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SMSS >> Eduardo Loureiro Jr.


A paz mundial virá pelo futebol.

Essa semana, o Dunga — que muitas vezes parece mais o Zangado — convocou os 23 jogadores brasileiros que vão à Copa do Mundo da África do Sul. Considerando o grande número de bons jogadores que temos e o fato de que cada torcedor brasileiro é um técnico amador, Dunga conseguiu desagradar a muitos que queriam antigos (Ronaldinho) e novos (Neymar e Paulo Ganso) na seleção.

Dunga está certo. E nós estamos certos. Um técnico não tem como nem deve se preocupar em agradar todo mundo. Ele é o responsável, ele escolhe, ele recebe os louros, ele paga o preço. Mas nós, que só damos pitaco, também temos nosso direito, já que a seleção é brasileira, e não dungueira.

Se serve de consolo, não se trata de um problema apenas nosso. Mundo afora, na Argentina, na Itália, na Espanha, nos Estados Unidos, no Japão, os técnicos também estão excluindo jogadores que, se dependesse do povo e da imprensa, iriam à Copa. Como a FIFA, órgão responsável pelo futebol no mundo, tem mais países associados (208) que as Nações Unidas (192), já está na hora do futebol assumir o papel que lhe cabe como unificador mundial.

Minha sugestão é simples: formar uma seleção planetária com os jogadores excluídos das seleções nacionais. Seria a Seleção Mundial dos Sem-Seleção, a SMSS. A seleção mundial teria direito automático a uma vaga nas copas do mundo. Seu escudo seria um globo; sua camisa seria azul e verde. O slogan: "Um mundo, um time". Técnicos e jogadores interessados em ir à Copa pela SMSS se candidatariam no site da FIFA e uma votação online definiria o comandante do time e os 23 jogadores.

Dungas, Sonecas e Atchins, técnicos em geral, enfrentariam menos críticas. Os bons jogadores excluídos de suas seleções nacionais teriam uma segunda chance de mostrar seu talento. Todos os torcedores do mundo teriam mais um time pelo qual torcer. Sairíamos todos ganhando.

E, enquanto não se descobrem outros planetas com vida inteligente e paixão pelo futebol, nosso time, a SMSS, iria treinando com as seleções nacionais durante as copas do mundo. Quando fosse criado o primeiro torneio interplanetário, já estaríamos preparados para enfrentar homenzinhos verdes e azuis.

Fica dado o meu pitaco, a minha sugestão. Agora é com o presidente da FIFA, o senhor Joseph Blatter.

Comentários

Debora Bottcher disse…
Eduardo, querido, Num mundo perfeito sua sugestão seria campeã - e 'PAZ' sairia de palavra de dicionário para se estampar em corações coloridos... :)
Super beijo.
Debora, PAZ seria um outro bom nome para esse time. :)
Fernando disse…
Olá Eduardo parabens pela crônica, estou no seu time e se quiser leia uma minha no mesmo tema
http://cabecatroncoetextos.blogspot.com/2010/05/minha-selecao.html

Abç.
FF
Carla Dias disse…
Não sou escolada em futebol, não tenho hábito de assistir aos jogos e acompanhar campeonatos, bom, até eu sou a favor desse novo time.

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