. Sentimos um pouco o peso dessa rixa ao entrarmos naquele lugar. Pensamos em não tocar, mas o amigo dos meninos, um cara muito bacana, nos convenceu de que estava tudo certo, apesar dos olhares punks sobre nós.

Subimos ao palco certos de que seria bem complicado, mas nos surpreendemos. Eles não apenas gostaram, mas também foram muito gentis conosco, depois de perceberem que, para nós, aquela rixa não fazia sentido, e que só queríamos tocar rock and roll.

Eu não sei o que para você significa o Rock. Para mim, significa a descoberta da liberdade de ser e a abertura para conhecer. Sempre duvido de quem torce o nariz para ele. Normalmente, cinco minutos depois a pessoa já entregou de que gosta sim de rock, só não o chama pelo nome. Sabe como? Acontece o mesmo com a poesia... A pessoa diz que não gosta de jeito nenhum, mas então comenta uma citação linda que leu em um muro da cidade, em uma postagem em rede social, ou que escutou alguém dizer.

Sim, é apenas rock and roll. Sim, eu gosto. Ok, não é apenas. É preciso compreender que o Rock é mais do que música. É um universo de sons e comportamentos. É uma manifestação musical e cultural. Mas como não sou especialista no assunto — e conheço muitos especialistas no assunto —, decidi escrever sobre o que realmente conheço: o meu gostar do Rock.

Um ótima celebração para nós!




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4 comentários:

Eduardo Loureiro Jr. disse...

Carla, fui ouvir o Hocus Pocus. Que viagem! Muito legal. :)

André Luiz Ferrer Domenciano disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
André Luiz Ferrer Domenciano disse...

O universo da música é infinito. Adoro garimpar raridades no YouTube (aliás, a única coisa do YouTube capaz de me atrair). Melhor, ainda, quando me deparo com uma tutora cheia de pistas e dicas surpreendentes. É o lado bom das redes. Vou pesquisar. Sensacional!

Carla Dias disse...

Não é demais, Eduardo? Nunca vou me esquecer desse momento. :)

O universo da música é fantástico mesmo, André. Também gosto de garimpar raridades e novidades no YouTube. Tem muita gente boa por aí.