terça-feira, 21 de março de 2017

O CORPO ME PERTENCE, A IDADE NÃO >> Clara Braga

Os trinta não estão mais tão longe quanto já estiveram. Aliás, eles não estão longe de forma alguma. Mas, juro por Deus, isso nunca foi um problema pra mim. Ou pelo menos não tinha sido até muito pouco tempo.

Em uma conversa recente sobre treinos e dietas, comentei que tenho dificuldade para emagrecer. O que tive como resposta? Ixi, se você já está tendo dificuldade para emagrecer agora não queira ver quando ficar mais velha! É quase impossível! O metabolismo é muito mais lento, a prisão de ventre piora e não tem exercício físico no mundo que elimine aquela gordurinha localizada.

Superado o papo da gordura que eu não vou mais perder, em outro assunto, enquanto relembrávamos momentos do passado, mal pude participar da conversa, não lembrava de nada! Então reparei que já tem um tempo que não me recordo de coisas que eram fáceis para mim até pouco tempo como dar recados quando me pedem, saber o número de ninguém de cabeça e decorar letras de música como costumava decorar. Mais uma vez o comentário que ouvi em relação à essa colocação não foi nada amigável: se sua memória já está assim agora imagina quando ficar mais velha! Falta de memória é coisa de gente velha.

Para terminar teve o exame de audiometria que tive que fazer recentemente. Lado direito sem problemas, mas lado esquerdo está com uma leve perda de audição. Nada demais a princípio, mas as pessoas costumam perder a audição quando ficam mais velhas, não é comum na sua idade.

Tudo isso, e mais outras situações que não vou me recordar agora devido ao problema de memória já comentado acima, me fez ficar um pouco apreensiva, cheguei à conclusão que sou uma velhinha de aproximadamente 90 anos no corpo de uma jovem de quase 30. Por enquanto nada que me incomode, mas o que eu devo esperar do futuro? Seria exagero já começar a procurar um geriatra?


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Um comentário:

Anônimo disse...

Você não herdou só a beleza do seu tio Nego. hahahahahahahah