terça-feira, 25 de junho de 2013

SENDO CLICHÊ >> Clara Braga

Hoje eu vou ser clichê! Achei melhor avisar, já que não é todo mundo que gosta de ler textos que não necessariamente contam algo novo, mas diante de tantos manifestos, eu não queria ficar de fora do grande grupo de pessoas que tem algo a dizer sobre o assunto.

Percebi que algumas pessoas já estão irritadas com a quantidade de comentários, agora só se fala disso, parece que ninguém tem outro assunto. Mas convenhamos, não é uma delícia abrir o facebook e, ao invés de se deparar com uma enorme quantidade de comentários reclamando da segunda feira, ver uma enorme quantidade de comentários de pessoas que estão ansiosas por lutar por um Brasil melhor? Claro, existem aqueles que vão pela baderna, aqueles que vão sem saber direito porque estão indo, mas independente do motivo, há quanto tempo não se via tanta gente assim nas ruas reivindicando algo?

Outro dia fui almoçar no restaurante do meu trabalho e reparei que todas as pessoas das mesas ao redor discutiam sobre as manifestações e as medidas que a Dilma vem propondo. Tenho certeza que muitos jantares de família também têm sido acompanhados desse tópico. Não é surpreendente? Em época de copa das confederações e com uma novela das 20h bombando, o assunto principal entre todos é: política! Eu acho o máximo, e aproveitei até para aprimorar meus conhecimentos sobre o assunto, já que, como já afirmei várias vezes por aqui, sou uma negação quando o assunto é política!

Vem pra rua!! Esse é o lema, e como eu sou muito obediente, lá fui eu pras ruas de Brasília! Chegando próximo ao congresso, fiz o famoso sinal de vida para atravessar na faixa de pedestres, faixa essa que deixou Brasília famosa por ser um dos lugares onde de fato os carros costumam parar para você atravessar. Os carros de uma faixa pararam e, quando eu comecei a atravessar, lá vinha um carro em alta velocidade do outro lado e passou reto, como se ninguém estivesse atravessando. Dentro do carro havia alguns jovens, todos de branco, prontos para manifestarem e expressando na vestimenta que estavam ali pacificamente, contra violência. Mas parar na faixa ninguém quer né?

Já na manifestação, vi que alguns manifestantes jogavam bombinhas de São João não só na polícia como em outros manifestantes também, mas estavam prontos para xingar a polícia de covardes quando eles retrucavam com bombas de efeito moral, que convenhamos, de moral não tem nada, cada vez que jogavam uma deixavam as pessoas mais irritadas e prontas para um possível confronto.

Vi pessoas apoiando os manifestos, mas quando precisavam pegar seus carros para irem para casa e ficavam presas no trânsito, reclamavam e chamavam os manifestantes de vagabundos, baderneiros, ou até de povo desocupado, que não tinha nada mais importante para fazer da vida. Também detesto trânsito, mas quando é por uma boa causa a gente tem que entender.

Bom, enfim, atos como esses com certeza aconteceram aos montes, não vale a pena ficar citando atos ruins diante de vários importantes, mas o que eu queria mesmo com tudo isso era lembrar daquele trecho fantástico da música do Gabriel o Pensador: muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente, a gente muda o mundo na mudança da mente, e quando a mente muda a gente anda pra frente. Sei que é clichê, bem como eu avisei lá no início, mas verdade seja dita, não adianta querer mudar o Brasil sem mudar a si mesmo. Quer um Brasil com mais educação? Seja mais educado em seus pequenos atos, quer um Brasil com segurança? Cuide das pessoas ao seu redor, quer um Brasil que pense em um melhor futuro para sua população, que seja gentil e que dê oportunidades? Ajude as pessoas que estão próximas de você, dê a elas oportunidade de aprender com você, de errar com você e de crescer com você. E claro, vem pra rua! Ou até fique em casa, mas se informe e se mova!


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3 comentários:

Ranyele Oliveira disse...

Gostei muito de ler esta crônica. Alguns sentimentos comuns...
Bom, fico feliz que apesar do fato em questão, Brasília ainda é exemplo nas faixas de pedestres.

Quando cheguei na Bahia fiquei assustadíssima por ninguém parar na faixa...o trânsito aqui é uma desordem praticamente "nas Índias...

Abraço.

Conceicao Belo disse...

Parabéns Clarinha, mais uma vez expressando muito o sentimento de muitos de nós.
Gostei bastante do "puxão de orelha" último parágrafo.
Beijo
Ceiça

Conceicao Belo disse...

Digo:...expressando muito bem o sentimento...
Ceiça