quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

MAIS INDICAÇÕES DE FILMES >> Carla Dias >>

Quando se trata de cinema, sou bem democrática. Obviamente, há categorias que não me agradam, mas é questão de gosto, não significa que geram somente filmes ruins.

Há muitos filmes sendo produzidos. Assim como na música e na literatura, há uma demanda enorme de obras disponíveis. Em meio a tantas opções, às vezes é difícil de se escolher.

Vou citar cinco filmes que assisti e achei muito interessantes. Filmes para pensar, refletir mesmo, ainda que os temas pareçam óbvios.



Conectar-se ao outro em tempos da falsa sensação de que #estamostodoshiperconectados, tornou-se um desafio. Apesar de estarmos cientes disso, Os Desconectados (Disconnect/2012) conseguiu tocar no assunto de uma forma tão profunda, que não há como ser indiferente à narrativa e aos personagens.

A trama entrelaça histórias de pessoas que utilizam a tecnologia de forma a afastá-las da realidade, assim como para atacar outros. Vida exposta online, roubo de dados, bullyng virtual, está tudo lá, mas colocado de forma tão crua, valendo-se de histórias poderosas, que há momentos em que me peguei questionando como podemos nos permitir estar tão alheios a nós mesmos.

Os Desconectados é filme para se assistir com o questionamento aguçado. De tudo sobre o tema que já assisti (confiram a série Black Mirror!), esse filme é dos mais angustiantes e que mais se aproxima da nossa condição de deslumbrados e guiados pela tecnologia, do quão poderosa pode ser essa ferramenta, para o bem e também para o mal.





Não gostei muito do filme de Adam Sandler e Drew Barrymore, Como Se Fosse A Primeira Vez (50 First Dates/2004), que fala sobre um homem que se apaixona por uma mulher que sofre de perda de memória recente, fazendo com que ele tenha de conquista-la diariamente.

Como Não Esquecer Essa Garota (Remember Sunday/2013) é um filme que foi direto para a tevê. Trata do mesmo assunto, mas de uma forma muito mais interessante do que o filme estrelado por Sandler e Barrymore. O filme não é comédia, mas impossível não haver momentos hilários mediante a confusão de quem lida com alguém que sofre de perda de memória recente, mas sem saber do problema.

Gus (Zachary Levy) conhece Molly (Alexis Bledel). Eles se dão bem de imediato, mas a solitária Molly não entende muito bem o que se passa com Gus, quem sofre de perda de memória recente e reluta em contar a Molly, utilizando um método criado pela irmã para “lembrar-se” do que aconteceu ontem.

As sutilezas pontuam e enriquecem a trama. A princípio, o espectador pode se perceber à espera de um filme com seus clichês, ainda que mediante ao inusitado. Porém, aos poucos, ele se vê envolvido em uma trama mais profunda, que o conduz a uma viagem interior sobre até onde ele iria, o que ele suportaria em nome do amor.





Conquistas Perigosas (The Necessary Death Of Charlie Countryman/2013) é um filme peculiar. Ele faz uma conexão entre o imaginário inspirado por uma grande perda, neste caso, Charlie Countryman (Shia Lebeouf) perde sua mãe, e a realidade da violência alimentada por gangues.

Após a mãe morrer, Countryman se vê sozinho no mundo. É o espírito de sua mãe que sugere que ele vá embora, que vá para Bucareste, na Romênia. Durante essa jornada, ele conhece Gabi Ibanescu (Evan Rachel Wood), uma jovem pela qual se sente atraído de imediato. Os encontros entre eles são pontuados pela presença marcante do ex da moça, Nigel (Mads Mikkelsen).

Trata-se de um filme com uma boa história e grandes atores no comando. Mikkelsen é um ator e tanto, e apesar de não protagonizar a trama, ganhou toda minha admiração interpretando Nigel.





Quando um amigo me indicou Locke (Locke/2013), demorei a assisti-lo. Não por algum motivo específico. Havia outros filmes na lista de espera.

Uma das coisas mais interessantes sobre as indicações é que tudo pode acontecer. Neste caso, fiquei pasma ao ver que um filme que tem como cenário um carro, do qual um personagem – Ivan Locke (Tom Hardy) – não sai, durante 90 minutos, e toda a trama acontece por meio de telefonemas, prendeu-me do início ao fim. Claro, Tom Hardy fez o trabalho direitinho, porque atuou dirigindo o tempo todo e passou o recado. E atuou lindamente. Enfim, Locke é um daqueles filmes que provam que é possível contar uma boa história em qualquer situação, principalmente com um bom roteiro e um talentoso ator.





Simplesmente Acontece (Love, Rosie/2014) é sim um filme sobre o amor. O interessante sobre essa história é que ela ilustra como ao deduzirmos, e seguirmos o rumo apontado por essas deduções, podemos nos afastar do que realmente importa, e perdermos um tempo valioso longe de quem amamos.

Rosie (Lily Colins) e Alex (Sam Claflin) são amigos desde a infância. Confidentes, dividem um com o outro as suas experiências de vida. Apesar de ser clara a atração entre eles, ambos optam por manter a amizade. Durante o filme, os romances e desapontamentos de ambos os afastam, colocando a intocável amizade em apuros, e levando-os a cultivar certos segredos. Mas cada etapa sempre os leva para o mesmo lugar.



Bom filme pra vocês!



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2 comentários:

Eduardo Loureiro Jr. disse...

E tudo no Netflix? Maravilha! :)

Carla Dias disse...

Eduardo... Tudinho no Netflix. :)