sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

A HUMANIDADE É CAFÉ COM LEITE >> Paulo Meireles Barguil



Que sina a do Homem: vive num mundo que lhe foge à compreensão!

Nem o átomo — do grego átomos: que não pode ser cortado, indivisível — que se acreditou durante milênios ser a menor parte da matéria ele consegue decifrar, pois está há mais de um século envolvido nessa aventura.

A cada resposta formulada, surgem outras perguntas...

A natureza é mais feroz do que a Hidra de Lerna, que substituía cada cabeça cortada por duas!

Se nem o micro — cujo tamanho lhe é desprezível — a Humanidade consegue desvendar, o que dirá do macro — cuja extensão ela sequer logra imaginar?

E a si mesmo? Quem ousaria dizer conhecer?

Solucionar as infinitas charadas é divertido.

Melhor mesmo é contemplar e deliciar-se com as inebriantes belezas — internas e externas, pequenas e grandes.

Estou desconfiando de que a Humanidade é café com leite nessa brincadeira com a natureza...

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3 comentários:

Raphael Barbosa disse...

Muito interessante sua crônica, tenho a mesma linhagem de pensamento que a sua, a humanidade é apenas mais uma questão no meio de 1000 respostas e 2000 mil perguntas que se seguem em uma sequência infinita de interrogações, quem dirá nós conhecermos a natureza se mal conhecemos a nós mesmos.

Oitavo Ano/Sesi disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Arthur Wynglison disse...

Parabéns pela crônica, traz uma abordagem interessante de como vemos o mundo a nossa volta e até mesmo de como enxergamos a nós mesmos. Porém(com todo o respeito),discordo de quado diz que "Melhor mesmo é contemplar e deliciar-se com as inebriantes belezas — internas e externas, pequenas e grandes.", pelo fato de sugerir que devemos aceitar a vida da forma que ela nos "diz" aparentemente ser e porque
entende-se como uma abertura à ignorância. Por outro lado, posso compreender que não devemos estar acorrentados a essas coisas, pois elas não nos trarão experiência enquanto se tratando de vivência. Só nos trarão conhecimento!
De forma geral admiro sua coragem de tratar de um tema tão polêmico, obrigado!