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A CIDADE >> Fred Fogaça


Cerceando temas pra crônicas, me surgiu: porque não expor? É um trabalho inacabado que anda a passos paulatinos. O personagem não tem pressa de se desenvolver, e eu, empático, respeito seu cronograma.

Ele só precisa de um tempo.

Só que tenho seu aval (do personagem) pra compartilhar um trecho da divagação que fez num (ainda) nono capítulo. Visto a crueza, mesmo que dadas algumas revisões, espero que me perdoem de antemão a escrita, mas que aproveitem o triz do que ando fazendo por aí.

"
A cidade não cede.
As casas da encosta se confundem com a geografia e os espaços se dividem excêntricos: grandes rochas como decoração de sala. Escadas fazem voltas pra não perturbar uma ordem natural. Questão de hierarquia.
Como se, naquela rua que o morro cerceava as casas, as expiando bem de perto, secreto, repassa informações pra uma instância superior.
Quem sabe a cidade? Ela não cede.
Caminhava apequenado ali, não menos surpreso com a beleza daquelas cooperações arquitetônicas.
Sempre no fluxo no vento, me deixava levar fácil e, como eram recatadas as manhãs naquela época, também me continha na observação introspectiva de tudo.
Existe uma grande vantagem em ser um espectador da cidade: eu não me envolvo com as suas conspirações.
Vejo seus movimentos, percebo seus avanços e como ela vai, silenciosa, subjugando tudo que seja concreto e aço. Por que a natureza é viva e o concreto se aproximou dela já data centanários. A sua alma se estendeu e tomou o que era do homem.
Convenhamos: o que é de um que não tenha sido do outro antes?
A natureza é o deus palpável da humanidade.
[...]
"

Esperamos, eu e Santiago, o precioso parecer de vocês.

Comentários

Zoraya Cesar disse…
Fred, não tenho parecer, mas um desejo: o de ler mais!
Albir disse…
Dá vontade conhecer os personagens que andarão por aí.