segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

RETROSPECTIVA 2015 A.D. >> Albir José Inácio da Silva

Este foi mais um ano em que bárbaros atacaram a civilização em bandos famintos e raivosos.

No início com paus e pedras contra as lanças, escudos, flechas e catapultas dos gregos e romanos. Mas, ao longo das eras, as traições de aliados e os equívocos dos líderes facilitaram a aquisição de armas pela barbárie, que agora ostenta mísseis e fuzis.

O combate a essas hordas tem se mostrado ineficaz. Morrem aos milhares, mas brotam da terra como se feitos dela, com sua cor e abundância, surgem de todos os lados, indignados, como se fosse nossa a culpa pela miséria. E não se acabam por mais que os naufraguemos, escravizemos ou crucifiquemos.

A civilização luta para incutir a fé e civilizar o gentio, mas encontra resistência dos bárbaros e incompreensão de seus pares na hora de dividir despojos e territórios.

Foi assim no século passado quando nos arrependemos dos séculos de pogroms contra os "assassinos de Jesus" e saímos em defesa de nossos irmãos judeus que morriam aos milhões no holocausto nazista. Finalmente reconhecemos-lhes o título de guardiães de nossas mais caras tradições. Até bombas atômicas tivemos de usar. Mas nossos irmãos foram finalmente devolvidos a Canaã, não sem que antes precisássemos expulsar de lá os terroristas invasores.

Na verdade trata-se dos mesmos bárbaros que combatemos na Idade Média, quando nossos cruzados arrasaram cidades e nações hereges que se recusaram a devolver os lugares sagrados da nossa fé e precisaram ser exterminados a fio de espada. Pelo jeito, não aprenderam a lição.

Mas como combatê-los? Imaginam-se mártires pós-modernos com direito a quinze minutos de fama na Terra e setenta e duas virgens no Paraíso. Não lhes interessa a vida de fome, humilhações e assistindo massacres de irmãos. Se o inimigo quer a morte, como combatê-lo?

Na África também tem sido vão nosso esforço civilizatório.  Muitos deles nós trouxemos enquanto ainda eram coisas para dar-lhes trabalho, humanidade e salvação. Hoje espalham-se insubmissos, preguiçosos e apegados a suas crendices e cultos demoníacos. Nem mesmo serviram como mão de obra para construir o progresso da humanidade.

E agora chegam por vontade própria, refugiados fugindo da fome e da guerra. Invadem nossos países, disputam nossos empregos, sincretizam nossa crença. Ou então, formam grupos terroristas para atacar nossas cidades e atrair nossos jovens.

Para a maioria dos americanos, estamos perdendo a guerra contra o terror ou, como dizia Bush, contra o “eixo do mal". De nada adiantaram os esforços de nossos antepassados no combate à barbárie. E nuvens bárbaras continuam chegando e nos ameaçando por terra e mar. Legiões de terroristas disfarçados de famintos e moribundos infiltram-se em nossas cidades. Recrudesce a luta do bem contra o mal.

Em 2016, vamos continuar pregando a paz e combatendo, como Herodes, os guetos em que brincam na lama as crianças bárbaras, na tentativa de eliminar o mal pela raiz, para que não cresçam e se tornem adultos bárbaros, suicidas, que ameaçam explodir a inocência e a santidade da nossa civilização.


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2 comentários:

Eduardo Loureiro Jr. disse...

Retrospectiva de toda a História, Albir. :)
Eu, apegado à esperança, creio que um dia poderemos fazer uma renovada retrospectiva.

albir silva disse...

Também me apego à esperança, Edu. É que 2015 não ajudou.