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A MELHOR IDADE É A MINHA >> Clara Braga

Quando eu era bem novinha lembro de ter conversas sobre idade com minhas amigas. Falávamos que não víamos a hora de fazer 10 anos para quando alguém nos perguntasse quantos anos tínhamos a gente poder mostrar as duas mãos cheias. Criança é assim mesmo, com sonhos palpáveis, uma maravilha.

Não fui a primeira das minhas amigas a fazer 10 anos e mostrar as duas mãos cheias. Quando eu mostrei as duas mãos aquilo já nem tinha mais muita graça para muitas delas e, então, logo perdeu a graça para mim também.

Depois da emoção dos 10 anos descobrimos que bom mesmo era ter 15 anos, a idade da debutante. Afinal, com 15 anos todo mundo fazia a maior festa e ainda conhecia a Disney.

Fiz 15 anos sem dar a menor importância para essa história de festa, para a sorte dos meus pais. E quanto à Disney, acho que tenho mais vontade de ir hoje em dia do que quando tinha os 15 anos. Então, acabamos percebendo que bom mesmo deve ser fazer 18.

Aos 18 podemos trocar as matinês pelas baladas, tirar carteira, fazer faculdade e, quem sabe, com sorte podemos até ganhar um carro de presente da família!

Realmente os 18 significam uma mudança na vida, mas também achei que foi uma idade super valorizada, afinal, não ganhei carro e só passei na faculdade com 19 anos, mas poder pegar o carro da mãe emprestado no fim de semana para sair com as amigas, realmente não tem preço.

Mas a verdade é que quando você faz 18 te falam para esperar os 21, essa idade sim é boa, parece ser a real maioridade.

Nos 21 te mandam esperar os 30, essa é a idade que a mulher realmente vira mulher. Estou quase chegando nos 30 e agora já me dizem que a idade que a mulher começa a viver de verdade são os 40.

Quer saber? Cansei desse negócio de idade, parece que as pessoas nunca estão felizes, estão sempre esperando chegar a idade que vai ser a melhor, mas até a tal da melhor idade já está ficando cada vez mais distante. E se é que eu tenho idade suficiente para dar a minha opinião sem ouvir alguém dizer que eu ainda tenho muito para viver antes de entender a vida, eu digo: o que vale não é a idade real, mas sim nossa idade mental. Todos temos que, independente da idade, saber a hora de se divertir como criança, chorar como um bebê, se colocar como um adulto, rir como um adolescente e ensinar como um idoso, se não não vale a pena!

Comentários

Anônimo disse…
Adorei hahahah.

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