terça-feira, 7 de agosto de 2012

VAMOS INVESTIR NOS PSICÓLOGOS!
>> Clara Braga

Eu sei que as olimpíadas ainda não terminaram, mas vamos pensar longe. Daqui até as próximas olimpíadas, nós temos 4 anos, e isso é tempo mais que suficiente para nos prepararmos.

Os atletas vão se preparar acertando as coisas que deram errado nessa olimpíada, vão treinar bastante enquanto outros vão se aposentar, já deram tudo que podiam. E nós vamos nos preparar psicologicamente para recebermos as olimpíadas aqui no Brasil. Alguns vão se preparar apenas para torcer, mas outros vão se preparar para trabalhar — parece que muitos empregos serão gerados...

Eu acho que, diante dos resultados dessas olimpíadas, nós devíamos pensar em investir mesmo nesses novos empregos. Investir em preparar pessoas para falar diversas línguas, inclusive libras, preparar as pessoas para dar informações nos aeroportos, preparar os hotéis e assim por diante. Mas confesso que acho que tem uma profissão na qual deveríamos investir com força: nos psicólogos.

Não que eu ache que vai ser tudo tão conturbado e complicado que todos vamos precisar de psicólogos para passar por essa fase. De fato, acho que vai ser uma confusão, no bom sentido (ou não), mas quem realmente precisa de psicólogos são os atletas brasileiros.

Vamos analisar algumas performances. A equipe feminina de futebol sempre começa jogando muito, surpreendendo todo mundo, mas quando chega a fase em que não se pode mais perder parece que elas se sentem pressionadas. Mesmo jogando melhor que o outro time, elas perdem e voltam para casa. Vai dizer que não é um caso dos bons para um psicólogo?

A ginástica também é um caso complicado. Parece que só ganha quando ninguém tem expectativa nenhuma em relação a algum ginasta. Diego Hypólito é um caso seriíssimo! Falou que são as olimpíadas e parece que ele se treme todo e pronto, vai pro chão. Sei que a pressão de estar em uma olimpíada deve ser grande, mas gente, se ele passar 4 anos treinando e também se tratando com um psicólogo, acho que ele consegue ficar em pé. E, se possível, seria bom passar essa dica para a irmã dele também.

Mas a pior desse ano foi a história do vento de Fabiana Murer. Alguém lá no céu não foi muito com a cara dela e só na hora em que ela foi pular mandou um vento muito doido? Confesso que não entendi...

Bom, mas sem querer ser crítica demais, acho realmente que vale a pena investir em um psicólogo, afinal não deve ser fácil esperar por algo durante 4 anos e ser impedido de chegar ao seu objetivo por causa do vento...

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3 comentários:

albir disse...

Clara,
que beleza de crônica!

Bruno Velazques disse...

Discordo da crônica.
Precisamos é apoiar mais os atletas! No Brasil, há pouco apoio às várias modalidades esportivas, e depois tanta cobrança!? Falta incentivo, estrutura,reconhecimento aos atletas! Se eles não estão acostumados a competições de ponta, não chegarão despreparados na competição mais disputada de todas??? Basta ver que a evolução da China é graças aos investimentos na melhoria da prática esportiva, e não na contratação de bons psicólogos!! E mesmo assim, às vezes o favorito perde, pq a disputa olímpica é muito acirrada mesmo! Vejo aí o astro Chinês do 110 metros c/ barreiras caindo... o próprio Arthur Zanetti, Brasileiro, ganhou ouro na ginástica, deixando o favorito chinês 5x campeão mundial p/ trás...

prvianas disse...

Reportagem do Portal Terra por Marina Novaes - Direto de Londres

Após abandonar a prova da maratona aquática dos Jogos Olímpicos de Londres com hipotermia, a brasileira Poliana Okimoto já passa bem. De acordo com o chefe da delegação brasileira Igor Souza, foi recomendado repouso absoluto à atleta. Porém, o dirigente afirmou que o psicológico da brasileira está bastante abalado e que Poliana só quer "se esconder e ir embora".

Prezado Bruno Velasques, você e a Clara estão de parabéns quanto aos seus pontos de vista. Sou psicólogo e educador, e penso que as duas coisas tem que andar juntas (corpo e mente)- Treino/Repetição e Emocional, pois são aspectos prepoderantes quanto ao êxito e sucesso em competiições de altas performandes commo são as Olimpíadas e Campeonatos Mundiais.
Temos que ter primeiro educação de qualidade com curriculos escolares que privilegiam a pratica desportiva (não só com futebol e queimada não)desde cedo, aí sim teremos celeiros de cidadãos e campeões como os EUA e CHINA.
E segundo investir na estruutura com profissionais que potencializam este alto rendimento que é quiciito sob pressão e maioria dos nossoa atletas não suportam esta carga.

Paulo Rony Viana - Vitória - ES