quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

FAZENDO MEU FILME >> Carla Dias >>


Ano passado, assim que a companheira de Crônica do Dia, Paula Pimenta, anunciou o lançamento do seu livro, o “Fazendo Meu Filme”, me bateu de pronto a vontade de lê-lo. Depois de alguns dias, fiz a compra num site e o recebi na mesma semana.

Atrapalhada do jeito que sou, somando a criação de sei-lá-quantos projetos para aproveitar possibilidades, o meu trabalho aqui no IBVF e a correria que o final de ano promove, acabei deixando que essa vontade se atrapalhasse toda nos meus afazeres diários, e a leitura ficou pra mais adiante.

Mais adiante chegou junto com minhas férias e jurei que delas a leitura não passaria. Sendo assim, equipei-me com aquele cafezinho fresco que muito me apetece e fui cuidar de ler o livro.

Eu li, aqui mesmo, a crônica “A História Do Meu Livro”, da própria Paula, falando sobre como nasceu o “Fazendo Meu Filme”. O processo de criação de uma obra é sempre do meu interesse e, quando se trata da literatura, me causa curiosidade saber sobre a relação que o escritor mantém com seus personagens.

“Fazendo Meu Filme” é um livro cativante. Quem já passou dos dezesseis, idade da personagem central da trama, a Estefânia, que gosta mesmo é de ser chamada Fani, não precisa se preocupar. A cadência com a qual Paula conduz a história acaba nos levando a interagir com situações e emoções atemporais. Os cenários mudam com o decorrer do tempo, mas as encanações, o desejo e o medo de viver determinadas experiências, a confusão, a amizade, a distância e o amor estão lá... Entre outros tantos badulaques emocionais.

Confesso que ficou impossível não pensar nos meus dezesseis anos de idade - que já ficaram bem lá atrás e faz tempo! -, ainda que tenha sido tão diferente essa época do que conta o livro. Mas Fani acaba promovendo essa viagem com um jeito alto astral (apesar dos chororôs) que nos contagia. Daí para misturarmos nossas próprias lembranças com a história dela fica fácil.

Gostei muito da forma como a comunicação entre os colegas de sala e amigos próximos aconteceu. Apesar de ter achado tão bacana os bons e velhos bilhetinhos durante as aulas, os telefonemas quase histéricos na hora de contar as novidades, são as conversas por MSN entre Fani e sua amiga Gabi que garantem diversão, independente se o assunto é sério ou não. Aliás, o tom bem humorado que Paula agregou ao texto só fez deixá-lo ainda mais atraente ao leitor.

As citações de filmes que abrem cada capítulo, além de acentuarem a paixão de Fani pelo cinema, também servem para atiçar a curiosidade do leitor sobre o que virá a seguir.

A menina que. ao se inscrever em um intercâmbio, tem sua vida bagunçada,e a cabeça mais ainda, mergulha em uma série de questões nas quais muitas meninas da idade dela esbarram. Esse novo olhar com o qual Fani observa o mundo a amedronta e, ao mesmo tempo, fascina. Pensar em ficar distante, durante um ano inteirinho, da família, dos amigos, dos filmes que coleciona, do país, da paixão secreta e daquela que realmente importa, faz com que essa menina se aproxime da mulher que se tornará, compreendendo que na vida é possível desempenhar o mais belo dos papéis, criando seu próprio filme.

“Fazendo Meu Filme” pode ajudar, de uma maneira muito agradável, a muitas adolescentes a compreenderem suas encanações, assim como perceberem que é legal dar presente personalizado, ouvir música, tomar sorvete, ir ao cinema, reunir os amigos em casa... E também pode levar os adultos a uma jornada divertida e reveladora no país da doce Fani.

Confira: www.fazendomeufilme.com.br






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3 comentários:

Paula Pimenta disse...

Ai, Carla, que lindeza! Até chorei! :)

Que bom que vc gostou do livro, muito obrigada pelo retorno e - por que não dizer - pela propaganda!

Beijo grande!

Carla Dias disse...

Ah, Paula! Que bom que você gostou da crônica. Eu a escrevi com o maior gosto, porque adorei o seu livro.

Sorte, viu? Que o "Fazendo Meu Fime" a ajude a alcançar muitos dos seus sonhos.

Beijos!

Júh disse...

admiro muito a capacidade de certas pessoas, que fazem com que fiquemos presa as palavras, que nos fazem chorar com coisas escritas em uma simples folha, quando lie o livro tinha 15 aninhos, hj 16 :D, ´fiquei presa a esse livro d uma tal forma que se lesse no final sempre chorava!!!!!
a história parecia tal real, tão viva q me via naquele meio!

amei, amo esse livro mais q tudo!!

e espero o 2 :D!

bjus

sucesso