ZODÍACO >> ANA RAJA


Nunca me aprofundei no estudo sobre os signos do zodíaco. Sei que são doze e, que além de previsões astrológicas, eles podem influenciar a personalidade e o estilo das pessoas.

Meu signo é áries e gosto dele. Tenho características fortes de uma ariana, mas não sei o meu ascendente nem a influência dos outros signos sobre a minha vida.

Escuto as pessoas falarem sobre o inferno astral, quando o sol transita pelo signo anterior ao seu, mais ou menos trinta dias antes do seu aniversário. Nunca observei o efeito dele em mim, mas pesquisei na internet sobre o assunto e encontrei outro nome para esse episódio: inverno astral. Achei  mais charmoso... "estou atravessando o meu inverno astral", não é chique? 

Li também se tratar de um momento de introspecção, descanso, uma preparação para o novo ciclo que se inicia, e que pode haver, nesse período, questões desconfortáveis, pois estamos convivendo diretamente com características do signo anterior ao nosso, e isso causa tensões. 

Pensando nessa explicação, inferno astral faz sentido. Já não bastasse lidar com as características do próprio signo, somos convidados a conviver com o temperamento de um desconhecido.

Pela primeira vez, sinto que estou atravessando esse limbo personificado em três pneus de carro. No início do mês, viajamos, por alguns dias, eu e meu marido, rodando uns 3.000km pelas estradas nem sempre boas do nosso Brasil, saindo de Brasília e indo para Minas Gerais, Bahia Tocantins e Goiás, e então de volta para casa. A viagem foi linda. Adoro os nossos roteiros.

Percebi alguns eventos fora do script, nada de grave ou que pudesse acabar com o passeio, apenas cortes necessários de última hora no roteiro. Aparentemente, tudo culpa do meu inverno astral ou .... astral e de três pneus.

O primeiro pneu no chão, sem chance de concerto. Rasgado. Duas lojas especializadas no assunto e nenhuma delas vendendo pneus com as especificações do nosso carro. Tivemos de fazer o pedido em outra cidade e aguardar a entrega. Ainda assim, fomos agraciados com boa dose de sorte. A previsão era de uma semana para a encomenda chegar, mas conseguimos, contando com a muita boa vontade do gerente da loja, para o dia seguinte, no fim da tarde. Mais uma noite no mesmo lugar e algumas consequências: diárias em dois hotéis e passeios perdidos para a próxima cidade.

Confiantes, tocamos em frente, ao encontro do novo destino. O segundo pneu no chão, dessa vez, apenas furado. Um pouco de atraso, nada traumatizante.

Não reclamamos. Imprevistos acontecem e, durante uma viagem, dá para tirar proveito de ocorridos... essa crônica é a prova disso!

Vamos para a próxima parada. Terceiro pneu no chão. Como o anterior, um borracheiro resolveu o problema. Último dia de passeio: nada melhor que um banho de cachoeira para voltar energizada. Terminamos a viagem em paz e em segurança.

Meu aniversário será na próxima semana. Quase finalizando a antiga fase; pronta para a próxima. E não sai da minha cabeça que ainda existe mais um pneu. 

Chega logo aniversário!

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As dores delas, primeiro livro de Ana Raja, está a venda no www.editoraurutau.com.

anaraja.com.br

Comentários

Nadia Coldebella disse…
Eu chamo isso de urucubaca. Já experimentei em várias fases do meu ciclo astrológico... Meu Deus, será que meu inferno astral está desregulado? Entre nós, esse seu inferno astral parece mais uma tpm (temporada provável de mísseis). Se fosse inverno, seria mais quentinho e acolhedor. Meu conselho: da próxima vez, faça o mapa astral da viajem. Assim vc prevê qual pneu e onde. Mas se for urucubaca não adianta, pois nesse caso, há algum tipo de negociata no cosmos em troca da alma dos seus pneus. A verdade é q hj em dia não dá pra confiar nem nos astros.
Zoraya Cesar disse…
hahaah, uma viagem é tb um convite ao imprevisto, ele senta ao nosso lado e temos de fazer o q vc fez, tentar tirar o máximo proveito e dar de ombros. Mas, sério, isso já não é inferno ou inverno astral, parece mais um t'esconjuro pé de pato mangalô três vezes
Ionio Paschoalin disse…
Ana, que história!! Você e seu marido saíram dirigindo pelo Brasilzão e levaram a gente junto, bom demais! Depois disso não tem como não levar o inferno astral a sério. Mas terminou bem,
arrasou!
Albir disse…
Kkkkkkkk, como a Nádia, meus azares também não respeitam horóscopos e previsões. Só fazem questão de ser inoportunos.

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