sexta-feira, 24 de junho de 2016

CHUPETA DIGITAL >> Paulo Meireles Barguil

Na falta da teta, foi inventada a chupeta.
 
Existem registros dela que datam cerca de 3.000 anos.
 
Assim como a original, a genérica tem sido utilizada para alimentar e/ou acalmar bebês e crianças.
 
Ambas, possuem várias cores e modelos, que costumam agradar aos seus usuários, notadamente a originária.
 
A primeira não tem restrição médica.
 
Quanto à segunda, é recomendada uma cuidadosa limpeza antes do uso.
 
Ao longo do tempo, a chupeta utilizou vários materiais: pano, borracha, látex, silicone...
 
Aspectos higiênicos e ortodônticos impulsionaram a constante melhoria desse importante artefato na vida do Homem. 
 
Digno de registro, também, é a ama de leite, uma modalidade em desuso, mas que desde o século XIII foi adotada na Europa.
 
Nada se compara, contudo, à chupeta digital, uma criação do século XXI.
 
Essa nova modalidade, que é uma melhoria do modelo de válvula e da sua sucessora, feita de transistor, ampliou para todas as idades a sua clientela, em virtude das suas possibilidades de uso e praticidade, além da notável portabilidade e de preços para todos os bolsos.
 
Há quem alerte que essa versão traz grandes perigos, notadamente às gerações mais novas, mas isso deve ser intriga dos saudosistas dos programas de rádio, de modo especial das novelas ao vivo.
 
Que malefício pode existir nesse utensílio que nos entorpece e nos faz esquecer da nossa fome?


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