quarta-feira, 25 de setembro de 2013

FINAIS E CHICLETES >> Carla Dias >>

Finais de séries e chicletes me incomodam. Quer dizer, não me incomoda alguém pensar diferente de mim sobre os finais de séries, tampouco se mascarem chicletes do sabor que seja. O que me incomoda é a urgência que vem com o final de uma série, e o chiclete, quando o mascam de boca aberta.

Vamos deixar os chicletes pra lá, então.

Dexter
O último episódio de Dexter foi ao ar no domingo, nos Estados Unidos. Sim, sentirei falta da série, que apesar de seus altibaixos, conta com momentos e personagens catárticos. Como não pensar no final da quarta temporada? Aquele último episódio seria um belíssimo final de temporada. Mas ainda havia muito sobre Dexter (Michael C. Hall) a ser dito. O serial killer queridinho dos apreciadores das séries estava deixando o 100% psicopata para trás. Por isso mesmo, as mudanças couberam onde deviam. Para mim, o saldo foi positivo, e Dexter fará muita falta.

Breaking Bad
Outra série muito interessante, que não temeu assumir mudanças drásticas no comportamento dos seus personagens principais, já está no corredor da temporada final. Se humanizar um serial killer deu pano pra manga, o que dizer sobre um pacato professor de química mudando de status para cozinheiro/traficante de drogas? Breaking Bad transformou o Mr. White em um cara que dá medo. A mudança não é apenas sensorial, mas também física. Bryan Cranston, que interpreta Mr. White, vem mudando de acordo com a forma que o personagem se permite apreciar o poder que sua cria lhe oferece.

House M. D.
Anti-heróis são sim muito mais interessantes. O serial killer que tem um código e mata somente assassinos, o professor de química que se torna o cozinheiro de uma das melhores drogas do mercado. O que dizer do médico que não consegue enxergar o paciente, mas somente a doença? House M.D. deixou um vazio enorme na grade das séries, que ouso dizer, mas apenas de leve, acaba sendo lembrada pela conexão de temas por meio da personagem principal de Nurse Jackie. A enfermeira lembra, e muito, o House (Hugh Laurie), em seus momentos de necessidade intensa de um remedinho. Jackie (Edie Falco) é mais ligada ao ser humano, ainda assim, é de uma crueza, de uma ironia e de uma capacidade de mentir de primeira linha.

In Treatment
Na minha cabeça de pessoa que adora séries, que tem dificuldade em se despedir delas, já imaginei o Mr. White sendo tratado pelo House, e se tornando o fornecedor de drogas do médico e da Jackie, a enfermeira que bate de frente com House. Eles se tornam amigos do analista de respingos de sangue, quando Dexter vai ao hospital visitar Deb. E acabam todos no sofá de Paulo Westom (Gabriel Byrne), da interessantíssima In Treatment.

Nurse Jackie
Finais me tiram do eixo. Talvez eu deva mascar chicletes, enquanto aguardo o retorno de Nurse Jackie.

carladias.com

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