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VENDE-SE >> Fred Fogaça


As mãos se agarram a imediates com a força de evitar precipitações: ora, a velocidade - pouca, confessemos - corta o piche à base de más impressões.

Eu tenho medos palpáveis que não consigo controlar.

Esperei um aniversário de tempo por esse dia em que não fosse intermediar as voltas com o cobrador: mas agora é tudo ansiedade e desconfiança.

Seus ferros se correm de rancor.

A maquina que corta as más impressões cospe suas disfunções na minha cara e eu... bem, eu nunca estive em menos poder. Quando giro o contato que lhe vocifera às entranhas incinerações autoinfligidas, eu já lhe estranho os humores.

Devo desfazer-me dessas ameaças.

Às vezes me estranha a selvageria moderada da vida tradicional, essas afrontas na mão mole.

Quando eu paro, às vezes, por um momento só, e perscruto a natureza irremediável da realidade eu só constato o que já deveria e ainda assim me estranha. Explico: é pessoal, seu problema sempre foi eu.

Por isso devo repassá-lo, é por que me afronta, é porque eu lhe basto.

Antes que me consuma: tratar aqui.

Vende-se.

Comentários

Zoraya Cesar disse…
Aprendi uma palavra nova: imediates. De posse dessa informação, reli o texto. E me deu medo. Não compro. Repasse urgente, Fred, mas como uma oferenda em sacrifício, cuja palavra mágica seja: chega.
EZEQUIEL FOGAÇA disse…
Ah! essas entrelinhas são mais sinuosas que a velha e esburacada vicinal Cruz das Possense que com certeza é mais tangível e trafegável, mesmo com a velha "Paratosa".