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REALIDADE NA TELINHA >> Carla Dias >>


Sim, eu assisto a alguns reality shows, principalmente os que envolvem música e o Chef Gordon Ramsay. 

Atualmente, ando meio viciada em um sobre pessoas que vão comprar o primeiro imóvel, Property Virgins. Já percebi que nem todos os episódios são recentes, mas isso realmente não importa, porque é muito, mas muito interessante saber o que as pessoas procuram no seu primeiro lar oficial. Mais interessante ainda é ver a apresentadora do programa, a corretora de imóveis Sandra Rinomato - que infelizmente deixou o programa neste ano, mas em breve voltará com um novo em folha - tentando explicar aos futuros proprietários que a casa dos sonhos nem sempre é a primeira casa que o dinheiro deles pode comprar.


Um bom reality show tem de tratar do que se propõe: a realidade. Não me agrada simplesmente observar pessoas confinadas em uma mesma casa, tentando parecer descolados, até não aguentarem a pressão. É muito mais interessante quando há um tema e nem sempre é necessário que haja uma disputa. Extreme Makeover Home Edition, liderado pelo elétrico Ty Pennington, é um exemplo clássico de se fazer um reality show no qual os patrocinadores ganham seu espaço sem roubar o dos beneficiados pelo programa, porque não há nada mais chato do que logomarcas tendo mais destaque que a história sendo contada.


Os programas culinários muito me agradam e em nada beneficiam minhas habilidades na cozinha. Não é a comida que me fascina, mas o formato dos programas. Dinner Impossible se molda com um quê de missão impossível. O Chef Robert Irvine recebe a missão de cozinhar de acordo com o local onde deverá servir o jantar. Há de tudo... Criar pratos que enganem aos olhos, com formato de um e gosto de outro, surpreendendo os convidados e por aí vai. A grande sacada é o tempo que ele tem para fazer isso e as limitações impostas pelo ambiente no qual se encontra. É tenso e divertido vê-lo derrubar os obstáculos e servir um bom jantar. 


Em Kitchen Nightmares, o Chef Gordon Ramsay se propõe a levantar restaurantes que estão à beira da falência. Mais uma vez, a comida é o de menos para o espectador, apesar de ser essencial ao restaurante. O Chef Ramsay não é nada delicado ao abordar os problemas, e isso é bom de se ver, porque é verdade que nem sempre a pessoa que vai lhe ajudar tem de ser cuidadosa ao dizer a verdade. às vezes, é preciso escancarar com ela para que se enxergue o problema. Neste programa, aprende-se a gerir um restaurante, mas no processo, o Chef Ramsay acaba cutucando o chefe da tribo. É muito complicado para um dono de um restaurante compreender que está fazendo tudo errado. E na maioria das vezes, isso é fato.  E não posso deixar de mencionar o espetacular documentário que foi ao ar entre 2010 e 2011, o Gordon’s Great Escape, que mostra o Chef em diversos países em busca da verdadeira comida local. Ele deseja aprender a cozinhá-la, conhecer os seus temperos e acaba em uma verdadeira jornada cultural.


Um bom reality show de música se faz com grandes artistas. American Idol sempre esteve no top da lista de programa com ótimos intérpretes nos finais de temporadas. Ano passado, mais um programa com o mesmo perfil estreou nos Estados Unidos, o The X Factor. Ambos os programas buscam por um intérprete capaz de impressionar o público e emplacar hits, mas uma boa performance, habilidades como instrumentista e como compositor também pesam na balança. Já o também estreante em 2011 The Voice busca, como o nome já diz, pela voz. Recentemente, o Brasil estreou com a versão nacional de The Voice. Ídolos, versão brasileira de American Idol, estreou em 2006.

Para mim, o principal fator para não me encher com reality show mambembe é saber o que realmente nele não me interessa. E não me interessa assistir a programas que promovam indivíduos que nada têm a dizer, que não respeitem os participantes. Obviamente que sei que eles giram em torno de seus patrocinadores, mas como eu já disse, há como promover marcas sem desabonar o participante.

Ok... Vou ali ver o Gordon Ramsay botar ordem na cozinha.

carladias.com

Comentários

Zoraya disse…
Carla, eu bem queria ver o Gordon Ramsey colocar ordem na MINHA cozinha Mas, se ele nao puder, eu aceito (e até prefiro) o Raylan...
Carla Dias disse…
Espera um pouco... Raylan é bem-vindo em qualquer cômodo da casa, mas certamente para bagunçar a ordem. Eu também tô dentro se ele quiser bagunçar a minha ordem...

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