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UM PEDIDO SINCERO >> Clara Braga

Caros organizadores do festival Rock in Rio,


sei que o Rock in Rio provavelmente é o maior festival de música do Brasil. Justamente por isso, é impossível negar a competência da equipe de vocês. Dito isso, gostaria de pedir licença para a minha pretenção de tentar colaborar com uma crítica construtiva.

Sou uma grande admiradora do Rock in Rio. Em todas as edições me pego acompanhando até os shows de artistas que nem gosto, mas que assisto pela ligação que sinto ter com o festival em si.

O Rock in Rio foi o primeiro grande festival de música que eu fui quando ainda nem tinha idade suficiente para ir sozinha a um lugar desses. O ano era 2001 e eu tinha meus 12 anos quando meus pais me disseram para escolher entre a primeira e a segunda semana do festival. Escolhi a segunda, embora isso me fizesse abrir mão de assistir Foo Fighters, show que sonho em poder assistir até hoje! Mas assisti tantos outros que ficarão na memória para sempre, como: Silverchair, Guns, Red Hot, Iron Maiden e outros!

Depois, embora tivessem dito que o festival aconteceria de dois em dois anos já em 2001, esperei 10 anos para voltar ao festival e chorar com a oportunidade de assistir à Joss Stone e ao Steve Wonder. Aí sim o festival passou a acontecer de 2 em 2 anos, e em 2013 lá estava eu de novo assistindo ao John Mayer!

Em 2015 não consegui ir, mas assisti tudo pela televisão e lembro de me emocionar muito com o show do Queen, esse eu queria ter visto ao vivo!

Em 2017 não fui por um ótimo motivo, estava super grávida! Não é pra menos que entrei em trabalho de parto durante o show do Aerosmith - durante o solo de dream on, para ser mais exata - e assisti aos shows do Bon Jovi e do Guns pela TV da maternidade com meu filho no colo!

Esse ano não tive condições financeiras de ir, apesar de achar que meu filho precisa ir ao Rock in Rio depois desse nascimento embalado pelo bom e velho rock n’ roll, mas novamente acompanhei tudo pela televisão e já aproveitei para apresentar bandas como Foo Fighters, Helloween, Red Hot e outras para ele.

Bom, com esse histórico acho que ficou claro que eu realmente sou admiradora do festival e jamais faria uma crítica se não fosse para ser construtiva, certo?! 

Então vamos lá: falando só do palco mundo, foram 28 artistas que passaram por lá nesse ano, entre eles apenas 6 eram mulheres e apenas uma dessas 6 foi considerada a principal atração da noite. Poxa, vocês sempre se envolvem em tantas causas, lembro de fazer um minuto de silêncio pela paz mundial, lembro do discurso da Gisele Bundchen, vi bandas com cartazes sobre a Amazônia, não estaria na hora de dar mais espaço para as mulheres? Façam logo um dia só delas! E por favor, nada de vir com aquela desculpa de que não existem tantas mulheres no cenário musical, nós sabemos que existem e elas são muito rock n’ roll! 

Confessem, vocês ficaram tentados! Seria ou não marcante ser o primeiro festival de música a ter um dia inteiro só com atrações femininas? E se precisarem de ajuda com o line up é só me chamar, estou à disposição!

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