sábado, 6 de junho de 2009

REAVIVANDO A CHAMA [Maria Rita Lemos]

Assim como acontece com o mar, nossos amores também sentem as oscilações, como as marés que sobem e descem. Em qualquer relacionamento, e aqui estamos falando das relações afetivas, acontecem dias ruins e maravilhosos, maus e bons momentos, tempos de tormenta e calmaria, que se alternam, como também acontece na vida de cada um de nós. No entanto, há períodos em que as coisas parecem mais difíceis, os momentos de tempestade parecem não ter fim; há momentos, enfim, em que aparentemente não resta nada, a não ser cinzas de um amor que um dia foi a luz que iluminou nossa vida.

Nem sempre, porém, o sentimento está morto: ele pode estar muito bem escondido embaixo de uma crise que parece não ter fim. É preciso diferenciar os bons relacionamentos que estão passando por uma crise dos relacionamentos que sempre foram ruins, e que, por si só, são uma crise na vida de cada um dos parceiros.

Portanto, é preciso cuidado e calma, tanto na hora de casar como na de descasar. Ambas as decisões, tanto de unir a vida à de outra pessoa, como de decretar o fim do relacionamento, devem ser tomadas com menos emoção e mais razão.

Todos sabemos que é difícil raciocinar com lógica, tentando deixar as emoções num nível secundário, quando se está apaixonado(a) ou quando se está com muita raiva, mas é imprescindível que aconteça assim. A maioria dos casamentos e dos divórcios que são decididos pela paixão ou pelo ódio correm um risco enorme de que as pessoas envolvidas se arrependam algum tempo depois. Inclusive, há pesquisas que afirmam esse fato. Então, valem algumas tentativas no momento de reacender a chama! Uma delas é quebrar a rotina. Pense na hipótese de passar um final de semana sozinha (o) com a pessoa amada.

Não precisa ter muito dinheiro sobrando, uma cidadezinha bucólica e pacata, uma estação de águas ou climática, não muito longe de sua casa, ajuda a criar momentos em que o diálogo ficará mais fácil, e haverá mais espaço para o aconchego. Em muitos casos, basta uma mochila, um hotelzinho romântico e a vontade de relembrar os tempos de lua de mel para fazer voltar o brilho aos olhos de quem já se sentiu perdidamente apaixonado (a)...

Outro truque que pode dar certo está bem perto de você. Aliás, dentro de sua casa, em alguma gaveta: é aquele álbum de fotografias, os filmes que foram feitos quando o amor era novinho, a caixa onde você guardou tantas cartas e cartões, carinhos impressos trocados em datas importantes. São lembretes, apenas, mas que sinalizam um amor que, no mínimo, existiu um dia, e ficou marcado. Tire da gaveta as fotos e filmes, e planeje algumas horas em que vocês dois, juntos, brinquem de rever tudo isso. Procurem se lembrar de quando foram tiradas, quanto tempo faz, o que vocês sentiam naqueles momentos. Pode ser que, naqueles dias, vocês tivessem apelidos carinhosos pelos quais se chamavam... Tudo isso pode entrar nessas horas especiais de recordações, é sempre uma tentativa a mais!

Também ajuda muito, para quem quer reavivar o amor, planejar uma noite romântica. Deixe as crianças com a vovó ou uma vizinha/amiga, capriche no visual, prepare-se para seduzir. Surpreenda a pessoa que você escolheu para passar o resto da vida com um jantar romântico, com seu prato e bebida preferidas. Não importa se você é homem ou mulher, ambos têm capacidade para temperar uma noite, fazer algumas horas serem especiais! Arrume a mesa com requinte, sem esquecer que ser romântico não é gastar muito nem parecer artificial. O importante é colocar amor em tudo o que se faz. Uma boa galinhada caipira, servida com amor e bom humor, vale muito mais que o mais caro caviar na mesa em que não há mais qualquer sentimento de ternura.

O dia dos Namorados está aí, bem pertinho. Talvez seja o momento certo de fazer uma avaliação no seu relacionamento com a pessoa amada. Se estiver esfriando, quem sabe esses pequenos truques podem ajudar? É preciso lembrar, sempre, que o amor é chama, e como tal precisa ser reavivado, sempre. Se pensarmos que qualquer sentimento afetivo pode sobreviver longe de sua fonte, ou seja, uma brasa pode estar sempre incandescente mesmo passando anos longe do fogo, corremos o risco de ver cair doente, até morrer, o amor que um dia nos embalou a vida.

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Um comentário:

Eduardo Loureiro Jr. disse...

Muito bem escrito, Maria Rita.