sábado, 1 de outubro de 2016

À PROCURA >> Cristiana Moura

Ando esvaziada de mundo. É tanta a correria cotidiana que estudos e afazeres tem me roubado a poesia.

Não é coisa de assalto. Não há ameaça visível. Nem há susto ou medo. É coisa de furto que leva de leve a carteira de dentro da bolsa. Aí a gente só dá falta bem depois e não sabe direito nem onde nem como aconteceu.

O cotidiano roubou-me a poesia!

— Respira fundo, dilata os póros e sente — há de encontra-la.

Vou coar um café para tomar na varanda enquanto procuro as palavras que ando perdendo por aí.

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5 comentários:

sergio geia disse...

Sensacional! Tão simples, tão poética...

Carla Dias disse...

Lindeza... <3

André Luiz Ferrer Domenciano disse...

Em caso de furto de poesia, recomenda-se reagir.

Cristiana Moura disse...

Grata Sérgio e Carla
André, perfeita a recomendação!

Zoraya disse...

Cris, esse é um dos mais belos que você nos deu de presente. Por favor, reaja urgente!